Fonte: http://bravonline.abril.com.br/indices/musica/musicamateria_265161.shtml
Um Pacto Com A Genialidade O violonista Yamandu Costa foi chamado pelo maestro alemão Kurt Masur de ''o Paganini do violão''. Em seu novo CD, ''Lida'', ele mostra que não era exagero * por José Flávio Júnior Em sua mais recente passagem pelo país, o maestro alemão Kurt Masur apelidou Yamandu Costa de "o Paganini do violão". O gaúcho de Passo Fundo achou a comparação exagerada e se apressou em dizer que não tinha pacto com o demônio - segundo a lenda, o violinista Niccolò Paganini tinha. Além de ser um magnífi co elogio, a alcunha inventada por Masur serviu para ressaltar o vínculo de Yamandu com o universo erudito. No m esmo a no em q ue e streou s ua p eça Bachbaridade (uma suíte para violões) no palco do Municipal do Rio de Janeiro, o músico gravou um disco com o sanfoneiro Dominguinhos, talvez o maior expoente vivo do forró. Agora solta mais um álbum - o oitavo da carreira - em que a música regional dá as cartas. A formação presente em Lida pode até indicar algo mais camerístico, já que Yamandu traz consigo o violino do francês Nicolas Krassik e o contrabaixo acústico de Guto Wirtti. Mas a musicalidade do trio está mais próxima dos coretos do interior do Rio Grande do Sul do que das salas de concertos internacionais. Sonoridades gauchescas típicas podem ser ouvidas em temas como Missionerita e Bem Baguala. Há também a improvável fusão de Baionga, mistura de baião com milonga. Já a faixa-título é praticamente um tango de Piaz zolla sem piano. Em algumas passagens, o trio chega a paquerar a música cigana e avança até o fl amenco. Mas Yamandu acaba sempre conduzindo seus comparsas de volta para os domínios sulistas. Em sua mais recente passagem pelo país, o maestro alemão Kurt Masur apelidou Yamandu Costa de "o Paganini do violão". O gaúcho de Passo Fundo achou a comparação exagerada e se apressou em dizer que não tinha pacto com o demônio - segundo a lenda, o violinista Niccolò Paganini tinha. Além de ser um magnífi co elogio, a alcunha inventada por Masur serviu para ressaltar o vínculo de Yamandu com o universo erudito. No m esmo a no em q ue e streou s ua p eça Bachbaridade (uma suíte para violões) no palco do Municipal do Rio de Janeiro, o músico gravou um disco com o sanfoneiro Dominguinhos, talvez o maior expoente vivo do forró. Agora solta mais um álbum - o oitavo da carreira - em que a música regional dá as cartas. A formação presente em Lida pode até indicar algo mais camerístico, já que Yamandu traz consigo o violino do francês Nicolas Krassik e o contrabaixo acústico de Guto Wirtti. Mas a musicalidade do trio está mais próxima dos coretos do interior do Rio Grande do Sul do que das salas de concertos internacionais. Sonoridades gauchescas típicas podem ser ouvidas em temas como Missionerita e Bem Baguala. Há também a improvável fusão de Baionga, mistura de baião com milonga. Já a faixa-título é praticamente um tango de Piaz zolla sem piano. Em algumas passagens, o trio chega a paquerar a música cigana e avança até o fl amenco. Mas Yamandu acaba sempre conduzindo seus comparsas de volta para os domínios sulistas. O gaúcho começou sua carreira artística aos 4 anos como cantor do grupo Os Fronteiriços, cujo líder era seu pai. Duas décadas depois, seu talento como violonista já havia sido reconhecido com prêmios e apresentações em importantes festivais de jazz do mundo todo. No entanto, ele nunca abandonou a vestimenta usada nos palcos das primeiras festas gaúchas: poncho, bombachas, chapéu e lenço no pescoço. Em Lida, Yamandu parece querer reforçar que foi desse ambiente rural que ele veio, que os pampas estão em sua alma e sempre vão contaminar seus acordes. O Tempo e o Vento Pelo direcionamento musical, pelas composições autorais e, enfim, pelo bom gosto que permeia toda a produção (o que inclui a bela fotografia de Eduardo Zappia que ilustra a capa), Lida é o melhor registro de Yamandu até o momento. E não é, em hipótese alguma, um disco-solo. Krassik e Wirtti brilham com forte intensidade nos arranjos do chamamé Dayanna e de Ventos dos Mortos, inspirada na obra O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. Masur e outros regentes estão de olho nos solos de Yamandu. Mas esse Paganini das sete cordas tem é um pacto com a música brasileira. Quando não está pesquisando os sons da sua infância, está tocando forró ou invadindo rodas de choro na Lapa carioca. Bom aproveitar enquanto os preços são populares. _________________________________________________________________ Conheça o Windows Live Spaces, a rede de relacionamentos do Messenger! http://www.amigosdomessenger.com.br/_______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
