Roberto:
Estou em Brasília desde 1989, portanto há 20 anos, no final dos anos 80 eu já saía no Simpatia É Quase Amor, na Banda de Ipanema e no Suvaco do Cristo com um monte de gente atrás. Os blocos de bairros já existiam. De lá para cá isso veio aumentando gradativamente até chegar aonde chegou, ou seja, deu um nó no trânsito do Rio de Janeiro. Os chamados blocos de embalo dos anos 50/60 - Cacique, Bafo etc. - já estavam em decadência, os blocos de enredo também - Canarinhos das Laranjeiras, Flor da Mina do Andaraí etc... - que foram engolidos pelas Escolas de Samba S.A. Além disso o bloco do Clube do Samba do João Nogueira arrastava muita gente também , porém, ao contrário do que acontece hoje, não havia uma concentração de blocos em alguns bairros como agora, o melhor exemplo é Santa Teresa. O Cordão do Bola Preta nos anos 80 estava em plena decadência, mas havia blocos pequenos e muitas bandas espalhadas pela cidade. Foi um movimento que veio crescendo, ele não começou agora. Quem viveu aquele período há de se lembrar. Sou do tempo da boa roda de samba do Samba de Fato - na Rua da Passagem, em Botafogo -, da Casa de Bamba, às sextas-feiras na Visa Isabel (antiga sede do América), do ensaio da Portela no Mourisco, dos ensaios de samba no Clube Condomínio, no Horto Florestal, da Banda do Leblon, do Bloco Foliões de Botafogo, do Bloco da Chuva, etc... Quero dizer com isso que havia sim um movimento grande de samba no Rio de Janeiro, porém disperso. Sonia Palhares (BsB-DF) Date: Fri, 27 Feb 2009 10:35:49 -0800 From: [email protected] Subject: RE: [S-C] Na Boa, samba, É Rio de Janeiro. MAS SEM ABADÁ! SEM ABADÁ!!!! To: [email protected]; [email protected]; [email protected] CC: [email protected]; [email protected] Soninha, meu anjo, permita-me só colocar uma coisa. O bombando há algum tempo não é tanto tempo assim... Faz uns dez anos eu fui a av. Rio Branco e deu vontade de chorar... pouquíssimos blocos, vazios (inclusive o Cacique e o Bafo), uma tristeza de dar dó... Eu relaciono uma coisa com a outra, a força do samba de raiz sendo cultuando principalmente na Zona Sul e Lapa (o que é uma lástima, por que, com exceção de poucas rodas do subúrbio, como Cacique, Feijoada e Macarronada da Portela, Feijoada do Império, o que toca no subúrbio hoje é bosta) se criou um público jovem que gosta muito de samba e o público que nunca desgostou se juntou a ele. Sou (infelizmente) da geração do Rock 80, então, no início dos anos 90 não se tocava, não se ouvia samba e o reflexo disto era que os blocos estavam morrendo de asfixia por uma juventude que pensava que tinha nascido em Miami. Por estas e outras que acho que devíamos valorizar demais aquela geração de partideiros do Cacique, no rastro do Fundo de Quintal, que foi a pouca resistência que tivemos na época. Agora, os tempos são outros... Rock 80 virou sessão nostalgia de quarentão e se ouve samba, samba e mais samba em boa parte do Rio. Um fenômeno a ser estudado. Beijos e abraços Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes _________________________________________________________________ Conheça o Windows Live Spaces, a rede de relacionamentos do Messenger! http://www.amigosdomessenger.com.br/_______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
