> Date: Sun, 28 Oct 2007 17:35:20 -0200
> From: [EMAIL PROTECTED]
> To: [email protected]
> Subject: [S-C] Layse Sapucahy em O Dia Online
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> 27/10/2007 20:00:00
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> Layse Sapucahy mostra o que é moda nas rodas da cidade
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> Mulheres elegem o samba gênero preferido para cantar
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> Rio - Maria Rita viu surgir na sua frente um tapete vermelho, quando resolveu
> gravar um disco cheio de pandeiros e tamborins. O samba reverencia a presença
> feminina, respeito e admiração que vêm crescendo no eco de novas vozes,
> talentos e personalidades que, muito além do charme, conferem qualidade
> ao gênero. Do surdo ao tamborim, elas jogam nas onze. Pergunte a Layse 
> Sapucahy,
> a percussionista, passista e cantora que, segundo Maria Rita, ensinou-lhe
> a ser ?mulher do samba?.
>
> "A primeira coisa é saber se colocar num ambiente masculino e muitas vezes
> machista. E depois é importante a sinceridade, ser apaixonada pela música
> e pelo samba", diz Layse, percussionista das bandas de D2, Belo e Maria
> Rita (que inicia turnê em dezembro) e que no Carnaval toca surdo de terceira
> nas baterias da Beija-Flor e da Caprichosos de Pilares.
>
> Seu irmão e maior influência musical, Leandro Sapucahy, é compositor e 
> produtor
> que passeia com desenvoltura por todas as esferas do samba e suas conexões
> com o funk e o rap, e tanto produziu Maria Rita como está por trás do próximo
> disco de Arlindo Cruz, sumidade no universo carioca do ritmo. "Antigamente,
> havia o preconceito com a mulher sambista, que canta na noite. Algumas 
> cantoras
> abriram portas com muita dificuldade, como Beth Carvalho, Leci Brandão,
> Alcione. Isso encorajou as mais novas", opina Leandro.
>
> E Arlindo afirma, com sorriso de satisfação: "Tem Maria Rita, Teresa Cristina,
> Ana Costa, Mart?nália, Zélia Duncan... Brilhantes, nos dando o prazer de
> ouvir coisas novas", enumera o músico, autor de seis músicas no CD de Maria
> Rita.
>
> "Gravei porque amo o samba, e fui muito bem recebida por todos desde a 
> primeira
> vez que fui à quadra da Mangueira", disse Maria Rita a O DIA, no lançamento
> do disco.
>
> A cantora e violonista Ana Costa, citada por Arlindo e uma das maiores 
> compositoras
> atuais do samba, lembra que a amiga Teresa Cristina acaba de lançar disco
> por uma multinacional, como prova da boa fase das vozes femininas. "São
> cantoras que seguem seus caminhos autênticos", afirma Ana.
>
> Na terça-feira, Ana cantará no Bar da Ladeira, na Lapa, como convidada de
> Roberta Sá, cantora mais elogiada na nova geração, com repertório variado
> na chamada MPB, acolhedora do samba como parte intrínseca e indispensável.
>
> Motivos de sobra para rir à toa
>
> Terceira geração de uma família fundamental ao samba do Rio, e caçula entre
> as mulheres já lançadas por grandes gravadoras, Juliana Diniz, 21, neta
> de Monarco, tem as mulheres do passado e do presente como fontes constantes
> de inspiração e repertório. Ouve tudo e todas, enquanto busca repertório
> para o segundo disco da carreira. Além de fazer parte do elenco do musical
> ?Sassaricando?, Juliana tem feito shows pelo Brasil com o avô.
>
> "Minha estréia no samba foi com ?Alvorecer?, de Dona Ivone Lara, e sempre
> ouvi Clementina de Jesus. Há muitas mulheres surgindo para o samba e dando
> continuidade. Antes eram as cabrochas, ficavam no coro, hoje são as estrelas",
> diz, citando Dorina, que há muito faz sambas de alta qualidade, e rasgando
> elogios à estréia de Maria Rita no ritmo. "Ela veio com a corda toda. Devia
> cantar sambas para sempre", aconselha Juliana.
>
> A filha de Elis Regina, por sinal, também é só elogios para suas companheiras
> de geração, que vieram antes pavimentando a trilha. É fã de Teresa Cristina
> (conta rindo que já levou uma cantada com uma música da cantora) e aponta
> Roberta Sá como nome fundamental para o novo reinado das cantoras.
>
> Roberta, que em seus dois primeiros discos ? ?Braseiro? e ?Que Belo e Estranho
> Dia Para se Ter Alegria? ? gravou belos sambas, mesclando canções pouco
> óbvias de mestres do passado aos melhores autores da nova geração, lembra
> que o talento das mulheres é fundamental ao cancioneiro do País.
>
> "A voz feminina reina há muitas décadas no Brasil. Acho bonito esse lugar
> que elas ocupam", diz. Teresa Cristina, que já teve música gravada por 
> Roberta,
> acaba de lançar ?Delicada?, seu novo disco, produção impecável na qual 
> comprova
> a qualidade de compositora e intérprete que a tornou um símbolo da retomada
> do samba na Lapa, ao lado do Grupo Semente. Sua importância como um elo
> entre diferentes gerações de compositores de samba, com seu jeito suave
> de cantar, é hoje reconhecida e aplaudida em uníssono.
>
> "O que é de raiz não morre"
>
> A velha guarda está de olho nas novas sambistas. Alcione, Leci Brandão e
> Tia Surica, da Portela, acompanham e aprovam a leva de
>
> cantoras que têm surgido. "Há 10 anos eu perguntava: não vai aparecer ninguém
> para levar a bandeira do samba? Hoje eu já estou bem mais calma", brinca
> Alcione. "As moças estão bem na fi ta", diz Tia Surica. "Elas provam que
> o que é de raiz não morre", completa Leci.
>
> Mart?nália é citada por Alcione e Leci como a grande cantora da nova geração
> de sambistas. "Ela é o carro-chefe", diz a Marrom. Tia Surica tem carinho
> especial por Teresa Cristina. "Ela começou aqui em casa, na roda de samba
> da Velha Guarda", orgulha-se. Leci, sempre combativa, não compra toda novidade
> sambista. "Tem muita cantora aí que recebe uma decoreba do produtor e diz
> que curte Carmen Costa. É tudo caô", diz, mas se derrama em elogios para
> Juliana Diniz, neta de Monarco, e Cassiana, filha de Jovelina Pérola Negra.
> "Sou da turma do DNA", brinca. (Ricardo Calazans)
>
> PARA ENTRAR NO CLIMA
>
> A cantora Roberta Sá faz show na quarta-feira, dia 31, no Bar da Ladeira,
> dentro do Circuito Original, convidando Ana Costa. O bar fica na Rua Evaristo
> da Veiga 149, Lapa (2224-9828).
>
> Juliana Diniz canta hoje na Casa Rosa Cultural, com o grupo Batuque na 
> Cozinha,
> como parte do Projeto Raízes. A Casa Rosa fica na Rua Alice 550, Laranjeiras
> (2557-2562).
>
> Além do show na Lapa, Ana Costa cantará no próximo dia 6 no Canecão, com
> a cantora Mariana Baltar e o Grupo Galocantô. O mesmo palco receberá na
> terça-feira, dia 30, o show de lançamento de ?Certidão?, o novo CD do grupo
> Casuarina. O Canecão fica na Rua Venceslau Brás 215, Botafogo (2105-2000).
>
> Roda que promete ser um dos destaques do samba no verão, o Samba Luzia atrai
> sambistas de todas as matizes. O evento comandado por Moacyr Luz rola às
> sextas-feiras no Clube Santa Luzia, atrás do MAM, na Avenida Almirante Silvio
> de Noronha 300, Aterro do Flamengo.
>
> Outra roda concorrida e bem freqüentada é o Terreiro do Galo, do Galocantô,
> aos domingos, às 17h, no Grajaú Tênis Clube. Rua Engenheiro Richard 83,
> Grajaú (8712-4697).
>
> No Clube dos Democráticos, o grupo Anjos da Lua, da cantora Mariana Bernardes,
> comanda o baile às quintas-feiras. O clube fica na Rua Riachuelo 91, Lapa
> (9644-1713).
>
> Um dos pontos fundamentais do samba nos anos 90, o Sobrenatural volta a
> ter rodas às quartas e domingos, com feras como Gallotti e Pedro Holanda.
> Rua Almirante Alexandrino 432, Santa Teresa (2224-1003).
>
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> http://odia.terra.com.br/cultura/htm/layse_sapucahy_mostra_o_que_e_moda_nas_rodas_da_cidade_131204.asp
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