Tânia, foi justamente quando o samba-enredo começou a fazer sucesso e vender disco ("Pega no Ganzê" do Zuzuca") que a sua disputa virou uma briga de foice, passando a valer, mais do que a qualidade do samba, outros fatores, como a politicagem da direção da escola beneficiando este ou aquele compositor, o número de panfletos feitos com a letra do samba, o número de lanches pagos para as pessoas baterem palma na eleição do samba, etc...E aí surgiu esse fenômeno de um samba ser composto por 5 pessoas :-) :-) :-) :-) :-) Some-se a isso o fato do samba ter que ser acelerado para que 4 mil pessoas possam passar pelo sambódromo em 80 minutos, está pronta a receita desta lixaiada de sambas que surgem todo ano.
abs.
Eduardo Martins

----- Original Message ----- From: "Tania Méliga" <[EMAIL PROTECTED]>

18/10/2007 15:58:00

Arlindo Cruz defende samba da Grande Rio e diz que dinheiro também conta na hora da disputa

Raphael Azevedo

Rio - Antes mesmo de sair o resultado na disputa no Império Serrano - onde é um dos favoritos - Arlindo Cruz já pode comemorar uma vitória no carnaval de 2008. Ele é um dos autores do samba da Grande Rio, ao lado de Emerson Dias, Edu da Penha, Mingau, Maurição e Carlos Senna.

Diferentemente dos dois últimos anos quando não apareceu oficialmente no prospecto - mesmo com a notícia nos bastidores de que o samba era seu - desta vez, Arlindo decidiu assinar. "Esse ano minha escola de coração está no Grupo de Acesso A. Por isso, resolvi disputar na Grande Rio. O pessoal de Caxias me adora e tem um carinho muito grande por mim", explicou.

Quanto à assinatura, o bamba diz que apenas não assinou desde o começo das eliminatórias por uma restrição da ala. "Queria assinar desde o início, mas existia uma regra da escola de que apenas quatro poderiam colocar o nome. Fiquei um bom tempo amadurecendo a idéia e depois conversei com a diretoria até resolver", esclareceu. Arlindo não pôde ir à final, devido a um show em Nova Friburgo, mas durante a disputa esteve três vezes na quadra.

A direção da Grande Rio também não vê problemas no fato. Segundo o diretor de harmonia da tricolor, Dudu Azevedo, a parceria campeã pediu à diretoria para que os nomes de Arlindo e dos outros parceiros fossem incluídos.

Boa remuneração

Levado a compor na década de 80 através de seu amigo Beto Sem Braço, Arlindo defende a arte do samba-enredo. "Acho importante fazer samba-enredo, porque vivo do samba e não posso deixar de fazer parte da trilha sonora do maior espetáculo da Terra. Acho até que todos os meu amigos como Zeca e Jorge Aragão deveriam disputar também", analisou.

O dinheiro ganho com a gravação também é um fator preponderante. "Mercadologicamente, é a maior remuneração de música que existe e ainda tem os direitos de arena. Não ficamos ricos, mas dá pra curtir".




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