Gente da TSC, ***Reportagem sobre novo disco de Nei Lopes, no jornal "O Tempo" de hoje, mostra o "Velhote" afinado com a concepção de se modernizar o samba. Destaco alguns trechos importantes da entrevista:
"Existe uma garotada cultora do samba de raiz que, cheia de boas intenções, acaba prejudicando a visão do samba como algo em processo, capaz de assimilar outros gêneros e de ser assimilado pelo mercado e pelo grande público. Essa garotada faz um samba que insiste na coisa limitada do surdo, pandeiro, cavaquinho e violão. Temos que mostrar que o ritmo pode ser tocado de tudo quanto é forma", diz. ***Repetindo: "ESSA GAROTADA FAZ UM SAMBA QUE INSISTE NA COISA LIMITADA DO SURDO, PANDEIRO, CAVAQUINHO E VIOLÃO. TEMOS QUE MOSTRAR QUE O RITMO PODE SER TOCADO DE TUDO QUANTO É FORMA". Acho que não preciso de mais nada dizer. Cacique Nei sempre dizendo a palavra final. O Velhote e sua eterna academia, como nos versos de "O Velho na Ladeira": "Eu hoje vi um preto de cabeça branca Subindo uma ladeira que vai dar no céu Fiquei a imaginar quanta sabedoria Devia ter debaixo daquele chapéu" ***Nei prossegue: "Ele reconhece que não pensava assim até há algum tempo. "Eu tinha mesmo restrições quanto à incorporação, pelo samba, de elementos alheios às suas origens, mas depois, estudando, vendo como as coisas eram no passado, percebi que sempre foi assim, o samba nunca foi algo engessado", ressalta. *** É o Velhote sempre se renovando. Mudando conceitos. Reconhecendo o novo como algo maior. ***Agora o soco no estômago do purismo: ""Quando, dentro de um contexto colonizado como é o da cultura brasileira, você pega uma determinada manifestação e diz que não se pode mexer nela, sou levado a pensar que existe uma estratégia por trás disso, no sentido de que essa manifestação não tenha força para concorrer com o que vem de fora" ***Depois, Cacique Nei fala da inclusão dos trechos rapeados, falados, em uma das faixas do novo disco. O Velhote é, mais uma vez, genial: Ele aponta que foi mesmo com a intenção de provocar que incluiu um trecho falado - no estilo dos rappers - na faixa-título. "Claro que o samba pode incorporar isso aí, desde que não seja de maneira subserviente", destaca Nei Lopes. ***E, agora, pra matar de raiva a turma do Morro das Pedras e adjacências: "Das 16 músicas autorais que compõem o repertório de "Chutando o Balde", seis foram feitas em parceria com os jovens integrantes do grupo paulistano Quinteto em Branco e Preto. Nei Lopes diz que os conhece há cerca de 15 anos e admira o trabalho deles pelo fato de pertencerem a uma nova geração que, sem trair os fundamentos do samba, compartilha a visão de que o gênero pode e deve estar em constante renovação." Acho que aqui se percebe toda a grandiosidade de um dos maiores artistas da história desse país. NEI LOPES: Saravá, meu pai! Matéria na íntegra: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=111708 Abs, Eugenio _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
