Fala Pedro!
   
  Só uma pergunta/observação: a sua frase "não se trata de purismo, se trata de 
não-descaracterização do ritmo", não é contraditória? Quando se descaracteriza 
o ritmo, ele não deixa de ser puro? E quando se preserva a pureza de um ritmo, 
não se trabalha pela manutenção de suas características? Percebeu minha dúvida? 
:)
   
  Só pra firmar, não sou contra a sua opinião, apesar de ter uma diferente da 
sua (isso foi contraditório?) hehehehe.
   
  abração!
  Fábio 


Pedro Glovia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:  Bem, fiz questão de ouvir a nova 
obra de Maria Rita, todo dedicado a sambas. Achei uma bela porcaria de 
trabalho. Na boa? É samba(?) pra entreter diplomata gringo. Fala sério. Me 
senti no meio de uma roda de pagodinho do início da década de 90 em que a gente 
ia pra pegar as menininhas.Pode ser novidade pra ela, ou para o Eugênio, que 
vive confinado em Minas e pouco entende do assunto. Mas, pra mim, e pra muita 
gente, não tem nenhuma novidade. Aqui em Sampa, esse som tinha aos quilos. 
Qualquer láva-rápido se ouvia isso.

Arlindo Cruz, como sempre, previsível ao extremo. Só sabe fazer pagode melado. 
Ouvindo o samba, mesmo sem conhecer, dá pra cantar junto sem precisar de letra. 
Quanto aos arranjos de várias músicas, o Relíquia fazia melhor. Tá mais pra "Da 
melhor Qualidade"...

Sinceramente, um trabalho bem ruim. Não classifico isso como um disco de samba, 
porque levo em consideração que a cantora, não tem a linguagem do samba, ela 
não tem a cadência do samba, ela nem sabe o que é isso. 
Fico com pena do samba, porque sei que em se tratando de Maria Rita, esse disco 
será reconhecido como uma obra prima, uma coisa nova, etc,etc,etc...Na verdade, 
não passa de uma grande mentira. É mais alguém, que não é do samba, querendo 
deturpá-lo. Não se trata de purismo, se trata de não-descaracterização do 
ritmo. A evolução, ao contrário do que se imagina, acontece no processo de 
convivência. Ele é natural. Quanto mais você conhece o samba e sua história, 
melhor você está preparado pra renovar, pra criar novas coisas e recriar. Mas 
isso, só entende quem participa agindo dentro do processo. Quem pega o 
instrumento na mão, ouve, se dedica, forma uma roda, bebe sambando,faz isso 
todos os dia, enfim...só esses é que percebem a evolução. Do contrário, vira 
vítima fácil de qualquer produtorzinho "bem intencionado" em renovar.

Abraços

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