Viva, > Concordo com a sensata proposta do Jorge.
Bonito discurso, politicamente correcto, de falas mansas e panos quentes. Discursos praticados durante as ultimas décadas e que já provaram não levar a lado nenhum. Temos de romper com este modo de estar...É preciso dar um ABANÃO A ISTO!!! É nosso dever sermos exigentes para com estas Instituições Públicas. Neste momento o melhor contributo que o País (nós) pode dar é impor “TOLERÂNCIA ZERO” e “RIGOR” à execução dos deveres e responsabilidades das Instituições Publicas, sem medos, sem hipocrisia... Se as pessoas que lá trabalham levarem a mal, paciência, é melhor do que o despedimento colectivo que se avizinha! A confiança não se transmite por decreto, conquista-se! As IP devem conquistar a confiança para merecerem o respeito, pelas normas e orientações que transmitem! Acredito que os verdadeiros culpados dos erros que se fizeram no passado não é o governo, nem as IP, somos todos nós! Devido à nossa mania do “deixa andar”. Se tivéssemos sido exigentes nunca se teria implantado tamanha mediocridade na política, no governo, nas instituições públicas e na própria sociedade. É preciso dar a palavra aos Técnicos municipais, Arquitectos, Engenheiros, Geógrafos, etc, falem agora sobre os vossos problemas, sem medos, porque depois é tarde! > Estamos a promover um encontro mais ou menos informal em Lisboa, para > discutir as diversas questões que surgirem e, com base nessa discussão, Restringir o debate a um grupo de pessoas que se desloque a Lisboa, não só é redutor como também pouco transparente e pouco credível. Foi um dos erros do passado que não se pode repetir! Temos de abrir o debate a todos, na internet, completamente democrático, para alcançar soluções adequadas e consensuais para todos. Só envolvendo todos se consegue que posteriormente todos apliquem as decisões! Além disso, está provado que as boas ideias surgem de onde menos se espera. Será importante criar um grupo que “represente” e que dinamize o debate, mas sempre em total transparencia. O ideal teria sido a DGOTDU tomar ela própria esta iniciativa há mais de 2 anos... As pessoas que lá trabalham que participem agora no debate, só temos todos a ganhar com isso... > Lembro contudo que existe uma coisa chamada INSPIRE a que Portugal aderiu e >que convém ter em conta quando se discutem este tipo de documentos. E lembra muito bem! Existe uma estrutura de dados definida: http://inspire.jrc.ec.europa.eu/index.cfm/pageid/2/list/7 Mas os prazos de definição do Land Use, etc arrastam para Outubro.2012 Os prazos e operacionalização do Inspire é algo que não é compativel com a urgencia dos PDM’s! Deve ser sim considerado como uma meta a medio/longo prazo e não de efeitos imediatos. Por falar nisso, será que o IGP já está a adaptar a CAOP à, "INSPIRE Data Specification on Administrative Units - Guidelines v3.0.1 03.05.2010" (23-Nov-2010 - Adoption INSPIRE regulation for the interoperability of spatial data sets and services for Annex I spatial data themes) ? Seria interessante ter, na prática, esse tema adaptado para se perceber bem as implicações e dificuldades desta adopção! Para animar o debate deixo aqui 2 tópicos: 1. LIVRE ACESSO (POR DOWNLOAD) AOS DADOS PUBLICOS O PDM é uma informação publica de imensa utilidade pública e que deve ser disponibilizado livremente para que todos, e repito TODOS!!!, a possam consultar e utilizar. Assim, o primeiro objectivo deve ser: “A informação dos PDM’s deverá ser disponibilizada OFICIALMENTE pela DGOTDU por DOWNLOAD, em DIVERSOS FORMATOS que permita a utilização pela grande maioria dos utilizadores e nas ferramentas mais utilizadas (aplicações) ao nivel Nacional.” A DGOTDU deve publicar oficialmente ela própria os dados nacionais (coberturas nacionais) dos pdm’s (tem essa competencia legal) em vários formatos. Porque deve assumir a responsabilidade concentração e conversão e não "sacudir a agua do capote" para os utilizadores! Deverá disponibilizar o download nos principais formatos utilizados em Portugal de SIG e CAD, nomeadamente: SHAPE & GML, DWG (DXF) & DGN! Não é preciso inventar nada, é seguir as boas práticas do Atlas do Ambientee actualmente da CAOP. Não há duvida que os SIG e os OpenStandards são um destino importante mas, na prática, o PDM é usado em CAD, principalmente em AutoCAD, quer achemos correcto quer não. São factos da nossa sociedade, e a informação e as normas devem ser adaptadas à realidade, aplicáveis e não idílicas! A DGOTDU deve definir um modelo de dados em SIG, mas deve prever a importação e exportação para CAD com o mínimo de perdas, e praticar/assumir esse encargo de conversão. E isto É PARA ONTEM! A DGOTDU deve começar imediatamente a disponibilizar dados, da REN, RAN, e dos outros temas das Plantas de Condicionantes e de Ordenamento que estejam disponíveis. Nem que seja com ressalvas de dados provisórios, etc. Vai dar problemas, polémica, etc, pois vai! Mas é para resolver os problemas que os responsáveis das Instituições existem. Não é só para receber o ordenado certinho ao fim do mês. 2. NORMAS DE CLASSIFICAÇÃO BASEADA EM STANDARDS INTERNACIONAS A classificação proposta em Catalogo de Objectos é totalmente ultrapassada e inadequada aos tempos e tecnologia de hoje. Aquela classificação por “Domínio, Sub , Fam, Obj”, usando números, não faz qualquer sentido e é de difícil leitura para humanos. Foi uma solução do passado, no tempo dos bytes de 8 bits, onde havia limitações no armazenamento do nome e propôs-se aquele processo, completamente ultrapassado nos dias de hoje (dos 64 bits e dos Terabytes!). Mas o principal problema é novamente orientarem para uma coisa unica no mundo, muito particular para portugal! Portugal, 10 milhoes (uma aldeia da china), não tem dimensão para estar a inventar a roda, estamos num mundo global e só temos a ganhar em usar normas internacionais, que até os grandes países fazem. Existem diversas normas de classificação de temas. As que conheço e proponho são as usadas para a industria da construção (CAD) e que são aplicadas nomeadamente na definição do nome dos layers ( ver aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/CAD_standards) * BS 1192, which relies heavily on theCode of Procedure for the Construction Industry * AIA Cad Layer Guidelines, 2nd edition (1997), has a great usage in the USA; * ISO 13567-1/3, International standard, common in Northern Europe; * AEC (UK), an adaptation of BS1192 based on Uniclass. * A/E/C CADD Standard, CADD/GIS standards adopted by U.S. Government's CADD/GIS Technology Center for Facilities, Infrastructure, and Environment..][1] * SIA 2014(1996), Swiss standard for engineers and architects, based on ISO 13567. Existem também normas nacionais e iniciativas nacionais nessa área. Uma que acompanhei de perto foi aNormaCAD da T-CAD, um excelente produto que “simplifica a implementação, organização e a procura da informação sempre que o projectista estiver perante ficheiros de CAD que respeitem a nomenclatura de layers e que estejam em total conformidade com a NP EN ISO 13567” Faça-se um debate sobre que norma se deverá utilizar na nomeclatura e hieraquização dos temas do PDM, mas POR FAVOR esqueçam o Catalogo de Objectos! Fico por aqui que a coisa já vai longa... e a malta não tem paciência para ler discursos longos. ;-) Cumprimentos, Ricardo Pinho PS. Espero que ninguém leva a mal ou a peito estes comentários. É a minha opinião muito directa e construtiva! ________________________________ De: Jorge Teixeira Pinto <[email protected]> Para: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter <[email protected]> Enviadas: Quarta-feira, 30 de Março de 2011 16:08:58 Assunto: Re: [Portugal] Avaliação da Norma Técnica sobre o Modelo de Dados para o PDM Vivam, Concordo com a sensata proposta do Jorge. Lembro contudo que existe uma coisa chamada INSPIRE a que Portugal aderiu e que convém ter em conta quando se discutem este tipo de documentos. Abraços, Jorge Teixeira Pinto On 30Mar, 2011, at 3:29 PM, Jorge Gustavo Rocha wrote: > Caros, > > Como foi referido, e muito bem, a DGOTDU disponibilizou em consulta > pública a Norma Técnica sobre o Modelo de Dados para o Plano Director > Municipal, até ao dia 30 de Abril. > > Sendo um instrumento de ordenamento comum a todas as autarquias, faz > todo o sentido que estudemos o modelo proposto, e que façamos uma > avaliação séria do mesmo, identificando limitações ou sugerindo formas > mais expeditas de representação em SIG. Temos também que garantir que o > mesmo é independente de tecnologias proprietárias, e que pode ser > explorado e manipulado em diferentes plataformas. > > Para além deste modelo, a seu tempo também seremos chamados a comentar a > simbologia proposta pela DGOTDU e eventuais restrições topológicas sobre > o modelo de dados mas, para já, temos que nos concentrar no modelo de > dados. > > Por isso, estamos a sugerir aos interessados que estudem e partilhem as > dificuldades de interpretação da norma e que tentem de facto modelar um > PDM de acordo com este modelo. > > Estamos a promover um encontro mais ou menos informal em Lisboa, para > discutir as diversas questões que surgirem e, com base nessa discussão, > apresentarmos as nossas observações, devidamente fundamentadas, à > DGOTDU. > > A data que sugerimos é o dia 14 de Abril, mais ou menos daqui a 15 dias, > de manhã, possivelmente no IGOT, para minimizar as deslocações a quem > eventualmente irá participar no QGIS Day, que é nesse mesmo dia de > tarde, no IGOT. > > Nem a agenda do encontro, nem a data, nem o local estão fechados. > Informalmente (ié sem compromisso) digam se estão interessados em > participar neste encontro, só para garantir as questões logísticas, a > acrescentas as vossas sugestões. > > Bom trabalho, > > Jorge > > > Seg, 2011-03-28 às 03:25 -0700, Pedro Venâncio escreveu: >>http://www.dgotdu.pt/detail.aspx?channelID=CC32434A-4A2C-480E-9641-DD808C273B10&contentId=3C14142D-ED74-476C-AF36-DAC41EC73DA3 >>3 >> >> >> A DGOTDU, dando cumprimento ao nº 7 do artigo 6º do Decreto >> Regulamentar nº 10/2009, de 29 de Maio, elaborou o projecto de >> "Norma Técnica sobre o Modelo de Dados para o Plano Director >> Municipal" que se disponibiliza nesta página Web >> em versão para consulta, até dia 30 de Abril de 2011, após o >> que será revisto em função das observações recebidas. >> >> Mais informações: www.dgotdu.pt >> >> >> >> _______________________________________________ >> Portugal mailing list >> [email protected] >> http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal > > -- > Jorge Gustavo Rocha > Departamento de Informática > Universidade do Minho > 4710-057 Braga > Tel: 253604430 (Geral), 253604479 (Gabinete) > Fax: 253604471 > Móvel: 910333888 > > > _______________________________________________ > Portugal mailing list > [email protected] > http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal > > _______________________________________________ Portugal mailing list [email protected] http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal
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