mais  uma  vez; isto aqui é um pouqinhao de debate! E o IRLAN É um uma
  reverendíssima  besta!  Como dar voz à um cara que não entende nada de
  música?l Não consigo entender como um cara desse continua a escrever sobre
  música! Trata-se do supra-sumo da medíocridade!
      ______________________________________________________________

    From: "Caio Tiburcio" <[EMAIL PROTECTED]>
    To: "tribuna" <[email protected]>
    Subject: [S-C] CorreioBraziliense de 13/01: A capital cai no samba
    Date: Fri, 13 Jan 2006 20:09:30 -0300
    >A capital cai no samba
    >
    >Bambas mostram, em quatro endereços na cidade, o culto ao mais popular
    dos ritmos brasileiros
    >
    >Irlam Rocha Lima
    >Da equipe do Correio
    >
    >Carlos Elias integrou a Ala de Compositores da Portela, fundou o Clube do
    Samba  de Brasília, tem música gravada por Paulinho da Viola e será
    personagem do trabalho final de um aluno da Comunicação na Universidade de
    Brasília. Mas não é só: o veterano sambista, de 72 anos, é hoje figura
    popularíssima nos locais onde se ouve o mais característico dos ritmos
    brasileiros.
    >
    >Ninguém, portanto, mais indicado como guia para quem está a fim de
    conhecer as melhores rodas de samba da cidade. Isso com jovialidade,
    simpatia e elegância. Uma outra freqüentadora assídua desses pagodes é a
    advogada Sônia Palhares, carioca ligada a essa manifestação da cultura
    popular brasileira desde meados da década de 70 igualmente expert do
    assunto. No último final de semana, os dois apresentaram à ex-roqueira
    Adriana Queiróz e ao Fim de Semana lugares onde se ouve (e se dança) samba
    de qualidade, feito por músicos competentes ou gente que toca por pura
    diversão.
    >
    >De sexta-feira a domingo últimos, a turma esteve em quatro endereços de
    rodas de samba regulares. O périplo tem início pelo Arena Futebol Society,
    que, durante o verão, promoverá às sextas-feiras, a partir das 22h30, o
    projeto Arena de Bambas. No sábado, a turma foi ao bar e restaurante
    Monumental, que privilegia o samba de raiz; e ao Calaf, mix de bar,
    restaurante e casa noturna, ponto de encontro de quem curte samba no pé. O
    Bexiga, um novo point da galera jovem nas tardes de domingo, costuma
    movimentar a quadra com um samba menos comprometido com a tradição, mas
    num clima de festa.
    >
    >A classe média, definitivamente, incorporou o samba à sua cultura,
    comenta Sônia Palhares assim que chega ao Arena e se instala numa mesa
    próxima ao palco, com grupo formado por sete músicos e pelos vocalistas
    Makley, Wilson Bebel e Renata Jambeiro. Quando comecei a ir a rodas de
    samba no Rio, em meados da década de 70, só via o pessoal do morro e do
    subúrbio. Gente simples, ligada ao samba.
    >
    >Moradora de Brasília há 17 anos, a advogada, servidora da Câmara dos
    Deputados,  com atuação na área que presta assessoria a indígenas e
    afro-descendentes, vê com simpatia a adesão da classe média ao samba.
    Hoje, essa garotada é vista tanto na platéia quanto no palco, tocando e
    cantando. Acho isso muito bacana.
    >
    >O  elogio inicial da jornalista recém-formada Adriana Queiróz, que
    trabalha na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,
    vai para os músicos da roda do Arena. Acho legal ver jovens brasilienses
    tocando samba com a competência de músicos experientes. Esse grupo, que eu
    não conhecia, está fazendo perfeita transição da bossa nova para o samba
    de raiz, diz ela.
    >
    >Na apresentação de sexta-feira, Wilson Bebel começou cantando bossas com
    jeito suingado. Depois, foi a vez de Makley e Renata na interpretação de
    sambas de Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Paulinho da
    Viola e outros mestres. Um dos melhores momentos da roda é quando os três
    juntam as vozes em Com que roupa, do Poeta da Vila.
    >
    >Carlos  Elias pouco fica na mesa. Paparicado, principalmente pelas
    garotas, é constantemente convocado para fotos. Dançarino emérito, cheio
    de ginga, não se faz de rogado e atende a todas. Freqüentador assíduo dos
    ambientes de samba na capital, conhece todos os integrantes do grupo que
    vai levar adiante o Arena de bambas. Embora jovens, são todos muito bons,
    avaliza. E anuncia na mesa uma nova roda de samba, a da Associação dos
    Servidores do Juduciário (Assejus), no Setor de Clubes Sul.
    >
    >Originariamente uma área esportiva que possui quatro campos de futebol
    society de piso sintético, o Arena Futebol Clube abrigou, em novembro de
    2003, o projeto Plano B, dos primos e sócios Eduardo e Fernando Macarini
    uma roda de samba criada por estudantes da Universidade de Brasília, com a
    participação  do  grupo  Sete  na Linha. Em pouco tempo, o Arena se
    transformou num dos redutos do samba na cidade. É um dos lugares onde mais
    venho, afirma Elias.
    >
    >
    >Para ouvir e cantar
    >
    >Ao contrário do Arena, onde as pessoas na maioria jovens vão para dançar,
    no Monumental o ambiente é para quem quer ouvir e cantar samba de raiz
    executado com competência pelo grupo Firme e Forte. Dá pra sentir que é um
    grupo coeso, com proposta de trabalho bem definida, analisa, de cara,
    Adriana Queiróz. Curto um ambiente como o daqui. Embora a feijoada servida
    pela casa seja um apelo, dá pra sentir que todo mundo está atento ao que o
    pessoal está tocando, acrescenta.
    >
    >Um ou outro jovem se destaca em meio aos coroas com mais de 40 anos.
    Casais e grupos de amigos lotam as mesas. No sábado, o Firme e Forte não
    contou  com  a  formação  básica com Fernando César (violão), Pedro
    Vasconcellos (cavaquinho) e Sérgio Moraes (flauta). Em compensação, ganhou
    o reforço de Márcio Marinho (cavaquinho/Cai Dentro), Bruno Patrício
    (sax/Choro Moleque) e Dudu Sete Cordas (violão/Sete na Linha).
    >
    >No Monumental, o sambista e guia do grupo Carlos Elias aproveita para
    revelar suas apostas entre os brasilienses da nova geração. O Sérgio
    Magalhães e o Cacá Pereira são compositores de grande talento. Outro
    destaque é o Dinho, líder do A Cor do Samba, mais conhecido, que tem até
    música (Cocada boa) gravada por Bezerra da Silva. Makley, Jorge Lacerda e
    Marquinhos  Júnior  são cantores prontos para fazer sucesso fora de
    Brasília. E há uma quantidade enorme de músicos excelentes.
    >
    >Fã de Makley, Sônia Palhares analisa o trabalho do músico. Além de ser
    afinadíssimo, ele tem um grave único, impressionante divisão e extremo bom
    gosto na escolha do repertório. Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que
    Makley é o melhor cantor de samba que ouvi depois de Roberto Ribeiro e
    João Nogueira. Ela também elogia Breno, que toca pandeiro e é um dos
    vocalistas do Som Brasília, grupo que toca no Clube do Samba (Feitiço
    Mineiro), às segundas-feiras. Esse menino tem muito futuro.
    >
    >Quando Makley começa a cantar Pressentimento (Elton Medeiros/Hermínio
    Bello de Carvalho), Sônia traz as lembranças para a mesa. Esse música,
    interpretada pela Marília Medalha, se classificou em terceiro lugar na
    Bienal do Samba, festival promovido pela TV Exelcior, em 1968. Há registro
    em disco lançado pela Philips, que pode ser encontrado na internet. Como o
    assunto era programa de tevê, o papo chega às entrevistas que a TV Senado
    tem feito com mestres do samba que vêm à cidade. Eles estão criando
    invejável banco de memória, frisa Sônia Palhares.
    >
    >
    >
    >Acordes em dois turnos
    >Há três anos, a roda de samba do Bar do Calaf é a mais disputada da
    capital. E funciona em dois turnos. Começa ao meio-dia, quando o público
    bem  mais  velho  vai  até  lá para saborear a feijoada da casa ou,
    simplesmente, tomar chope e comer tira-gosto, ao som do grupo Samba &
    Choro, que inicia os trabalhos tocando chorinho. Isso, até as 16h, quando
    a platéia muda completamente de cara.
    >
    >Foi nessa hora que Carlos Elias e companhia chegaram ao Calaf. Ainda
    houve  tempo  para  se ouvir um dançante samba-choro. Isso é música
    característica de gafieiera. Aliás, eu gostaria muito que Brasília viesse
    a ter uma casa do gênero, como a Estudantina, no Rio, comenta, saudosa,
    Sônia Palhares. Logo em seguida, depois de uns chopes acompanhados de
    lingüicinha mineira, a turma passa a degustar uma paella valenciana
    (especialidade da casa).
    >
    >Às 17h30, com o bar já lotado pela galera mais jovem, uma fila começa a
    se formar do lado de fora. Dentro, o clima é de alto astral, com muito
    samba no pé e a paquera rolando forte. O Calaf é um um lugar onde, com
    certeza, eu traria algum amigo que estivesse visitando a cidade. Pelo
    ambiente descontraído, pela música, pelas pessoas que vêm aqui, comenta,
    entusiasmada, Adriana Queiróz.
    >
    >Para variar, o animado Carlos Elias não dá conta das moças que o querem
    como par. Principalmente depois que sube ao palco e manda uma canja
    cantando Samba para um sambista maior, que compôs em homenagem a Cartola.
    Essa música foi gravada pelo Samba & Choro em seu disco de estréia e vem
    sendo bem executada na Nacional FM, revela, orgulhoso.
    >
    >Grande amiga de Elias, Sônia diz que o presenteou com um disco no qual
    há o registro de 70 fotos dele, tiradas em diferentes rodas de samba. É
    impressionante a vitalidade desse homem. Um setentão que passa a noite
    inteira dançando e jogando charme para as meninas, como se fosse um
    garoto. Possivelmente, consiga isso porque não bebe, não come carne
    vermelha e leva uma vida regrada. O único vício dele é o samba, um vício
    de quase 40 anos.
    >
    >Tino  Freitas, diretor artístico da casa, demonstra admiração pelo
    veterano compositor. Carlos Elias é o tipo de pessoa que anima qualquer
    ambiente, com seu jeito alegre e seu carisma. O boêmio às avessas mal ouve
    as palavras elogiosas e já está sendo chamado para rodopiar na pequena,
    mas sempre animada, pista de dança do Calaf. (IRL)
    >
    >
    >
    >
    >Diversão garantida
    >
    >A diferença entre os outros lugares visitados por Carlos Elias, Sônia
    Palhares e Adriana Queiróz e o Bexiga, onde rola uma concorrida roda de
    samba aos domingos, a partir das 16h, foi notada logo na chegada dos três
    amantes do bom samba de Brasília. Num telão e em dois monitores de tevê
    eram exibidos clipes de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Martinho da Vila,
    Jorge  Aragão  e  Dudu  Nobre  o  que já coloca no clima o público,
    predominantemente jovem, que ocupava todas as mesas da parte interna do
    bar.
    >
    >É primeira vez que venho aqui, mas fica claro que esse um lugar é para
    azaração. A música é apenas mais um atrativo, comenta Sônia. Bate uma
    dificuldade em acertar o som. E enfim começa a apresentação do grupo
    Joselito SemNoçamba mas com um choro. Não temos a pretensão de ser um
    grupo de samba profissional. Nem ensaiar a gente ensaia. Na verdade, somos
    amigos  que  nos  reunimos  para  tocar  o  que  gostamos, de forma
    descompromissada, explica o vocalista Henrique Farias.
    >
    >Erra quem imagina que Carlos Elias poderia se sentir deslocado num lugar
    onde, à exemplo de Sônia e Adriana, ainda não havia ido. O veterano
    sambista acabara de chegar ao Bexiga, usando vistosa camisa da Portela, e
    já  havia uma porção de moças convidando-o para dançar. Ele, claro,
    aceitava os convite de imediato. Estou gostando do ambiente. A levada dos
    meninos não é, exatamente, para quem quer ouvir samba, e sim para dançar,
    comenta Elias, com seu jeito descolado. Com satisfação, atendeu ao convite
    do ritmista Tatá para dar uma canja e mandou Foi um rio que passou na
    minha vida, clássico de Paulinho da Viola, de quem é amigo.
    >
    >E o Bexiga fica lotado, com muita gente do lado de fora atenta ao que se
    passa lá dentro onde a paquera e a pegação rolam soltas, embaladas por
    muito chope e cerveja. Sempre atenta, Sônia observa: É clara a influência
    exercida pelos cantores de axé, como o Xande, do Harmonia do Samba, nos
    vocalista do Joselito. Acertou na mosca. O grupo encerra a apresentação
    mostrando sucessos da axé music. A alternativa Adriana dá o seu veredicto:
    Aqui é um lugar para diversão, freqüentado por playboys e patricinhas.
    >
    >
    >
    >Eu indico
    >
    >
    >
    >
    >
    >Carlos Elias
    >
    >Além das rodas de samba do Arena Futebol Society, Monumental e Bar do
    Calaf, às quais comparece com freqüência, Carlos Elias indica outros
    endereços onde se pode curtir música popular brasileira de qualidade. Da
    relação do sambista consta, por exemplo, o Feitiço Mineiro, na 306 Norte.
    Ali, quase sempre tem uma cantora ou um cantor da cidade se apresentando e
    também artistas de fora. Na segunda-feira, um ótimo programa é o Clube do
    Samba, também no Feitiço, comandado pelo grupo Som Brasília.
    >
    >Sônia Palhares
    >
    >Um lugar a que ninguém pode deixar de ir em Brasilia é o Clube do Choro
    (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). A
    programação (que será reiniciada em março) é excelente, com a participação
    dos melhores chorões do Brasil e da prata da casa. Para Sônia, uma boa
    pedida para o começo da semana pode ser o Tersamba, um roda de samba bem
    informal, que rola no Café da Rua 8 (408 Norte). No Feitiço Mineiro e no
    Momumental, além das rodas de samba, há sempre músicos e cantores da
    cidade se apresentando e vale a pena prestigiá-los.
    >
    >Adriana Queiróz
    >
    >Lugares e eventos alternativos são os preferidos de Adriana. Ela conta
    que vai com certa freqüência ao Merlim (412 Norte), um bar com espaço para
    dançar e DJs bem legais. A jovem conta que curte, também, a Criolina,
    festa realizada às segundas-feiras no Bar do Calaf, além dos shows do
    Gate´s Pub (403 Sul). E indica, ainda, a Landscape (SHIN CA 7, Bloco F1,
    Loja 33, Lago Norte), uma boate muito legal e com uma bela vista.
    >
    >
    >
    >
    >ONDE SAMBAR
    >
    >Arena Futebol Clube
    >(Setor de Clubes Sul). Ingresso: R$ 20
    >
    >Monumental
    >(201 Sul). Não há cobrança de couvert artístico
    >
    >Bar do Calaf
    >(Edifício Empire Center, Setor Bancário Sul) R$ 20 (masculino) e R$ 10
    (feminino)
    >
    >Bexiga
    >(404 Sul) Ingresso: R$ 10
    >
    >http://www2.correioweb.com.br/cbonline/fimdesemana/sup_fim_42.htm
    >_______________________________________________
    >Para CANCELAR sua assinatura:
    > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
    >Para ASSINAR esta lista:
    > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
    >Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:
    > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
_______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia  as regras de ETIQUETA:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta

Responder a