Que besteira Gangaz.

O samba se renova, os compositores surgem e a chama nunca se apagará, como
diria Luis Carlos. Esse papo de que o samba vai morrer é velho e
ultrapassado. Os sambistas mais novos estão aí seguindo o caminho dos mais
velhos e renovando a tradição do samba. E meio a essas reedições de sambas
antigos tem aparecido muita coisa boa.

Aquele abraço,
Gabriel Gomes



2009/5/27 Phadha Phada <[email protected]>

> O samba nao morreu, porque tem uma historia, conteudo,grandes personagens
> que estabeleceram
> solidos padroes.
> Por esse motivo,  sempre aparece alguem novo com a proposta de manter vivo
> este acervo.
>  Recentemente foi dito o que a Beth fez por   Cartola , Paulinho da Viola
> pelos portelenses da Velha Guarda.
> E agora o  que faz Zeca , Marisa Monte e Luiz Melodida reeditando  sambas
> de 40, 50... pela super POP MTV. Trabalhos que seguem a linha basica do
> surdo, pandeiro, cavaquinho...
>
> Eu considero que a evolucao de um genero nao eh infinita.
>  Existe uma fase de  formacao, evolucao, auge,
> depois vem a estagnacao e decadencia.Paralelamente a isso vao existir
> linhas
> derivadas que  tomam formas
> e personalidade ateh criaram sua propria cara. O proprio samba nasceu
> assim.
>
> Falo com grande pesar que estamos na era dos ultimos  exemplares de grandes
> compositores de samba .
> Temos entre nos ainda Paulinho da Viola, Paulo C Pinheiro, Monarco,Nelson
> Sargento, Almir Guineto etc...
> Representando geracoes que trouxeram pro samba  valores significativos.
>
> Quando esse pessoal se for, quem vai manter acesa a chama serao  os
> interpretes.
>
>
> Eh por esse motivo que que exalto a   importancia das prospostas do pessoal
> do TG,
> Tereza Cristina, Nilze Carvalho, Quinteto, enfim todos aqueles que vao pra
> luta de surdo, cavaquinho e pandeiro...
>
> Seguir uma tradicao, manter um formato nao significa  limitar-se, pelo
> contrario, representa uma identidade.
>
> Se ate  hoje, figuras barrocas e classicistas como Bach, Bethoven, Mozart,
> sao cultuadas e  reconhecidas,
> deve se ao fato de que as suas obras escritas   com papel e bico de pena,
> permanecem vivas e  originais
>  nas  sinfonicas, cameratas , operetas etc ...
>
> Queria saber se o Nei Lopes tambem olha para o integrante de uma sinfonica
> como uma figura dentro de um contexto colonizado. E se a coletanea do
> "Cravo
> Bem Temperado" de Bach ficaria melhor mixado por um DJ.?
>
>
>  flw
> fabio padilha(Gangaz)
>
>
> 2009/5/27 Eugenio Raggi <[email protected]>
>
> > Gangaz,
> >
> > Não creio que o Velhote tenha qualquer intenção de se apresentar à moda
> D2.
> >
> > Apenas falou o quer muitos tem medo de dizer: que o preservacionaismo,
> > ao contrário de preservar, pode sepultar o samba. E que o samba só não
> > morreu ainda porque conseguiu se renovar.
> >
> >
> > 2009/5/27 Phadha Phada <[email protected]>:
> >  >
> > > Nao vejo nenhuma genialidade nesses depoimentos.
> > > A  decadas varios artistas vem defendendo esse tipo de discurso.Nei
> Lopes
> > > nao trouxe nenhuma novidade.
> > > Talvez por se tratar de Nei Lopes, esse discurso  traga algum tipo de
> > > atrativo para
> > > seu trabalho. Alias deve ser um tanto exotico ver o mano Nei com pinta
> de
> > > Marcelo D2.
> > >
> > > att
> > > Fabio Padilha(gangaz).
> > > 2009/5/27 Eugenio Raggi <[email protected]>
> > >>
> > >> Gente da TSC,
> > >>
> > >> ***Reportagem sobre novo disco de Nei Lopes, no jornal "O Tempo" de
> > >> hoje, mostra o "Velhote" afinado com a concepção de se modernizar o
> > >> samba. Destaco alguns trechos importantes da entrevista:
> > >>
> > >> "Existe uma garotada cultora do samba de raiz que, cheia de boas
> > >> intenções, acaba prejudicando a visão do samba como algo em processo,
> > >> capaz de assimilar outros gêneros e de ser assimilado pelo mercado e
> > >> pelo grande público. Essa garotada faz um samba que insiste na coisa
> > >> limitada do surdo, pandeiro, cavaquinho e violão. Temos que mostrar
> > >> que o ritmo pode ser tocado de tudo quanto é forma", diz.
> > >>
> > >> ***Repetindo: "ESSA GAROTADA FAZ UM SAMBA QUE INSISTE NA COISA
> > >> LIMITADA DO SURDO, PANDEIRO, CAVAQUINHO E VIOLÃO. TEMOS QUE MOSTRAR
> > >> QUE O RITMO PODE SER TOCADO DE TUDO QUANTO É FORMA". Acho que não
> > >> preciso de mais nada dizer. Cacique Nei sempre dizendo a palavra
> > >> final. O Velhote e sua eterna academia, como nos versos de "O Velho na
> > >> Ladeira":
> > >>
> > >> "Eu hoje vi um preto de cabeça branca
> > >> Subindo uma ladeira que vai dar no céu
> > >> Fiquei a imaginar quanta sabedoria
> > >> Devia ter debaixo daquele chapéu"
> > >>
> > >> ***Nei prossegue:
> > >>
> > >> "Ele reconhece que não pensava assim até há algum tempo. "Eu tinha
> > >> mesmo restrições quanto à incorporação, pelo samba, de elementos
> > >> alheios às suas origens, mas depois, estudando, vendo como as coisas
> > >> eram no passado, percebi que sempre foi assim, o samba nunca foi algo
> > >> engessado", ressalta.
> > >>
> > >> *** É o Velhote sempre se renovando. Mudando conceitos. Reconhecendo o
> > >> novo como algo maior.
> > >>
> > >> ***Agora o soco no estômago do purismo:
> > >>
> > >> ""Quando, dentro de um contexto colonizado como é o da cultura
> > >> brasileira, você pega uma determinada manifestação e diz que não se
> > >> pode mexer nela, sou levado a pensar que existe uma estratégia por
> > >> trás disso, no sentido de que essa manifestação não tenha força para
> > >> concorrer com o que vem de fora"
> > >>
> > >> ***Depois, Cacique Nei fala da inclusão dos trechos rapeados, falados,
> > >> em uma das faixas do novo disco. O Velhote é, mais uma vez, genial:
> > >>
> > >> Ele aponta que foi mesmo com a intenção de provocar que incluiu um
> > >> trecho falado - no estilo dos rappers - na faixa-título. "Claro que o
> > >> samba pode incorporar isso aí, desde que não seja de maneira
> > >> subserviente", destaca Nei Lopes.
> > >>
> > >> ***E, agora, pra matar de raiva a turma do Morro das Pedras e
> > adjacências:
> > >>
> > >> "Das 16 músicas autorais que compõem o repertório de "Chutando o
> > >> Balde", seis foram feitas em parceria com os jovens integrantes do
> > >> grupo paulistano Quinteto em Branco e Preto. Nei Lopes diz que os
> > >> conhece há cerca de 15 anos e admira o trabalho deles pelo fato de
> > >> pertencerem a uma nova geração que, sem trair os fundamentos do samba,
> > >> compartilha a visão de que o gênero pode e deve estar em constante
> > >> renovação."
> > >>
> > >> Acho que aqui se percebe toda a grandiosidade de um dos maiores
> > >> artistas da história desse país. NEI LOPES: Saravá, meu pai!
> > >>
> > >> Matéria na íntegra:
> > >>
> > >> http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=111708
> > >>
> > >> Abs,
> > >>
> > >> Eugenio
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