André,
Nem nos saudosos tempos de adolescência, nem depois, já na faculdade,
no movimento estudantil e mais tarde, ainda jovem, militando nos
sindicatos de bancários e professores, eu cheguei a pensar como você.
E veja bem, nós da esquerda vivíamos num tempo em que precisávamos
radicalizar um pouco. Eu sempre atuei na área cultural, mesmo
envolvido em movimentos sociais, estudantis e sindicais, e cheguei a
presenciar esse tipo de discussão na época; do preservacionsimo a
qualquer custo. Ou seja: essa mentalidade já é data, surrada mesmo.
O sindicato dos bancários de Bh promoveu um festival- "Viva as
Raízes" - em 1982. Trouxemos o Antônio Nóbrega, representando as
raízes rurais e o Aniceto do Império, representando as raízes urbanas.
Desde então, conversando com os dois, nos bastidores, percebi o quanto
esse modelo preservacionista era ultrapassado. Aniceto fez coisas
super-modernas depois e o Nóbrega é a antítese da preservação. mantém
viva a cultura original, mas sempre acrescentando coisas novas.
André, você é um exemplo clássico dessa adolescência-enxaqueca e
tardia. Fica aí, irritando os outros com esse discursozinho
cultural-militante de pirro.
Tudo pra você, que não for a sua restritíssima escolha daquilo que é
arte definitiva, é "pagodinho", "comercial", "mercenário",
"vendido"...Pura inconsequencia, de quem parece não ter "nenhum
passarinho pra dar água". Pra você a expressão "universo do samba" não
vale. Só existe uma arte, um modelo, um formato. O resto é frouxidão.
O pior de tudo é supor (oh, coitado!) que ainda pode olhar os outros
daí de cima, onde você sempre pensa estar.
Abs,
Eugênio
Em 18/09/07, André Carvalho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Ainda bem mesmo
>
>
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