repassando........
Senhores e particularmente Mônica,
Meu nome e´ Ricardo, atualmente trabalho na SUPTI, mas entrei no serpro em 2001 para o cargo de analista de auditoria.
Quando trabalhei em Brasília, pertinho da diretoria e do poder, sempre escutei (na época do PSDB) esta mesma conversa que vcs estao escutando agora, à época chamavam de RARH 3 - A Salvação, este famoso plano, não só ia aumentar o piso, como iria permitir que todos disputassem a reclassificacao, como tb iriam ser premiados aqueles que trabalhassem e nao aqueles que nasceram como amigos, em termos de logica trabalhista era bem superior daquilo apresentado pela atual diretoria. Não deu certo.
Depois vieram as pesquisas (nao sei quais empresas eles pesquisavam) que sempre davam o salario do Serpro como na media, e o o pior, como acima da media. Entao fizemos (eu e alguns colegas da auditoria) um documento (nao oficial, mas com dados reais) comparando os salarios e o percentual de manutencao dos empregados (algumas areas do Serpro tinham percentual de 100% de perda de novos concursados), tudo com lógica e dados estatisticos disponibilizados pela empresa. Não deu certo.
Depois trabalhamos tentando convencer (perceba que a palavra e´ convencer) a diretoria que a permanencia de novos concursados era uma questao de sobrevivencia do Serpro (que e´ uma empresa de tecnologia e precisa estar em dias com as novidades da sua área), que ao colocar salarios baixos o Serpro nao estaria promovendo uma selecao entre os melhores do mercado, como tb colocamos uma serie de outros argumentos (falta de pessoal especializados em algumas areas, etc.). Não deu certo.
Entao começamos a tentar entender, isso mesmo, cansamos de tentar mudar e procuramos tentar entender. Bom a justificativa que encontramos era que: Ja´ que o entendimento politico do PSDB era de que as empresas publicas deveriam ser privatizadas, ao nao valorizar o empregado inicial, o governo estaria minando a capacidade do Serpro de conseguir novos clientes e manter os velhos (sem poder oferecer soluções para novas demandas. Pelo menos era o nosso sentimento e o que aparentava. Então sonhamos com a vitória do PT e a revalorização das empresas públicas. Não deu certo.
Quando o PT assumiu, colocando ex-dirigentes sindicais na nossa diretoria, colocando pessoas super-competentes na grande maioria das superintendencias, renovando e aumentando a carteira de clientes e carteira de serviços disponibilizadas pelo serpro, pensamos "dessa vez vai dar certo"; houve até o esboço de um novo Plano, houve até a execução de novos concursos com muitas vagas, mas quando chegou as negociações, vimos o primeiro ano ser levado, sob a desculpa de ser o primeiro ano, e que o PT precisaria de tempo para "arrumar a casa", esperamos o segundo ano, tb nao conseguimos nada de novo, a nao ser grupos de estudo entre a empresa e o sindicato que iriam analisar e criar um novo plano de cargo e salários, resolvendo de vez o problema do serpro. Não deu certo.
Entao meus amigos, a conclusão desses meus quase cinco anos de serpro, e´ "não deu certo", essa e´ a política trabalhista da empresa, sempre não dará certo, pois falta aos nossos diretores uma característica básica aos líderes: garra. É lógico que o DEST vai querer impedir nosso aumento, e´ claro que o orçamento nao vai abrir as pernas para nosso plano, isso nunca aconteceu com nenhuma classe, nem a de Policial Fedeal, nem a de auditores (ou vc acha que de vez em sempre, eles estão de greve pq estao satisfeitos) precisamos lutar, mas tb, precisamos de diretores que lutem por nós; isso nao aconteceu com o PSDB e se nao aconteceu com o PT, nao vai mais acontecer, entao qual seria a solução, unirmo-nos, mas sabe o que aconteceu com as tentativas de greve de analistas no Serpro ate´ esse ano, exato: "não deu certo".
O problema do Serpro, ou melhor dos analistas do Serpro e´ que nos aceitamos ser manipulados, pq a carreira do Serpro quando vai chegando ao final começa a ficar um pouco melhor, entao os velhos analistas estao e sempre estarao acomodados (mas estão de posse dos principais e mais estrategicos servicos), achando que o que ganham ja´ e´ bom, enquanto isso em qualquer outra carreira quando um empregado aposenta ele vai descansar, aqui no Serpro ele continua a trabalhar.
Bom só escrevi estas palavras, pq reconheci muitas das nossas iniciativas nas suas palavras e dos seus colegas, mas acho que se não iniciarmos uma revolução silenciosa, onde temos que tentar convencer aos empregados mais antigos, que a greve e´ benéfica a todos e que se nao vencermos enquanto classe, perderemos enquanto individuos, nao conseguiremos nada. O ideal e´ que tivessemos uma greve geral do auxiliar ao superintendente, com entrega de cargos e tudo mais, mas acho que isso nunca vai acontecer.
Ricardo Augusto dos Santos Ribeiro
SUPTI/TIFLA/TITSA
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