Fabio, vc é minha voz após várias cachaças e eu sou a cachaça após teu
discurso. Ô Cabra bom!
Esta é a roda que roda desde a badalada e decantada ditadura. Assim foi e assim
será. Os caras são os mesmos.
Abraços Fraternos
Ary
________________________________
De: Phadha Phada <[email protected]>
Para: Eugenio Raggi <[email protected]>
Cc: kellynha 10 <[email protected]>; tribuna fórum
<[email protected]>
Enviadas: Quarta-feira, 24 de Junho de 2009 19:14:10
Assunto: Re: Re: [S-C] Vamos acabar com o MINC
Se eu estivesse no lugar do Juca, todo mes iria conferir se meu
salario de ministro esta sendo depositado em dia.
Quando voce ocupa uma pasta figurativa, nao adianta querer inventar
moda, pois só vai fazer o que nao deve.
Esses dias eu parei no canal Brasil, e estava passando um filme da XUXA.
Em apenas 2 minutos que perdi anotei as seguintes empresas:
Agrale, suvenil, posto ipiranga, coca-cola, caloi, Kibon. É claro que
nao assisti todo o filme mas no final devia estas nos creditos MINC.
Agora como é facil conseguir uma audiencia atraves de teleconferencia
pra tomar satisfacao das acoes administrativas do ministro : Viram a A
ex mulher do ex-exilado:
"Em entrevista à Folha no último dia 12, Ferreira sinalizou que a
decisão seria reformada, mas negou que Paula Lavigne o tivesse
pressionado. ‘Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e
perguntou qual critério tinha sido utilizado para Caetano, que ela não
percebia que tinha sido usado para outras pessoas.’"
Será que o seu Juca é tao acessivel assim com todos os brasileiros.Me
passa o telefone do home que vou ligar: Ai Juquinha libera uns 10
mangos,
pra eu colocar meu boi de mamao na rua...
flw
fabio Padilha(gangaz)
Em 24/06/09, Eugenio Raggi<[email protected]> escreveu:
> Gangaz,
>
>
> Respeitosamente, eu fico pensando o que você faria de tão diferente se
> estivesse no lugar do Juca Ferreira.
>
> Na maioria dos casos(99,9999%) os projetos são aprovados pelo
> conselho, que pode ser vetado pelo ministro em casos extremos.
>
> É claro que há uma escressência na aprovação dos projetos culturais.
> Tem empresa especializada em criar "projetos com alto índice de
> aprovação".
>
> Penso que as empresas deveriam entrar apenas com patrocínio mesmo, sem
> renúncia fiscal. O correto seria pegar a grana da renúncia fiscal e o
> próprio MinC redistribuir, de acordo com os projetos.
>
> As leis nos estados e municípios são idênticas á Rouanet; e o vício
> permanece, independente da cor partidária de cada governo.
>
> Só penso que não se deve extinguir o ministério.
>
> Abs,
>
> Eugenio
>
>
>
>
>
> 2009/6/24 Phadha Phada <[email protected]>:
>> Fui no site do MINC e encontrei os dados relacionados
>> a capacitacao de recurso através da Lei de Mecenato.
>> As informacoes sao referentes ao ano de 2008 pois em 2009 só tem dados
>> ate fevereiro.
>>
>>
>> Artes Ciencias: 136 milhoes
>> Artes Integradas: 132 milhoes
>> Artes Visuais: 62 milhoes
>> Audio Visual: 107 milhoes
>> Humanidades(nao sei o que querem dizer com isso): 99 milhoes
>> Musica: 192 milhoes
>> Patrimonio Cultural: 95 milhoes
>> Total: 804 milhoes.
>>
>>
>> Nao vejo retorno nenhum deste investimento, nao percebo nenhuma
>> melhora na area cultural do pais.
>> Esses volumes que o governo federal concentra e destina boa parte
>> ´para os grandes medalhoes, encherem o bolso e manterem suas
>> estruturas milhonarias.
>> Deveriam ser administrados a nivel regional para qualificar e
>> estruturar as acoes culturais das regioes a nivel municipal.
>>
>> O que esse MINC faz é distribuir milhoes para os medalhoes e
>> distribuir algumas migalhas para algum rancho fundo.
>> Dessa forma sempre tera como se defender.
>>
>>
>> fabio padilha(gangaz)
>>
>>
>> Em 24/06/09, kellynha 10<[email protected]> escreveu:
>>> Caríssimos, raramente posto mensagens, mas preciso externar meu
>>> descontentamento com o amigo fábio. Que infelicidade dizer que o MIC é
>>> dispensável...
>>> Participo juntamente com milhares de brasileiros de uma herença cultural
>>> tradicionalíssima em meu estado _MG, que somente agora, nesta gestão
>>> do MINC recebeu espaço. A cultura poplar nunca foi tratada, a nivel
>>> de politicas públicas como se percebe agora. Estamos longe do ideal, e,
>>> extinguir o MINC seria sepultar os avanços (pequenos, mas
>>> significativos)que tivemos até agora. Portanto, sugiro que se informem
>>> melhor do alcançe e da sistemática de ações,neste caso do MINC, antes de
>>> explanarem seus desafetos. Não sou a dona da verdade, respeito a postura
>>> de
>>> todos, mas é preciso um mínimo de propriedade para se opinar sobre
>>> qualquer
>>> assunto.
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> Kellynha 10!
>>>
>>> " Deus sempre abre um caminho onde não existe caminho"
>>>
>>> --- Em qua, 24/6/09, Eugenio Raggi <[email protected]> escreveu:
>>>
>>>
>>> De: Eugenio Raggi <[email protected]>
>>> Assunto: Re: [S-C] Vamos acabar com o MINC
>>> Para: "Caio Dias" <[email protected]>
>>> Cc: [email protected]
>>> Data: Quarta-feira, 24 de Junho de 2009, 9:38
>>>
>>>
>>> Caros,
>>>
>>>
>>> Vou tentar analisar a questão por dois pontos:
>>>
>>> 1. Quem disse o que disse a partir da leitura de uma entrevista (ainda
>>> mais da forma como as perguntas foram colocadas pela Folha) desconhece
>>> a figura de Juca Ferreira. Não o conheço pessoalmente. Mas conheço um
>>> pouco da história. Juca Ferreira não é um ninguém. Trata-se de um
>>> batalhador histórico da cultura brasileira. Homem culto, agudamente
>>> sensível, emotivo demais às vezes e - principalmente - totalmente
>>> despido de preconceitos culturais. Juca não é homem de partido e não
>>> tem padrinho político. Foi indicado por Gilberto Gil, mas não possui
>>> qualquer vínculo com o PV, muito menos com o PT. É dos poucos
>>> ministros técnicos deste governo. Não loteou cargos e trabalha com
>>> assessores de carreira ou outros técnicos da área cultural; gente
>>> totalmente desvinculada de partido político. É funcionário concursado
>>> do MinC, caso raríssimo nesse governo ou em qualquer outro.
>>>
>>> Portanto, o MinC não está partidarizado e aparelhado como ocorre nos
>>> Esportes, onde o PCdoB simplesmente montou uma infra-estrutura de
>>> partido dentro do ministério.
>>>
>>> 2. Não penso que a música, como produto, deva sobreviver às custas de
>>> repasse de recursos públicos. A música é um produto. Ela se vende.
>>> Daí, não vejo a menor necessidade em artistas como Caetano captarem
>>> recursos de renúncia fiscal. Mas acho que é imoral, não ilegal. Já que
>>> a lei não exclui a música, muito menos o artista consagrado.
>>>
>>> O exemplo de que a música não precisa desse tipo de estratégia está no
>>> Calypso. Musicalmente acho uma lástima (mas isso é apenas meu gosto
>>> pessoal, não uma verdade da estética cultural), mas em termos de auto
>>> financiamento do artsita é uma aula.
>>>
>>> O Calypso produz, grava e vende seus própios CDs e DVDs, com preços
>>> entre 4,0 e 10,00. Isso mesmo: CD original a 4 reias. Sem gravadora,
>>> sem loja de disco, com venda em banca e em shows. Um sucesso.
>>> Lembrem-se que também não se locupletaram de campanhas políticas. O
>>> sucesso do Calypso coincide com a proibição dos showmícios pela
>>> legislação. O Calypso não comparece a rodeios, festas e exposições.
>>> Eles mesmos organizam seus shows, sempre individuais.
>>>
>>> Enfim, há bons exemplos na área de sobrevida do músico em tempos de
>>> downloads e pirataria.
>>>
>>> É só mexer o esqueleto e trabalhar.
>>>
>>> Abs,
>>>
>>> Eugenio
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> 2009/6/24 Caio Dias <[email protected]>:
>>>> "O samba bem merecia
>>>>
>>>> Ter ministério algum dia
>>>>
>>>> Então seria ministro, Paulo César Batista Farias"
>>>>
>>>> Abs
>>>> Caio
>>>>
>>>> -----Mensagem original-----
>>>> De: [email protected]
>>>> [mailto:[email protected]] Em nome de Phadha Phada
>>>> Enviada em: terça-feira, 23 de junho de 2009 20:14
>>>> Para: [email protected]
>>>> Assunto: [S-C] Vamos acabar com o MINC
>>>>
>>>> Sera que o Brasil precisa mesmo de um Ministerio da Cultura ?
>>>> Eu sinceramente nao vejo necessidade alguma. Juntamente com o
>>>> ministerio
>>>> dos
>>>> esportes eh uma das pastas mais inuteis do governo federal.
>>>>
>>>> E essas porcarias de leis do tipo Rouanet deveriam acabar com todas.
>>>> No lugar poderiam criar festivais, mostras todas competitivas onde
>>>> os melhores colocados garantiriam premios para financiar suas
>>>> producoes.
>>>>
>>>> Eh claro que os julgamentos seriam mas polemicos do que apuracao de
>>>> escola de samba..
>>>> Mas pelo menos existiria um criterio competitivo e mais justo do que o
>>>> atual.
>>>>
>>>> flw
>>>> fabio padilha.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> "Ministério não tem vocação para irmã Dulce", diz Juca Ferreira
>>>> Publicidade
>>>>
>>>> MARCIO AITH
>>>> da Folha de S.Paulo
>>>>
>>>> "Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O
>>>> ministério não tem vocação para irmã Dulce ou para Madre Teresa de
>>>> Calcutá." Com essas palavras o ministro da Cultura, Juca Ferreira,
>>>> indicou à Folha que irá rever a decisão que proibiu produtores do
>>>> músico Caetano Veloso de captar patrocínio da Lei Rouanet para
>>>> divulgar o novo CD do artista, "Zii e Zie".
>>>>
>>>> Em reunião em maio, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC)
>>>> decidiu que o projeto, no valor de R$ 2 milhões, não precisa da
>>>> Rouanet por ser comercialmente viável.
>>>>
>>>> A CNIC é um órgão colegiado que pertence ao Ministério da Cultura.. O
>>>> ministro pode, a seu critério, rever as decisões da comissão. Ferreira
>>>> negou ter sofrido pressões da empresária Paula Lavigne, ex-mulher e
>>>> empresária de Caetano, para que a decisão fosse revertida: "Ela não
>>>> fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou qual critério tinha
>>>> sido utilizado para Caetano que ela não percebia que tinha sido usado
>>>> para outras pessoas". Leia a seguir a entrevista.
>>>>
>>>> Folha - O sr. vai rever o veto a Caetano Veloso?
>>>>
>>>> Juca Ferreira - A produção de Caetano entrou com o recurso, que vai
>>>> ser analisado pelo ministério. Estou acompanhando. Evito ao máximo
>>>> rever decisões da CNIC. Só quando ocorre um erro muito contundente
>>>> procuro chamá-los à razão.
>>>>
>>>> Folha - Que erro foi esse?
>>>>
>>>> Ferreira - O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um
>>>> critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem
>>>> nenhum critério que diga que os artistas bem-sucedidos não podem ter
>>>> seus projetos aprovados, e nem a nova deverá ter. No ano passado,
>>>> quando eu intervim para aprovar o show da Maria Bethânia [a CNIC
>>>> também tinha negado acesso da cantora à Rouanet], já tínhamos aprovado
>>>> projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em
>>>> todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem
>>>> critérios legais.
>>>>
>>>> Folha - A empresária Paula Lavigne pressionou-lhe para rever a decisão
>>>> sobre Caetano?
>>>>
>>>> Ferreira - Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou
>>>> qual critério tinha sido utilizado para Caetano que ela não percebia
>>>> que tinha sido usado para outras pessoas. Eu, da mesma maneira que
>>>> ela, também estranhei. Eu e Caetano nem tratamos do assunto.
>>>>
>>>> Folha - Sobre o que o senhor conversou com Caetano?
>>>>
>>>> FERREIRA - Falamos de uma série de coisas, menos do projeto. Eles
>>>> [Caetano e Paula Lavigne] têm agido com uma delicadeza enorme. Eu é
>>>> que estou mobilizado porque esse assunto surge neste momento final de
>>>> discussão para a reforma da Lei Rouanet. Estamos ganhando a opinião
>>>> pública, trazendo os artistas para uma escala de confiança maior. E
>>>> não é justo que [a CNIC] tome essa decisão. Podem estar querendo me
>>>> atritar com Caetano. Estão tentando arregimentar artistas consagrados
>>>> contra a reforma.
>>>>
>>>> Folha - O senhor diz que não há critério legal para negar o projeto de
>>>> Caetano Veloso. Se não existe critério, por que musicais como "Peter
>>>> Pan" e "Miss Saigon", e exposições como "Leonardo da Vinci" e "Corpo
>>>> Humano" foram negados?
>>>>
>>>> Ferreira - Não vou aqui discutir casos. Frequentemente há erros, eu
>>>> tenho dito isso. É justamente a falta de critérios que cria ambiente
>>>> para julgamentos subjetivos. Um dos objetivos da reforma da lei é
>>>> adotar critérios previamente legitimados pela discussão pública.
>>>>
>>>> Folha - Não há uma contradição entre o espírito da reforma da Lei
>>>> Rouanet, baseada no uso de dinheiro público para quem precisa, e a
>>>> decisão de estender a lei a Caetano, um artista consagrado?
>>>>
>>>> Ferreira - De modo algum. O show já está em turnê, cobrando um preço.
>>>> Seus produtores se dispuseram a reduzi-lo para pouco menos da metade
>>>> se for incorporado dinheiro público. Ao que parece, o ingresso cairia
>>>> para R$ 40 inteira, e R$ 20 meia. Isso possibilita a ampliação de
>>>> pessoas na plateia. Atende a uma demanda nossa, a de que um artista
>>>> bem-sucedido amplie seu público. Não é contraditório. Queremos uma
>>>> política cultural sólida, mas não faremos isso sem os grandes artistas
>>>> brasileiros.
>>>>
>>>> A única coisa que apontamos é que, da maneira como a lei é hoje, os
>>>> artistas novos, de diversos Estados, não têm acesso à lei. Não sou
>>>> masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério
>>>> não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um
>>>> artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para
>>>> uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os
>>>> preços de um espetáculo popular. Deve-se avaliar economicamente cada
>>>> projeto, o que hoje a lei sequer prevê.
>>>>
>>>> A discussão não está aí.
>>>>
>>>> Folha - Qual é a discussão?
>>>>
>>>> Ferreira - Mais de 20% dos recursos da lei vazam por meio de serviços
>>>> de "garantias", assim, com aspas, de aprovação de projetos no
>>>> Ministério e de captação em departamentos de marketing de empresas. A
>>>> sociedade não aguenta mais negociações por baixo da mesa
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