Ora! Amigo íntimo de Caetano, Gilberto Gil inferiu que artistas do porte
deles, tem potencial para promoverem seus eventos sem a necessidade de
"ajuda do governo", ao contrário de outros, iguais ou melhores, mas
desassistidos pelos patrocinadores.

Entendo que, sendo um pais continental e fortemente cultural, não se pode
ter por razoável, a utilização de dinheiro público, quando a iniciativa
privada, naturalmente, se mostra interessada.

Qualquer projeto ou artista, mesmo os de qualidade excepcionais,
dificilmente conseguem captar os recursos necesários junto ao empresariado,
por uma razão simples. Ao atender dezenas de projetos com o mesmo dinheiro
de um evento de celebridades, o retorno em termos comerciais (visibilidade
da arca, por ex.) são considerados menores.

Assim, embora os parcos recursos para a cultura se destinem ao fomento da
cultura como um todo e para todos, acaba, no lugar de fomentar, dirigir
estes recursos para quem, do ponto de vista cultural, não se apresenta
necessitado.

Não é por acaso que o Brasil é um dos paises mais desiguais do mundo. A se
afigurar o entendimento do atual gestor da cultura, isto significa, aumentar
o distanciamento entre as camadas sociais. Na fala de Brizola: Para uns, o
banquete. Para outros, as migalhas.

É preciso que o empresariado entenda, de uma vêz por todas, que investir em
educação e cultura é vantajoso, sob todos os pontos de vista. Quando se vai
ao cinema, ao teatro, ao circo. Quando se lê, se ouve rádio, se assite a um
video cultural, em fim, quando se participa do contexto cultural como ser
atuante, muda-se o modo se ver as coisas. Compreende-se melhor o mundo que
nos cerca e, por isso mesmo, há uma melhoria substancial da vida
em comunidade.

Ademais não se pode olvidar que a cada ministério, comporta levar a efeito a
política central do governo, esta nitidamente denominada "meta" - Combate a
fome, a miséria e exclusão socisal"

A prevalecer o pensamento elitista e irrefletido do atual ministro, lhe
convinha, procurar outro governo para, em consonância com sua meta,
instituir as mudanças necessárias ou, perseverar atuando num governo, mas de
modo contrário aos seus fundamentos.

No jornal Folha Zona Oeste, mês de maio, um tecladista (considerado o mais
rápido do Brasil,  que toca mais vezes po por segundo) afirmou ter se
apresentado em vários paises do mundo, mas nenhuma vêz no Rio de Janeiro,
tão pouco em Campo Grande, sua terra natal. Qual seria o impedimento? a
polítca elitista que não reconhece o talento, mas sim, as possibilidades de
negócios com o dinheiro publico, sempre bem vindas às grandes empresas.

Um abraço































2009/6/23 Phadha Phada <[email protected]>

> Sera que o Brasil precisa mesmo de um Ministerio da Cultura  ?
> Eu sinceramente nao vejo  necessidade alguma. Juntamente com o ministerio
> dos
> esportes eh uma das pastas mais inuteis do governo federal.
>
> E essas porcarias de leis  do tipo Rouanet deveriam acabar com todas.
> No lugar poderiam  criar  festivais, mostras todas   competitivas onde
> os melhores colocados garantiriam   premios  para financiar suas
> producoes.
>
> Eh claro que os julgamentos seriam mas polemicos do que apuracao de
> escola de samba..
> Mas pelo menos existiria um criterio competitivo e mais justo do que o
> atual.
>
> flw
> fabio padilha.
>
>
>
>
> "Ministério não tem vocação para irmã Dulce", diz Juca Ferreira
> Publicidade
>
> MARCIO AITH
> da Folha de S.Paulo
>
> "Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O
> ministério não tem vocação para irmã Dulce ou para Madre Teresa de
> Calcutá." Com essas palavras o ministro da Cultura, Juca Ferreira,
> indicou à Folha que irá rever a decisão que proibiu produtores do
> músico Caetano Veloso de captar patrocínio da Lei Rouanet para
> divulgar o novo CD do artista, "Zii e Zie".
>
> Em reunião em maio, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC)
> decidiu que o projeto, no valor de R$ 2 milhões, não precisa da
> Rouanet por ser comercialmente viável.
>
> A CNIC é um órgão colegiado que pertence ao Ministério da Cultura. O
> ministro pode, a seu critério, rever as decisões da comissão. Ferreira
> negou ter sofrido pressões da empresária Paula Lavigne, ex-mulher e
> empresária de Caetano, para que a decisão fosse revertida: "Ela não
> fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou qual critério tinha
> sido utilizado para Caetano que ela não percebia que tinha sido usado
> para outras pessoas". Leia a seguir a entrevista.
>
> Folha - O sr. vai rever o veto a Caetano Veloso?
>
> Juca Ferreira - A produção de Caetano entrou com o recurso, que vai
> ser analisado pelo ministério. Estou acompanhando. Evito ao máximo
> rever decisões da CNIC. Só quando ocorre um erro muito contundente
> procuro chamá-los à razão.
>
> Folha - Que erro foi esse?
>
> Ferreira - O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um
> critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem
> nenhum critério que diga que os artistas bem-sucedidos não podem ter
> seus projetos aprovados, e nem a nova deverá ter. No ano passado,
> quando eu intervim para aprovar o show da Maria Bethânia [a CNIC
> também tinha negado acesso da cantora à Rouanet], já tínhamos aprovado
> projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em
> todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem
> critérios legais.
>
> Folha - A empresária Paula Lavigne pressionou-lhe para rever a decisão
> sobre Caetano?
>
> Ferreira - Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou
> qual critério tinha sido utilizado para Caetano que ela não percebia
> que tinha sido usado para outras pessoas. Eu, da mesma maneira que
> ela, também estranhei. Eu e Caetano nem tratamos do assunto.
>
> Folha - Sobre o que o senhor conversou com Caetano?
>
> FERREIRA - Falamos de uma série de coisas, menos do projeto. Eles
> [Caetano e Paula Lavigne] têm agido com uma delicadeza enorme. Eu é
> que estou mobilizado porque esse assunto surge neste momento final de
> discussão para a reforma da Lei Rouanet. Estamos ganhando a opinião
> pública, trazendo os artistas para uma escala de confiança maior. E
> não é justo que [a CNIC] tome essa decisão. Podem estar querendo me
> atritar com Caetano. Estão tentando arregimentar artistas consagrados
> contra a reforma.
>
> Folha - O senhor diz que não há critério legal para negar o projeto de
> Caetano Veloso. Se não existe critério, por que musicais como "Peter
> Pan" e "Miss Saigon", e exposições como "Leonardo da Vinci" e "Corpo
> Humano" foram negados?
>
> Ferreira - Não vou aqui discutir casos. Frequentemente há erros, eu
> tenho dito isso. É justamente a falta de critérios que cria ambiente
> para julgamentos subjetivos. Um dos objetivos da reforma da lei é
> adotar critérios previamente legitimados pela discussão pública.
>
> Folha - Não há uma contradição entre o espírito da reforma da Lei
> Rouanet, baseada no uso de dinheiro público para quem precisa, e a
> decisão de estender a lei a Caetano, um artista consagrado?
>
> Ferreira - De modo algum. O show já está em turnê, cobrando um preço.
> Seus produtores se dispuseram a reduzi-lo para pouco menos da metade
> se for incorporado dinheiro público. Ao que parece, o ingresso cairia
> para R$ 40 inteira, e R$ 20 meia. Isso possibilita a ampliação de
> pessoas na plateia. Atende a uma demanda nossa, a de que um artista
> bem-sucedido amplie seu público. Não é contraditório. Queremos uma
> política cultural sólida, mas não faremos isso sem os grandes artistas
> brasileiros.
>
> A única coisa que apontamos é que, da maneira como a lei é hoje, os
> artistas novos, de diversos Estados, não têm acesso à lei. Não sou
> masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério
> não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um
> artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para
> uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os
> preços de um espetáculo popular. Deve-se avaliar economicamente cada
> projeto, o que hoje a lei sequer prevê.
>
> A discussão não está aí.
>
> Folha - Qual é a discussão?
>
> Ferreira - Mais de 20% dos recursos da lei vazam por meio de serviços
> de "garantias", assim, com aspas, de aprovação de projetos no
> Ministério e de captação em departamentos de marketing de empresas. A
> sociedade não aguenta mais negociações por baixo da mesa
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Gilberto José Muniz
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