Caio, 
   
   
  Quanto mais vender, melhor pra todo mundo. Seja lá quem for comprar.
  Melhor pro Paulinho, que ganha mais dinheiro; melhor pra gravadora, que vai 
continuar apostando no Paulinho; melhor pro Faustão, que vai vender mais 
publicidade pra um público de maior poder aquisitivo (o que significa que vai 
cobrar mais caro pelo espaço publicitário); melhor pra TV aberta brasileira, 
que vai ter um artista não-alienante num espaço de tempo da sua programação; 
melhor para quem gosta de Paulinho da Viola (independente do poder aquisitivo), 
pois vai assistir de graça (desde que tenha televisão, é claro...) sem ter que 
sair de casa, etc...
  Eu não consigo ver nesse mecanismo todo, uma "traição" do Sr. Paulo César 
Farias a nada e a ninguém. Primeiro, porque a arte não deve ter compromisso com 
nada, só com ela mesma; e segundo, porque a gente devia era ter orgulho de ver 
um artista do quilate do Paulinho, sendo valorizado em programas comercias 
(mesmo que o programa seja super-lotado de gente incompetente que não tem nem 
ao menos o cuidado de ser preciso e educado com uma atração, que no fundo, está 
fazendo ele ganhar mais dinheiro). Isso reflete, o valor - valor monetário 
mesmo, financeiro - do samba. É vendável, é lucrativo, e ainda por cima, não 
precisa ser descaracterizado para vender bem. Claro! que existe as toneladas 
por aí, de grupos lapidados a facão por produtores mil, que só visam o lucro, 
mas também não se deve pensar que quem vai ao Faustão vender seu peixe, está 
rodando a bolsinha pra quem quiser pagar e levar.
   
  Não sei se o pessoal aqui tem consciência, mas artista também come, e também 
paga moradia, vestuário, transporte, saúde, educação, lazer, etc...
   
   
  Abs
   
   
  Marcelo Neder
   
   
  
Caio Pontual <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
  Eugenio e Eduardo. Vou aproveitar pra responder aos dois. O fato de alguns
intelectuais gostarem de programas voltados para as camadas populares não
contradiz o que eu falei. Eu me referi ao público que acompanha, que é
assíduo, esse público é o que consome todos os produtos que visam justamente
a chamada "massa", produtos de fácil consumo, com apelos realmente
populares. O que eu procurei demonstrar é que não existe essa categoria de
povo tão uniforme, eu vejo o povo basicamente dividido em dois, aqueles que
produzem e consomem cultura e os que não estão nem aí pra ela, esse é o
público que mais consome e é o que no Brasil tem maior número e é ele que
via de regra é disputado por Gugu e Faustão com a já famosa briga de
audiência. Portanto a questão está justamente aí, a quem eles querem
atingir? A intenção da gravadora do Paulinho é fornecer um produto mais bem 
acabado (culturalmente
falando) ou é apenas atrair uma fatia desse público tão disputado ???????

Um abraço.
Caio Pontual.


----- Original Message ----- 
From: "Eduardo S. Martins" 
To: "Caio Pontual" ; "Tribuna"

Sent: Wednesday, December 19, 2007 10:48 PM
Subject: Re: [S-C] Re: Re: Paulinho da Viola - faustao


> Caio, sua mensagem, me perdoe, é preconceituosa, o povo que acompanha "o
> bom
> samba" é melhor que o povão que assiste o Faustão? Mas peraí, entre os que
> assistem o Faustão estava a Lucelena e várias outras pessoas aqui que
> acompanham o "bom samba", me explica !!!!! Se quem assiste o Faustão quer
> mais é acompanhar as bandas da moda e não ligam pro Paulinho da Viola, por
> que a gravadora insistiu pra ele ir lá??
> abraço,
> Eduardo Martins
>
> ----- Original Message -----
> From: "Caio Pontual" 
>
>
> A questão de a plateia do Faustão ser ou não ser >povo< não é a questão, o
> problema é que não existe um unico tipo de povo, existe um povo (via de
> regra mais jovem) que se deixa levar pelos apelos (?) da mídia, pelas
> propagandas e pelas modas lançadas pelas novelas globais, esse é o publico
> que acompanha o Faustão, que em última análise é uma grande maioria (isso
> é
> um bom mercado...) espalhada por esse Brasil a fora, esse mesmo público
> não
> tem qq tipo de crítica ou autocrítica, eles querem é consumir qq coisa que
> a
> TV apresente seja ruim ou não. Portanto essa discussão não tem cabimento.
> Essa entidade tão falada por aqui (povo), não é assim tão homogênea como
> pensam alguns, mas que seria muito bom que fosse (a tão propalada
> massificação) , diz a mídia. O Público do Faustão quer mais é ouvir as
> bandas da moda, são os Calypsos da vida, são os Leonardo & Cia, são
> aqueles
> que querem ver e ouvir grupos de funk com todas as suas cachorras, esse é
> um tipo de povo, outro povo é o que acompanha o bom samba, é aquele que
> valoriza a verdadeira cultura popular esse povo é outro povo.
>
>
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