Amigos, aos olhos do Governo Federal, somos apenas mais uma categoria reivindicando reajuste salarial, ou seja, nada que o Sr. DEST(ino), não possa resolver! Aos olhos de nossos principais Clientes, somos apenas empregados de uma terceirizada que não fazem nada mais do que suas obrigações contratuais! Aos olhos de nossos Diretores, compomos uma categoria dividida, de uma lado empregados acomodados e desqualificados que precisam ser oxigenados, ou seja, nada que uma grade de treinamento, um bom PPA e vários editais de concursos públicos não possam resolver! Do outro empregados novos, qualificados e preparados, porém mal remunerados e com benefícios reduzidos, que precisam ser valorizados, ou seja, nada que boas promessas não possam resolver! Aos olhos de nossos Representantes Sindicais, éramos
até pouco tempo atrás, trabalhadores que queriam apenas fazer oposição ao Governo Lula e que não tiveram a coragem de enfrentar as políticas neoliberais do FHC. MAS NA VERDADE, SOMOS TRABALHADORES QUE SENTE ORGULHO PELOS SERVIçOS QUE PRESTAMOS A SOCIEDADE, E QUE SONHAM EM RECUPERAR O PODER DE COMPRA DE SEUS VENCIMENTOS SALARIAIS, TOTALMENTE DEFASADO EM RELAçãO AO SETOR PRIVADO OU PúBLICO DE INFORMáTICA.
Porque saímos do OGU e fomos para o PDG?
A expectativa de todos era de melhoria salarial, pelo menos foi este o motivo difundido à época da mudança, entretanto a realidade foi outra, meramente administrativa que proporcionou ganhos salariais
somente aos Diretores da Empresa, não que eles não mereçam! Infelizmente para a maioria absoluta dos trabalhadores os benefícios foram mínimos. À ela restou apenas a Participação nos Lucros e Resultados, cuja distribuição depende do fluxo de caixa, que só ocorre após apuração do lucro líquido e repasse dos dividendos, por fim o que sobra geralmente é usado como chantagem pela Direção para fechamento de acordo coletivo. A mudança foi pequena e não resolveu nossos problemas. Eles continuam e a solução depende de você! Te venderam uma TV de plasma e entregaram uma banana!
Qual é a diferença do SERPRO para uma Empresa como a PETROBRAS?
O mercado de atuação do SERPRO é restrito e bastante competitivo, nosso principal Cliente é a SRF,
nossa Empresa está legalmente subordinada ao MF e nossa clientela se restringe aos Órgãos da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, apesar de termos como clientes os órgãos das três esferas governamentais, isso não significa possibilidade de bons negócios para nossa Empresa, pois esses órgãos têm liberdade e autonomia para contratar quem eles quiserem, portanto não existe nenhuma determinação política por parte do Governo que garanta exclusividade ao SERPRO, na contratação de serviços de TIC, o que dificulta a entrada de receita e a obtenção de lucro, pois o recebimento das faturas depende de dotação orçamentária dos órgãos, que nunca vem no 1º semestre, por isso a empresa sempre apresenta no 1º semestre, esse quadro financeiro caótico, mas isso é normal, pois os órgãos governamentais só liberam os pagamentos no fim do ano.
Já para uma Empresa como a PETROBRAS, o
mercado é bem diferente, ou seja, ela é uma Empresa de economia mista, com capital de giro elevado, onde a capitação de receita ocorre de forma direta, sem dependência ou interferência de terceiros. Analisando ambos cenários, nota-se que o do SERPRO é o mais vulnerável, pois seus concorrentes têm muito mais flexibilidade e autonomia na comercialização de seus serviços. Não estamos defendendo a volta ao OGU e nem a permanência no PDG, defendemos sim uma discussão política madura sobre o papel institucional do SERPRO e os rumos que teremos que seguir a partir de hoje, pois não podemos mais ficar apáticos diante dessa situação, abaixando a cabeça e aceitando as esmolas que nos são oferecidas pelo Sr. DEST, que tão pouco sabe da importância de nossos serviços.
Analisando superficialmente os números apresentados a seguir, podemos notar a importância de dois serviços distintos que prestamos ao cidadão e ao Estado, que hoje são
premiados nacionalmente pelos meios de comunicação como soluções de qualidade de governo eletrônico e são reconhecidos internacionalmente como soluções eficientes e seguras na prestação de serviço à sociedade. Vamos apresentar dois sistemas, RECEITANET e COMPRASNET, ícones na excelência de gestão pública do governo brasileiro.
Bem, vamos aos números:
Primeiro vamos analisar os números do RECEITANET, hoje, referência mundial de sucesso na solução para arrecadação do impostos e tributos federais, pois todos os impostos são arrecadados e processados eletronicamente, com segurança e privacidade absoluta, por meio da Internet, com os mais elevados níveis de serviço. Só no exercício em
curso foram recepcionadas cerca de 22 milhões de declarações do IRPF - Pessoa Física, (nossa análise se dará somente para o IRPF, pois além dele, o RECEITANET processa também outros tributos tais como: IRPJ, ITR, etc.). Esta solução proporcionou ao governo só para o imposto pessoa física, uma economia anual de R$ 120.946.500,00, isso mesmo, pois se os processos de captação dos dados não tivessem sido automatizados, todo esse volume de declarações teria que ser preparada e transcrita, manualmente, para fins de alimentação da base dados, senão, vejam os números a seguir, tomando como base de cálculo o referido volume de declarações do IRPF:
Bom, elo desse clico se daria da seguinte forma: 1 Para orientar os contribuintes no preenchimento dos formulários do imposto de renda, a SRF teria que confeccionar e enviar
aos mesmos contribuintes um manual com instruções de preenchimento, isso custaria aos cofres públicos algo em torno de R$ 70.000.000,00. 2 - Além do manual em questão, a SRF teria que enviar também aos mesmos contribuintes, os formulários a serem preenchidos nas declarações de seus bens patrimoniais e de seus rendimentos (só para recordar, na época eram enviadas três vias dos formulários para fins simulação) o custo estimado com a confecção e envio dos formulários é da ordem de R$ 9.240.000,00. 3 O próximo passo seria fazer com que o manual e os formulários chegassem aos contribuintes, para que isso ocorresse de fato, a SRF teria gastar algo em torno de R$ 3.366.000,00 com a EBCT (correios) para cobrir as despesas com o envio de correspondências. 4 O penúltimo passo seria a preparação e transcrição desse volume monstruoso, a SRF desembolsaria nada mais que R$ 36.382.500,00, só na preparação, numeração, formação de lotes e digitação dos documentos.
5 O último passo desse ciclo representa o custo que a SRF teria com impressão eletrônica a laser de relatórios para CQ Controle da Qualidade da transcrição e de espelhos para fins de tratamento das declarações que caíssem nas malhas da própria receita. Lembrando o comentário feito no parágrafo anterior, esse números retratam somente a economia que o RECEITANET proporciona à SRF, na arrecadação anual do IRPF, imaginam só os milhares de reais que o governo não está economizando com os demais impostos e tributos. Segundo fontes do Governo, só no mês abril, a SRF arrecadou quase 35 bilhões de reais em imposto, isso graças ao instrumental tecnológico desenvolvido pelo SERPRO.
Segundo a ser analisado são os números do COMPRASNET, sistema estruturador do governo federal, cuja tecnologia aplicada,
buscava agilidade e transparência nas licitações públicas realizadas pelos órgãos da Administração Publica Federal, quando da contratação de bens e serviços, porém para surpresa de todos a solução garantiu, também, ao governo uma redução grandiosa de custos com a utilização da modalidade "Pregão Eletrônico", que segundo fontes oficiais do próprio SERPRO, só nos últimos 4 anos a redução de custos resultou numa economia de 1,3 bilhões de reais aos cofres públicos, para este exercício aeconomia estimada é de R$ 520.000.000,00. Bom para o cidadão que consegue perceber as ações adotadas pelo governo na redução dos custos com a manutenção da máquina estatal e bom para o Estado que passou a ter controle efetivo de seus gastos com licitações públicas.
Somando esses fantásticos números (R$ 120.946.500,00 do RECEITANET e R$ 520.0000.000,00 do
COMPRASNET) chegaremos ao montante deR$ 640.946.500,00, que representa o custo anual do SERPRO com a folha de pagamento de seus empregados, isso mesmo, só com a economia obtida por apenas dois serviços que prestamos, a empresa conseguiria custear a nossa folha pagamento anual. Vejamos o quanto nosso trabalho é importante para o governo e para o cidadão, o SERPRO é ou não uma fabulosa empresa de informática, capaz de proporcionar excelentes resultados!
Mas a realidade dos trabalhadores é outra, e é triste, basta ver o valor do salário da referência inicial da carreira de um analista do SERPRO, na classe I, cuja atividade fim é TIC e compará-lo com o salário inicial de analista de TIC contratado por outras Empresas do Governo cujas
atividades fins são outras, totalmente diferentes da nossa, após compará-los você verá o tamanho da distorção. Citamos o exemplo de uma comparação feita por um grupo de estudo de funcionários de outra Regional, a qual concluiu que o salário médio (sem gratificações) resultante dos editais de concurso público de outras empresas é de R$ 3.235,70, quanto nosso salário inicial no SERPRO é de R$ 2.060,25.
Apresentamos apenas dois sistemas, mas sabemos que temos inúmeros exemplos de sucesso, eficiência e economia, e você deve estar trabalhando num deles.
VOCê VALE
MAIS, VOCê MERECE MAIS, LUTE POR ISSO...
Chegou a nossa vez! O momento certo é agora! Seja solidário com os demais e participe da nossa luta. Dia 23/05, será o dia nacional de luta, os trabalhadores do SERPRO de todas as Regionais vão paralisar suas atividades profissionais por 24 horas. Não se cale, é hora de agir, pare no dia 23/05 em sinal de protesto!!!!
OLT-SERPRO-DF
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