Direito_Sa�de e Bio�tica
____________________
 
ROBERTO MANGABEIRA UNGER

A misteriosa reforma da Previd�ncia

Por que empenhou o governo toda sua for�a em reforma da Previd�ncia? Reforma que faz muito sentido � luz das id�ias que circulam nos pa�ses do Atl�ntico norte, mas pouco sentido � luz das realidades do Brasil.

 
 


Por mais que se repita que a Previd�ncia est� falida, estudo objetivo mostra o contr�rio. N�o h� rombo nas contas da Previd�ncia, nem na Previd�ncia dos servidores, nem na dos trabalhadores em geral, a n�o ser por manipula��o cont�bil: isto �, se se debitam nas contas da Previd�ncia, transfer�ncias sociais (como a chamada aposentadoria rural, que � ajuda, muito bem-sucedida, a pobres) ou reten��es de fundos destinados a outros objetivos, como o de pagar juros da d�vida p�blica.

 


Os Estados enfrentam problemas de peso com o regime previdenci�rio atual. Teriam de ser acertados dentro de renegocia��o, inclusive tribut�ria, do pacto federativo. As dificuldades dos Estados, por�m, n�o movem a reforma. S�o apenas aproveitadas para imp�-la.

 


Como quase tudo no Brasil, a Previd�ncia est� cheia de injusti�as. Eleger, por�m, como a maior injusti�a no pa�s o tratamento especial de quem serve ao Estado e renuncia a algumas oportunidades em troca de outras garantias revela falta de realismo social e de equil�brio moral. O desenvolvimento democratizante n�o pode come�ar com guerra contra a classe m�dia nem com enfraquecimento das carreiras de Estado.

 


H� lugar para reforma da Previd�ncia em projeto arrojado de soerguimento do Brasil. S� que exigiria a forma��o de regime p�blico de capitaliza��o que mobilizasse a poupan�a de longo prazo para o investimento de longo prazo, atenuando nossa depend�ncia do capital estrangeiro.

 


Deu-se primazia a uma pseudo-reforma da Previd�ncia por tr�s raz�es. Em primeiro lugar, para demonstrar confiabilidade aos mercados financeiros.  Em segundo lugar, porque aos assessores que sopram nos ouvidos dos pol�ticos falta ide�rio que n�o seja esse, de fiscalismo confuso sobre seus pr�prios alvos. O tempo que o movimento pol�tico vitorioso deveria ter usado para definir prioridades s�rias foi gasto em truques de marketing. O vazio acabou preenchido por formul�rio universal e importado. Em terceiro lugar, porque, na pressa de desfazer-se de sua base tradicional nos setores organizados de classe m�dia, demonizados como corporativistas, o governo do PT fabricou novo projeto de base: alian�a, no estilo do bonapartismo tropical, entre os famintos e os endinheirados, entre os que n�o t�m emprego e os que n�o precisam ter, contra os interesses do trabalho e da produ��o.

 


Tal � o fogar�u de ilus�es em que se consomem precocemente a identidade e o poder de um governo de que o Brasil esperou e ainda espera tanto. Nada de subordinar as exig�ncias da confian�a financeira �s necessidades da economia real. Nada de resgatar os dois ter�os de trabalhadores que penam no purgat�rio da informalidade, lutando para assegurar a todos carteira de trabalho. Nada de acabar com a pr�tica dos governos de se acertarem, em troca de financiamento eleitoral, com os grandes empres�rios, que esvazia e corrompe a democracia brasileira. Nada de construir o ensino p�blico de qualidade que daria olhos e asas a nosso engenho. Tudo "para ingl�s ver". Nada para brasileiro ser.


Roberto Mangabeira Unger escreve �s ter�as-feiras nesta coluna.

www.law.harvard.edu/unger
__________

ENDERECOS  
__________

Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
____

INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de 80% de
transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
____

ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
____

ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
____

ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
____

DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
____

MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
____

DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
____

PARA ler os artigos sobre
morte encefalica em Direito_Saude: 
http://www.yahoogroups.com/files/direito_saude/
____
____
____

PARA outras finalidades acessar
a pagina principal deste Grupo:
http://www.yahoogroups.com/group/direito_saude
____

-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
-----------------------------------

cancelar assinatura - p�gina do grupo

Responder a