Eu(gênio) me manda um e-mail fechado. Eu respondo, igualmente, em particular. 
Mas como o Eu(gênio) gosta mesmo é de platéia, responde para a lista.
Então deixa pelo menos eu divulgar a minha primeira resposta, onde, 
nefelibatamente, ataco o Domingão do Faustão, expressão inconteste da vontade 
popular, de ser (ugh) mau gosto:
Usei o cafona em sua homenagem, pois foi a forma como vc descrevia as 
dançarinas no fundo do quadro de tudo o que toca no Faustão. Só que vc gosta. 
Sem problemas, como eu disse, é o seu direito. Não me acho superior por não 
gostar, apenas não gosto. Quando vc chama de nefelibata (mais uma vez) quem não 
gosta daquilo, me parece fazer uma generalização igualmente de mau gosto. 
Agora me diz uma coisa: as dançarinas do faustão, a dança no gêlo, e seus 
derivados, sempre empenhados na autopromoção dos artistas da casa, etc, podem 
ser classificados como a expressão popular? Ou, pior dizendo, a expressão do 
gosto popular? Porque se é assim, para conhecer esse Brasil brejeiro de que vc 
tanto gosta, nem é preciso sair de casa, basta ligar na Tv Globo 24 horas por 
dia, pois ela detém a liderança em 100% da nossa programação. Deve ser 
considerada, pelo seu raciocínio, a mais pura expresão do gosto popular. 
Será que o Janet de Almeida discutiria com a Madame Mag em razão do Domingão? 
Acho bem difícil. Mas entre o Janet e o Eugênio vai uma distância bem grande.
Essa defesa do popular, aliás, tem um cheiro indisfarçável de demagogia. Ou não 
viria envernizadinha sempre por citações de Hannah Arendt e Janet de Almeida 
(certamente na voz do João Gilberto).
Até mais ver,
 
Zeca

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