Fui  no site do MINC e encontrei os dados relacionados
 a capacitacao de recurso através da Lei de Mecenato.
As informacoes sao referentes ao ano de 2008 pois em 2009 só tem dados
ate fevereiro.


Artes Ciencias: 136 milhoes
Artes Integradas: 132 milhoes
Artes Visuais: 62 milhoes
Audio Visual: 107  milhoes
Humanidades(nao sei o que querem dizer com isso): 99 milhoes
Musica: 192 milhoes
Patrimonio Cultural: 95 milhoes
Total: 804 milhoes.


Nao vejo retorno nenhum deste investimento, nao percebo  nenhuma
melhora na area cultural do pais.
Esses volumes  que o governo federal concentra e destina boa parte
´para os grandes medalhoes, encherem o bolso e manterem suas
estruturas milhonarias.
Deveriam ser administrados  a nivel regional  para qualificar  e
estruturar as acoes culturais das regioes a nivel municipal.

O que esse MINC faz é distribuir milhoes para os medalhoes e
distribuir algumas migalhas  para algum  rancho fundo.
Dessa forma sempre tera como se defender.


fabio padilha(gangaz)


Em 24/06/09, kellynha 10<[email protected]> escreveu:
> Caríssimos, raramente posto mensagens, mas preciso externar meu
> descontentamento com o amigo fábio. Que infelicidade dizer que o MIC é
> dispensável...
> Participo juntamente com milhares de brasileiros de uma herença cultural
> tradicionalíssima em meu estado _MG, que somente agora, nesta gestão
> do MINC recebeu espaço. A cultura poplar nunca foi tratada, a nivel
> de politicas públicas como se percebe agora. Estamos longe do ideal, e,
> extinguir o MINC seria sepultar  os avanços (pequenos, mas
> significativos)que tivemos até agora. Portanto, sugiro que se informem
> melhor do alcançe e da sistemática de ações,neste caso do MINC, antes de
> explanarem seus desafetos. Não sou a dona da verdade, respeito a postura de
> todos, mas é preciso um mínimo de propriedade para se opinar sobre qualquer
> assunto.
>
>
>
>
>
> Kellynha 10!
>
> " Deus sempre abre um caminho onde não existe caminho"
>
> --- Em qua, 24/6/09, Eugenio Raggi <[email protected]> escreveu:
>
>
> De: Eugenio Raggi <[email protected]>
> Assunto: Re: [S-C] Vamos acabar com o MINC
> Para: "Caio Dias" <[email protected]>
> Cc: [email protected]
> Data: Quarta-feira, 24 de Junho de 2009, 9:38
>
>
> Caros,
>
>
> Vou tentar analisar a questão por dois pontos:
>
> 1. Quem disse o que disse a partir da leitura de uma entrevista (ainda
> mais da forma como as perguntas foram colocadas pela Folha) desconhece
> a figura de Juca Ferreira. Não o conheço pessoalmente. Mas conheço um
> pouco da história. Juca Ferreira não é um ninguém. Trata-se de um
> batalhador histórico da cultura brasileira. Homem culto, agudamente
> sensível, emotivo demais às vezes e - principalmente - totalmente
> despido de preconceitos culturais. Juca não é homem de partido e não
> tem padrinho político. Foi indicado por Gilberto Gil, mas não possui
> qualquer vínculo com o PV, muito menos com o PT. É dos poucos
> ministros técnicos deste governo. Não loteou cargos e trabalha com
> assessores de carreira ou outros técnicos da área cultural; gente
> totalmente desvinculada de partido político. É funcionário concursado
> do MinC, caso raríssimo nesse governo ou em qualquer outro.
>
> Portanto, o MinC não está partidarizado e aparelhado como ocorre nos
> Esportes, onde o PCdoB simplesmente montou uma infra-estrutura de
> partido dentro do ministério.
>
> 2. Não penso que a música, como produto, deva sobreviver às custas de
> repasse de recursos públicos. A música é um produto. Ela se vende.
> Daí, não vejo a menor necessidade em artistas como Caetano captarem
> recursos de renúncia fiscal. Mas acho que é imoral, não ilegal. Já que
> a lei não exclui a música, muito menos o artista consagrado.
>
> O exemplo de que a música não precisa desse tipo de estratégia está no
> Calypso. Musicalmente acho uma lástima (mas isso é apenas meu gosto
> pessoal, não uma verdade da estética cultural), mas em termos de auto
> financiamento do artsita é uma aula.
>
> O Calypso produz, grava e vende seus própios CDs e DVDs, com preços
> entre 4,0 e 10,00. Isso mesmo: CD original a 4 reias. Sem gravadora,
> sem loja de disco, com venda em banca e em shows. Um sucesso.
> Lembrem-se que também não se locupletaram  de campanhas políticas. O
> sucesso do Calypso coincide com a proibição dos showmícios pela
> legislação. O Calypso não comparece a rodeios, festas e exposições.
> Eles mesmos organizam seus shows, sempre individuais.
>
> Enfim, há bons exemplos na área de sobrevida do músico em tempos de
> downloads e pirataria.
>
> É só mexer o esqueleto e trabalhar.
>
> Abs,
>
> Eugenio
>
>
>
>
>
> 2009/6/24 Caio Dias <[email protected]>:
>> "O samba bem merecia
>>
>> Ter ministério algum dia
>>
>> Então seria ministro, Paulo César Batista Farias"
>>
>> Abs
>> Caio
>>
>> -----Mensagem original-----
>> De: [email protected]
>> [mailto:[email protected]] Em nome de Phadha Phada
>> Enviada em: terça-feira, 23 de junho de 2009 20:14
>> Para: [email protected]
>> Assunto: [S-C] Vamos acabar com o MINC
>>
>> Sera que o Brasil precisa mesmo de um Ministerio da Cultura  ?
>> Eu sinceramente nao vejo  necessidade alguma. Juntamente com o ministerio
>> dos
>> esportes eh uma das pastas mais inuteis do governo federal.
>>
>> E essas porcarias de leis  do tipo Rouanet deveriam acabar com todas.
>> No lugar poderiam  criar  festivais, mostras todas   competitivas onde
>> os melhores colocados garantiriam   premios  para financiar suas
>> producoes.
>>
>> Eh claro que os julgamentos seriam mas polemicos do que apuracao de
>> escola de samba..
>> Mas pelo menos existiria um criterio competitivo e mais justo do que o
>> atual.
>>
>> flw
>> fabio padilha.
>>
>>
>>
>>
>> "Ministério não tem vocação para irmã Dulce", diz Juca Ferreira
>> Publicidade
>>
>> MARCIO AITH
>> da Folha de S.Paulo
>>
>> "Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O
>> ministério não tem vocação para irmã Dulce ou para Madre Teresa de
>> Calcutá." Com essas palavras o ministro da Cultura, Juca Ferreira,
>> indicou à Folha que irá rever a decisão que proibiu produtores do
>> músico Caetano Veloso de captar patrocínio da Lei Rouanet para
>> divulgar o novo CD do artista, "Zii e Zie".
>>
>> Em reunião em maio, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC)
>> decidiu que o projeto, no valor de R$ 2 milhões, não precisa da
>> Rouanet por ser comercialmente viável.
>>
>> A CNIC é um órgão colegiado que pertence ao Ministério da Cultura.. O
>> ministro pode, a seu critério, rever as decisões da comissão. Ferreira
>> negou ter sofrido pressões da empresária Paula Lavigne, ex-mulher e
>> empresária de Caetano, para que a decisão fosse revertida: "Ela não
>> fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou qual critério tinha
>> sido utilizado para Caetano que ela não percebia que tinha sido usado
>> para outras pessoas". Leia a seguir a entrevista.
>>
>> Folha - O sr. vai rever o veto a Caetano Veloso?
>>
>> Juca Ferreira - A produção de Caetano entrou com o recurso, que vai
>> ser analisado pelo ministério. Estou acompanhando. Evito ao máximo
>> rever decisões da CNIC. Só quando ocorre um erro muito contundente
>> procuro chamá-los à razão.
>>
>> Folha - Que erro foi esse?
>>
>> Ferreira - O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um
>> critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem
>> nenhum critério que diga que os artistas bem-sucedidos não podem ter
>> seus projetos aprovados, e nem a nova deverá ter. No ano passado,
>> quando eu intervim para aprovar o show da Maria Bethânia [a CNIC
>> também tinha negado acesso da cantora à Rouanet], já tínhamos aprovado
>> projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em
>> todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem
>> critérios legais.
>>
>> Folha - A empresária Paula Lavigne pressionou-lhe para rever a decisão
>> sobre Caetano?
>>
>> Ferreira - Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou
>> qual critério tinha sido utilizado para Caetano que ela não percebia
>> que tinha sido usado para outras pessoas. Eu, da mesma maneira que
>> ela, também estranhei. Eu e Caetano nem tratamos do assunto.
>>
>> Folha - Sobre o que o senhor conversou com Caetano?
>>
>> FERREIRA - Falamos de uma série de coisas, menos do projeto. Eles
>> [Caetano e Paula Lavigne] têm agido com uma delicadeza enorme. Eu é
>> que estou mobilizado porque esse assunto surge neste momento final de
>> discussão para a reforma da Lei Rouanet. Estamos ganhando a opinião
>> pública, trazendo os artistas para uma escala de confiança maior. E
>> não é justo que [a CNIC] tome essa decisão. Podem estar querendo me
>> atritar com Caetano. Estão tentando arregimentar artistas consagrados
>> contra a reforma.
>>
>> Folha - O senhor diz que não há critério legal para negar o projeto de
>> Caetano Veloso. Se não existe critério, por que musicais como "Peter
>> Pan" e "Miss Saigon", e exposições como "Leonardo da Vinci" e "Corpo
>> Humano" foram negados?
>>
>> Ferreira - Não vou aqui discutir casos. Frequentemente há erros, eu
>> tenho dito isso. É justamente a falta de critérios que cria ambiente
>> para julgamentos subjetivos. Um dos objetivos da reforma da lei é
>> adotar critérios previamente legitimados pela discussão pública.
>>
>> Folha - Não há uma contradição entre o espírito da reforma da Lei
>> Rouanet, baseada no uso de dinheiro público para quem precisa, e a
>> decisão de estender a lei a Caetano, um artista consagrado?
>>
>> Ferreira - De modo algum. O show já está em turnê, cobrando um preço.
>> Seus produtores se dispuseram a reduzi-lo para pouco menos da metade
>> se for incorporado dinheiro público. Ao que parece, o ingresso cairia
>> para R$ 40 inteira, e R$ 20 meia. Isso possibilita a ampliação de
>> pessoas na plateia. Atende a uma demanda nossa, a de que um artista
>> bem-sucedido amplie seu público. Não é contraditório. Queremos uma
>> política cultural sólida, mas não faremos isso sem os grandes artistas
>> brasileiros.
>>
>> A única coisa que apontamos é que, da maneira como a lei é hoje, os
>> artistas novos, de diversos Estados, não têm acesso à lei. Não sou
>> masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério
>> não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um
>> artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para
>> uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os
>> preços de um espetáculo popular. Deve-se avaliar economicamente cada
>> projeto, o que hoje a lei sequer prevê.
>>
>> A discussão não está aí.
>>
>> Folha - Qual é a discussão?
>>
>> Ferreira - Mais de 20% dos recursos da lei vazam por meio de serviços
>> de "garantias", assim, com aspas, de aprovação de projetos no
>> Ministério e de captação em departamentos de marketing de empresas. A
>> sociedade não aguenta mais negociações por baixo da mesa
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