MÚSICA

Justo tributo ao mestre José Américo

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Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio



Marcelo Dischinger/Divulgação


O Aquattro toca para o pai de Hamilton de Holanda e Fernando César



O chorão José Américo é, também, apreciador de samba, bossa nova e seresta. 
Quem for hoje à Biblioteca Demonstrativa de Brasília para participar da 
homenagem ao veterano violonista vai curtir todos esses gêneros na 
interpretação dos filhos dele, Hamilton de Holanda e Fernando César, e de 
alguns dos melhores instrumentistas da cidade.

Pernambucano de Moreno, ex-militar da Marinha, José Américo é músico há quase 
60 anos. “Comecei como baterista, na Orquestra Independente Jazz, na minha 
cidade. Em 1954, comprei meu primeiro violão e criei, em Natal, o quarteto Os 
Melodistas. Em 1965, fui para o Rio de Janeiro, onde a música ficou em segundo 
plano. Quando cheguei a Brasília, em 1980, passei a encontrar amigos num bar 
aos domingos e conheci o Evandro Barcelos, que me levou ao Clube do Choro”, 
recorda-se.

Um ano depois, Américo passou a acompanhar a trajetória dos filhos, que viriam 
a formar o Dois de Ouro (nome dado por Pernambuco do Pandeiro), hoje músicos 
respeitados. “Seu Américo foi meu primeiro professor e continua sendo meu maior 
ídolo. Sempre nos incentivou, mas nunca impôs nada. Nos deixou à vontade para 
escolher os instrumentos que iríamos tocar e o rumo a seguir. Quando sentiu que 
poderíamos nos tornar profissionais, deixou a Marinha e passou a se dedicar à 
carreira do Dois de Ouro”, revela, emocionado, Hamilton.

O bandolinista, que participou de um tributo a Jacob do Bandolim no Sesc 
Pinheiros, em São Paulo, no último fim de semana, gravou recentemente, no 
Auditório Ibirapuera (também na capital paulista), um disco ao vivo com o 
violonista Yamandú Costa. Em abril, lança o segundo álbum do grupo Brasilianos 
e, antes disso, faz série de shows no exterior, começando pelos Estados Unidos 
(Miami). Prossegue na Europa (Suécia e França) e termina na Ásia (Malásia). 
Devido à agenda cheia, deixou a produção do show em homenagem ao pai a cargo do 
irmão Fernando César.

“Queremos reverenciar o mestre Américo de forma bacana, como ele merece. Para 
tanto, convidamos amigos para estarem conosco na Biblioteca Demonstrativa. 
Preparamos um roteiro dividido em blocos, com o qual vamos mostrar como é 
eclético e refinado o gosto musical dele, que inclui samba, bossa, seresta e, 
claro, choro”, antecipa Fernando.

Reco do Bandolim, Hamilton Pinheiro, Leander Motta, Sandro Araújo e os jovens 
Bruno Patrício e Jackson Delano (alunos da Escola de Choro Raphael Rabello) e 
os grupos Choro Livre, Cai Dentro e AQuattro estão entre os convidados. 
“Haverá, ainda, participação do cantor Ivan Silveira e da minha mulher, a 
cantora Kaísa Tibúrcio”, anuncia.

O repertório terá choros clássicos, como Espinha de bacalhau e Delicado, a 
eterna seresta Chão de estrelas, o frevo Valores do passado e músicas de 
Hamilton de Holanda (Aquarela na Quixaba), de Reco do Bandolim e José Américo, 
feitas em parceria com Fernando César (Sherido) e Caio Tibúrcio (Toca 
bandolim). “Garanto que vai ser uma longa noite de boa música e emoção”, aposta 
Fernando César.


HOMENAGEM A JOSÉ AMÉRICO

Show com Hamilton de Holanda, Fernando César e convidados hoje, às 20h, na 
Biblioteca Demonstrativa (506/507 Sul). Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (estudantes). A 
renda será revertida à Abrace. Classificação indicativa livre.



Fonte: http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_170.htm

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