Sônia, Pavoroso isso. Absurdamente abominável essa história. É como se os contemporâneos de Shakespeare dissessem sempre: "Nada é melhor do que Sófocles!!!!". Chico santana, Alvaiade e Cartola - gente que renovou o próprio gênero e toda a cañção popular desse país em si - devem sentir pena de "fãs" como esse Tuco.
Que culpa Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Arlindo Cruz, Pedro Miranda, Bandeira Brasil, Bira Favela...et coetera...de terem feitos bons sambas após 1950? É meio como diz o Rei; "Quanta insensatez, quanta estupidez, o que eu fiz pra mim?"(em canção dos - pasmem! - anos 1990). Êi, Didio, Tuco, Careca, Alexandre Cardoso ....! VTNC!! Abs, Eugenio. PS: Lembrei-me agora da turma que renegava a geração futebolística de 1982, pelo simples fato de se comparar a Pelé, Garrincha, Tostão, dizendo que Zico, Sócrates, Cerezo, Falcão, Leandro, Júnior, Telê não ganharam uma Copa. belas e belas merdas(Júlio César, Alemão, Mauro Galvão, Josimar, Silas...Lembraram-se?). É como Didio, Tuco, Careca e Alexandre Cardoso se julgando muito acima de Nei Lopes, Arlindo, Sombrinha, Luis Carlos da Vila.... Em 31/08/07, Sonia Palhares Marinho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Jornal Folha de São Paulo, de 31.08.2007 (Sexta-Feira), Caderno ILUSTRADA. > > > Não tenho dúvida que os caras fazem um samba legal, mas essa história de só > tocar sambas da antiga, renegando os bons sambistas da atualidade, tá me > parecendo um "reamake", uma pseudo LAPA, sem a originalidade da primeira. E > mais, os caras tem mais é que procurar sua própria sonoridade. :-( > > > Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF) > > > > Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3108200707.htm > > > Radicais do SAMBA > > > Terreiro Grande, formado por amadores, toca antigos sambas cariocas, com a > sonoridade que se ouvia nas escolas entre as décadas de 30 e 50, e que hoje > não existe mais > > > LUIZ FERNANDO VIANNA > > EM SÃO PAULO > > Como explicar que 15 amantes radicais de samba não gostem de Zeca Pagodinho? > É porque eles são radicais, e aí estão a peculiaridade e a qualidade desse > grupo. > > Embora paulista, o Terreiro Grande toca apenas antigos sambas cariocas, com > a sonoridade que se ouvia nas escolas de samba do Rio entre as décadas de 30 > e 50, e que hoje não existe mais nem entre as velhas-guardas. > > A opção não é capricho de jovens de classe média. O grupo é formado por 15 > músicos amadores, moradores de bairros de classe média baixa de São Paulo, > nenhum com curso superior (um porteiro, um metalúrgico, dois vendedores, um > auxiliar administrativo, cinco desempregados...), e o que eles dizem menos > querer é sucesso. > > "Nosso coração não fica preocupado com carreira comercial. Queremos tocar o > que a gente gosta, tomando umas [cervejas], numa união de amigos", diz > Fernando Pellegrino, 28, o Tuco, bom cavaquinista e cantor que, já tendo > sido bancário, hoje ganha a vida pondo anúncios em bancos de praça. > > Eles não vêem contradição por estarem lançando agora o primeiro CD, > "Cristina Buarque e Terreiro Grande ao Vivo", resultado de um show feito em > 2006 no teatro Fecap - onde fazem nova temporada entre 13 e 16 de setembro. > > O disco tem produção independente, distribuição da independente Tratore, > quatro longas e anticomerciais faixas abrigando 37 músicas e foi feito da > maneira que eles gostam (ou quase, pois tiveram que usar microfones): em > clima de roda de samba, como as que fazem em pelo menos um domingo por mês > no bar Patriota, vulgo bar do Alemão, no Tatuapé. > > No último domingo, menos de cem pessoas ouviam no bar sambas de primeira > linha bem tocados e cantados. Não há divulgação nem couvert, e os músicos > pagam as (não poucas) cervejas que consomem ao longo da tarde. Mas o > Terreiro Grande não é só hedonismo. > > "Cuidamos da memória sem descuidar da revolução", afirma o representante > comercial Roberto Didio, 32, responsável pelo surdo e por boa parte das > idéias do grupo. Ele se diz socialista e "xiita". > > Política e cultura > > Em 2001, Didio, Tuco, Careca (percussionista de nome João Gilberto e filho > de roqueiro), o violonista Alexandre Cardoso e outros criaram o Grêmio > Recreativo Tradição e Pesquisa Morro das Pedras, em São Mateus (zona leste). > > O objetivo político-cultural era transmitir a tradição carioca do samba de > terreiro - como se chamavam as antigas quadras de escolas de samba- para > pessoas da região, além de dar aulas de capoeira e oficinas diversas. Isso > foi feito também na Barra Funda, para onde a sede se transferiu em 2003. > > "Queríamos espalhar uma célula em cada bairro da periferia", conta Didio. > Essa missão fracassou, mas os núcleos atraíram muita gente que, a partir de > 2006, passou a integrar o Terreiro Grande. São jovens que têm como maiores > ídolos Cartola (1908-1980), Paulo da Portela (1901-1949) -que, além de > grande compositor, era líder político- e Candeia (1935-1978), "a última > pessoa a se preocupar com alguma coisa além da carreira", na visão de Didio. > > "Respeito o desejo deles de não procurar o sucesso, de tocar samba de uma > forma mais natural, porque é também o que eu gosto. Mas acho possível > divulgar um pouco mais o que eles fazem", diz Cristina Buarque, que convidou > o grupo para dividir o palco com ela no ano passado. > > No repertório do CD, estão 26 sambas de antigos compositores da Portela, com > um andamento bem mais lento e leve do que se faz hoje. > > A sonoridade atual tem origem nos anos 80, quando a geração de Zeca > Pagodinho, Jorge Aragão e Arlindo Cruz criou o que a indústria fonográfica > batizou - e depois deturpou - de pagode, assentado sobre três instrumentos > então novos no samba: banjo com braço de cavaquinho, repique de mão e tantã. > > "O som convencional de hoje agride nossos ouvidos", afirma Tuco, com o apoio > dos outros integrantes do Terreiro Grande, que dizem não ouvir Zeca > Pagodinho. Já Alvaiade, Manacéa, Chico Santana, Zé da Zilda e outros que > pouca gente conhece são ídolos que eles cultuam em gravações copiadas e > trocadas com avidez. > > _________________________________________________________________ > Verificador de Segurança do Windows Live OneCare: combata já vírus e outras > ameaças! http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm > > _______________________________________________ > Para CANCELAR sua assinatura: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Para ASSINAR esta lista: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
