É necessário distinguir: uma coisa é o povo ter direito de consumir o que gosta, outra coisa é classificar essas músicas que tem em sua grandessíssima maioria uma melodia pobre, um arranjo medíocre e uma letra ainda pior de uma música boa .... eu me sinto extremamente invadido quando tenho que escutar a vizinhança tocando essa bregas (não sei nem se são músicas) em alto volume.... e agora pra piorar a situação, estão querendo também associar essas "músicas" ao período junino, é só o que aparece nos palcos da prefeitura por aqui, a música dita junina autêntica, a "pé de serra" verdadeira, está cada vez mais sendo abafada pelas parafernálias eletrônicas que as bregas e os forros cearenses (o moderno).

É pena que nosso povo tenha ainda um gosto (preferência) tão limitado para aceitar esse lixo que estão produzindo atualmente.

Caio Pontual


----- Original Message ----- From: "Eduardo S. Martins" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "jlvivas" <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: "tribuna" <[email protected]>
Sent: Monday, June 04, 2007 8:12 PM
Subject: Re: [S-C] Sobre o Brega (ainda)


O livro do Paulo Cesar Araújo não é nenhum bagulho, é um livro fundamental na história da música brasileira. E você se equivoca, primeiro porque não se trata "lixo", segundo porque não é produzido pela "elite", mas artistas saídos das camadas populares mesmo, Odair José e Fernando Mendes nunca foram da elite. Você continua cometendo o equívoco de achar que detém o monopólio do bom gosto, é a velha mania esquerdista da vanguarda, que acha que tem que dizer e apontar o que o povo deve ou não deve consumir. Não é o Faustão que determina o que o povo quer ver, é o povo que determina o que vai passar no Faustão, pois se o Chico Buarque tivesse ido lá lançar seu último disco, a audiência tinha caído 10 pontos e só voltado a subir depois que a Banda Calipso surgisse. E já que você gosta de teorias, a esse respeito leia o livro "Quem manipula quem? - Poder e massas na indústria da cultura e da comunicação no Brasil", de Ciro Marcondes e Juvenal Rodrigues filho. E a Banda Calipso não é lixo, é apenas uma banda paraense que caiu no gosto popular, é um direito do povo curtir isso, taxar isso de lixo é preconceito e elitismo. O povo não quer ver o Guinga no Gugu, quer ver é o Calcinha Preta mesmo. Mas é aquela velha história, o povo não sabe votar, não saber ouvir, etc...Não é só o "Bumba Meu Boi" que é a "genuína arte popular".
abs.
Eduardo Martins

JLV escreveu:

Obrigado pela dica. No entanto eu me referia ao trabalho de Carmen
Lucía, o que o Paulo Cesar escreve é bagulho. Agora as elites querem que
a gente aplauda o lixo que eles produzem pra embrutecer a população,
querem que a gente ache que isso é arte, "arte do povo", como se o povo
fosse o criador desse lixo e não consumidor passivo e idiotizado. A
elite adora ver o povo consumir esse tipo de detrito, por isso é
popularizado pela Globo, Sarney, ACM, os políticos da direita em
genral,  e os donos da mídia.  Quando os pobres fazem - e não somente
consomem - cultura popular auténtica eles são normalmente perseguidos,
não apoiados.


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