Mensagem da Diretora Social do Clube da Imprensa:


A respeito da parceria que possibilitou o projeto Barracão do Samba e da roda 
de samba que acontecia esporadicamente desde o final do ano passado, como 
diretora social do Clube da Imprensa tenho a esclarecer o seguinte:
 
1 -  Desde o primeiro contato com o Bruno Gaspar, que nos foi apresentado pela 
Sônia Palhares, o Clube da Imprensa tentou firmar uma parceria mais efetiva com 
o grupo da Roda de Samba, no sentido de estabelecer uma periodicidade que 
permitisse a divulgação do evento para os nossos associados e um retorno 
financeiro efetivo para a entidade. Ele me colocou que não seria possível 
estabelecer um cronograma para a realização do evento, pois algumas pessoas que 
faziam o samba, por compromissos profissionais, se ausentavam de Brasília de 
tempos em tempos. Também colocou que o grupo de maneira nennhuma aceitaria 
cobrança de ingresso (propusemos inclusive um valor simbólico, três reais, 
apenas para que pudéssemos arcar com as despesas com água, luz, segurança entre 
outros). Diante da negativa tentamos   "passar o chapéu" para arrecadar 
qualquer valor que fosse, mas o valor arrecadado foi tão irrisório (além do 
constrangimento de rodar a sacolinha), que abandonamos a idéia. Após negociação 
com o arrendatário do Bar do Clube, acertamos um percentual da venda de bebidas 
durante o evento. 

2 - A partir daí, acertamos com o Bruno que o grupo  comunicaria a intenção de 
realizar a roda com uma antecedência mínima de uma semana. Caso não houvesse 
nenhum evento marcado para aquela data, o  Clube cederia o espaço com 
satisfação. Todas as vezes que o Bruno ligava, e ele pode atestar isso, eu 
verifcava se o barracão não estava alugado e depois retornava liberando o 
espaço. Vale ressaltar que os eventos realmente não tinham nenhuma 
periodicidade, às vezes era quinzenal outras mensal outras não acontecia. 
Sempre deixei claro que, diante dessa falta de programação, o aluguel para 
eventos teria prioridade. 

3 - Logo após a realização da última roda, fui comunicada pelo administrador do 
clube que naquela noite o Ecad tinha aparecido no local e ameaçado aplicar uma 
multa. Ele também colocou que as despesas com o evento estavam ultrapassando o 
valor repassado pelo bar.

4 - Antes dessa última roda, fomos contactados por telefone pelo produtor 
Wilson Bebel, que estava interessado em um espaço para a realização de um samba 
 manifestou interesse em conhecer o espaço do clube, e esteve na roda de samba 
a convite de Sônia Palhares. Manifestamos todo o interesse, afinal o Clube da 
Imprensa enfrenta dificuldades financeiras, como de resto boa parte dos clubes 
em Brasília enfrentam, e já havíamos tentado parcerias para ocupar o espaço nas 
sextas-feiras, mas não haviam vingado. Solicitei que ele fosse ao local para 
ver o espaço e que depois conversássemos. 

5 - Uma semana depois, Wilson Bebel me procurou, disse que tinha gostado muito 
do espaço e que achava que seria possível firmar uma parceria. Disse que não 
gostaria de tomar o espaço da roda, e que uma sexta-feira poderia ser destinada 
ao grupo. Eu expliquei que isso não seria possível porque o grupo não tinha 
qualquer periodicidade na realização do evento.
 
6 - Com a evolução das negociações para a parceria, entrei em contato com o 
Bruno Gaspar, relatei o episódio do Ecad, dos custos e comuniquei a decisão de 
fazer a parceria com o produtor. Disse também que o Clube estava aberto à 
negociações com o grupo, e resolvido o problema do Ecad e dos custos, se eles 
quisessem qualquer outro dia da semana,dentro do mesmo esquema, também 
estaríamos dispostos a dialogar. Ele me disse que estava um pouco afastado da 
organização e perguntou se poderia repassar o meu telefone para o Gustavo para 
que ele entrasse em contato comigo. Falei que não haveria problema algum, pelo 
contrário, gostaríamos de conversar  porque afinal de contas o evento realizado 
por eles era muito agradável e samba nunca é demais.

7- Não fomos procurados pelo Gustavo e demos prosseguimento à negociação com a 
produção do Wilson Bebel, que, diga-se de passagem, agiu com absoluto 
profissionalismo, apresentando custos de cada item do projeto, discutindo e 
debatendo em várias reuniões um contrato de parceria que fosse vantajoso para 
ambas as partes. 

8 - O projeto Barracao do Samba foi pensado e idealizado não exclusivamente 
pelo Wilson Bebel. Faz parte de um projeto maior de inserir a entidade 
novamente na agenda cultural da cidade e fortalecer a cultura do Distrito 
Federal, como é a tradição do Clube. E é claro, para dar retorno financeiro. 
Não vemos nennhum mal nisso. Desde que a atual diretoria assumiu, em mandato 
delegado pela categoria, assumimos o compromisso de revitalizar o clube, que já 
foi um espaço de resistência cultural importante na cidade, mas que estava em 
quase insolvência financeira. Mas para isso, é claro, dependíamos de recursos 
(ninguém vive num mundo capitalista sem o vil metal, muito menos uma entidade 
de classe). Muito antes do primeiro contato com o Bruno já idealizávamos a 
possibilidade de fazer uma sexta-feira de samba, e antes mesmo da roda tentamos 
parcerias que pelos mais diversos motivos não vingaram. Ao ceder o espaço de 
forma informal para o grupo do Bruno e do Gustavo acreditávamos que, se não 
tínhamos um projeto ideal de ocupação do espaço, pelo menos estávamos 
movimentando o clube com alegria e boa música.  Mas sempre deixamos claro que o 
espaço seria cedido somente se o clube não tivesse nada agendado, pois 
convenhamos, a ausência de compromisso em ter um calendário, a recusa 
sistemática em cobrar um valor mínimo que fosse, a informalidade que marcava 
todo o processo, não permitiria que o clube, por exemplo, priorizasse o samba 
em detrimento de evento organizado por um associado do clube, por exemplo. 

9 - Por fim, lamento que as manifestações a respeito do assunto neste site 
tenham sido feitas de forma tão desrespeitosa à pessoa do Wilson Bebel, que 
apenas propõs um evento com retorno financeiro, periodicidade certa, ampla 
divulgação  e que venha a dar lucro para a produtora e para o clube. Lamentamos 
as ofensas e agradecemos a todos que direta ou indiretamente participam deste 
momento histórico de revitalização do Clube da Imprensa de Brasília, em 
especial à Sonia Palhares, que sempre torceu por isso  e que nos apresentou de 
maneira transparente, tanto o grupo da roda de samba quanto o Wilson Bebel. 
Aproveito a oportunidade para convidar a todos para o evento de logo mais à 
noite e  renovar a confiança no sucesso da parceria que acabamos de firmar com 
a WB Produções, bem como reiterar que continuamos abertos ao diálogo com todos 
os produtores culturais da cidade.
 
Júnia Lara - diretora social do Clube da Imprensa

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