> From: [EMAIL PROTECTED]> To: [email protected]> Date: Tue, 16 Oct
> 2007 18:30:04 +0300> Subject: [S-C] Teresa Cristina no Portal Terra Magazine>
> > > > Fonte: http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI1992879-EI1267,00.html>
> > > Música> > > > > Terça, 16 de outubro de 2007, 10h05 Atualizada às 10h05>
> > > > > "CD da Maria Rita foi bom para o samba" diz cantora Teresa Cristina>
> > > > Thiago Kaczuroski> > > > > Considerada uma das maiores revelações do
> samba atual e já bastante conhecida nas rodas de samba da Lapa - tradicional
> bairro musical do Rio de Janeiro - a cantora e compositora Teresa Cristina
> começa a conquistar o grande público com o lançamento de seu quarto disco,
> Delicada. > > > Em entrevista ao Terra antes de sua viagem à Europa, onde faz
> shows até novembro, Teresa Cristina contou como foi a gravação do disco,
> comentou o novo álbum da cantora Maria Rita e falou da importância da umbanda
> em sua música. > > > Dona de uma voz suave, Teresa Cristina gravou o primeiro
> disco em homenagem a Paulinho da Viola (que assina uma das canções de
> Delicada). Desde então seu trabalho com o grupo Semente se tornou reconhecido
> no Rio de Janeiro e até mesmo fora do País. > > > Confira abaixo a entrevista
> da cantora: > > > Como foi a gravação de Delicada?> > > Trabalhei novamente
> com o grupo Semente, que me acompanha desde 1998. A gente já tem um jeito
> muito próprio de trabalhar: fizemos uma pré-produção de um mês e meio na
> minha casa, para acertar arranjos e repertórios e como nos conhecemos e
> tocamos juntos há tanto tempo, tem coisa que a gente já acerta no olhar, já
> sabe o que o outro quer. A presença do produtor Paulão Sete Cordas também foi
> fundamental neste processo. Depois disso, foi só entrar no estúdio e gravar.
> > > > O que te deixa mais satisfeita: seu trabalho como intérprete ou como
> compositora?> > São dois momentos diferentes. Compor é uma realização maior,
> mas é mais sofrido. A hora de terminar uma música, para mim, é angustiante, é
> um momento meu, entre quatro paredes. Cantar é contar uma história, entender
> o que quer dizer aquela música. Aprendi a gostar de cantar e hoje me divirto
> muito mais no palco. > Como você vê o momento atual do samba?> > > Foi um ano
> muito bom para o samba. Um ritmo que atravessou um século ter mais espaço é
> muito bom. Acho que, por exemplo, uma cantora como a Maria Rita gravar um
> disco só de sambas é muito bom. Tem rádio onde agora vai ter que caber o
> samba da Maria Rita. O samba voltou a ser assunto. Só espero que não
> confundam com moda, que é uma coisa que passa e não tem comprometimento
> nenhum com nada. Essa coisa de Brasil, futebol e samba... Que bom ter o samba
> como um símbolo do nosso País. > > > E como você vê essa onda de novas
> cantoras, como Céu, Maria Rita, Roberta Sá, entre outras, que têm conquistado
> cada vez mais espaço na mídia?> > > Quem ganha com isso é o ouvinte, quem
> gosta de música. Acho ótimo que tenha espaço para várias cantoras sem que
> elas tenham que soar todas iguais, isso é o mais importante. Cada uma tem sua
> característica, sua sonoridade. > > > E como foi o ano para a sua carreira?
> Dos lugares que você visitou, qual foi o mais "diferente"?> > > Este ano
> estive em vários lugares muito bacanas. Fui para Tenerife, na Espanha, toquei
> na Cidade do México, em Quito, no Equador, Mas os lugares mais diferentes
> foram Nova Délhi, na Índia e Amsterdã na Holanda. Por incrível que pareça, o
> holandês tem muito dessa coisa de pegar a confiança logo. Então quando você
> vê, já está dançando, tentando entender aquele ritmo. Foi memorável. Já na
> Índia, a diferença da cultura choca no primeiro momento. É tudo diferente, um
> país onde faz 44 graus, a sociedade tem o sistema de castas, as pessoas se
> tratam de um jeito diferente do que estamos acostumados. Mas quando a música
> começa, você sente aquela unidade, como em todo lugar. > > > E como é a
> reação deste público?> > > É engraçado. Tem gente que fica chocada com aquele
> barulho dos instrumentos. Simplesmente fica parado, sem reação. Tem outros
> que recebem o samba e tentam se mexer, você vê gente pulando, se chacoalhando
> para os lados. E é uma dança tão sincera, tão bonita... A pessoa está ali
> sentindo a música. > > > Qual a influência que a umbanda tem na sua música.>
> > > A primeira música que eu fiz foi um ponto de umbanda, que eu compus uma
> outra letra em cima daquela melodia. Fui muito atraída pela música, aquele
> batuque, aquele canto. Sou umbandista desde os 15 anos e sempre tento
> incorporar alguma coisa no meu repertório. Ela está sempre presente no som
> que eu faço. > > > E como você vê a questão da pirataria e da música sendo
> distribuída na Internet?> > > Não acredito que quem baixa música na Internet
> está "roubando" do artista. Em um País como o nosso, um CD custar R$ 40, R$
> 50, é um absurdo. Como uma pessoa que ganha um, dois salários mínimos vai
> comprar os discos que quer ouvir? Acho que baixar na Internet é uma maneira
> da pessoa conhecer o artista, aí sim comprar um disco, ir a um show. As
> gravadoras precisam - e já devem estar fazendo isso - pensar em um novo jeito
> de ver a coisa, porque, como o pirateiro consegue vender um CD a R$ 5? Será
> que ele também não lucra, ou está fazendo filantropia? Eu sou um pouco tiete
> de disco, então gosto de ter a arte, saber quem tocou, adoro encarte de CD,
> gosto mesmo do produto. > > > E depois da turnê na Itália, quais são seus
> planos para o próximo ano?> > > Quero viajar o Brasil. Tocar em lugares onde
> nunca estive. Já tenho algumas datas até o final do ano Em Porto Alegre, de
> volta no Rio, quero levar minha música a lugares onde ainda não fui. > >
> Redação Terra
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