marca do que há de mais reacionário no Brasil... lembrem-se de quê o maxixe
era quase coisa do demônio no início do séc. XX... No Brasil, e pra ser mais
específico, no samba e outras manifestações populares, a música está
diretamente ligada à dança... a musicalidade é experimentada através do
movimento... imaginem os terreiros de samba sem o "requebro das cadeiras"? e
um forró sem o bate coxa? um terreiro de candomblé sem as giras?

isso, na inha opinião, é resquício da bossa nova! alguém aqui já viu uma
roda de bossa? ou um aniversário com churrasco cerveja e bossa? difícl né...
a bossa desafricanizou o samba! adoro os bossa novistas, uns mais e outros
menos, mas isso é relatado pelo guerra peixe que achava que a bossa nova
seria o inseticida pra batucada desenfreada do samba! palvras dele...

eles harmonizaram muito o samba, deixaram de lado as "baixarias" do 7
cordas... o pandeiro, o tamborin, o surdo... ou seja, todo o molejo africano
cultivado pela galera que vivia em meio as matrizes culturais de raiz
africana!

música pra se ouvir, requeruma certa dose de razão... intelectualidade,
frugalidade, discernimento... a bossa nova foi feita, criada, pra ser ouvida
com racionalidade... já ouviram desafinado?? é o manifesto bossanovista
musicado!

música pra se dançar afasta o "povo", porque no brasil só o povo que é burro
ou vota mal, da razão! dançar, requebras as cadeiras não requer razão! a não
ser ballet... mas samba??!!

as vezes algumas pessoas não entendem, ou não admitem, que a cultura popular
brasileira fortemente influenciada pela matriz africana ( e que não nega a
matriz) tenha uma relação tão simbiótica com o movimento corporal...  e tão
bela!!
por isso na década de 70/80, assim como elton medeiros afirma, as gafieiras,
elitizadas, tornaram-se uma ode aos passos marcados dominio de dançarinos e
estudiosos de "salão"...

hj no democraticos, aqui no Rio, antiga gafieira, só se dança o forro cheio
de piruetas e voltas...


mas e o miudinho?? o samba no pé? a malemolência??  ali vcs não encontrarão
isso... ou dificilmente...

não estou naturalizado espaços e decendencias individuais e sim culturais,
vinculadas a experiencia! e cada um pode e deve, experimentar o que quiser,
aonde quiser...

essa é a riqueza do Brasil...

tanto o escutation como o rebolation

Em 1 de maio de 2010 17:03, Eugenio Raggi <[email protected]>escreveu:

> Gente do Samba,
>
> Na última quinta, no "Sem Censura" da Leda Nagle, o Dori apresentou uma
> canção inédita.
>
> A canção por si só requer mais análise. Sou capaz de afimrar que a música
> nem é tão genial assim e que Mestre Dori desafinou, mas isso é outra
> história. Um dos convidados comentou sobre a tristeza e beleza da letra.
> Outro sobre a tristeza da melodia, no que Dori sapecou:
>
> -  Eu só faço música triste. Só falta agora eu tocar agora  e alguém sair
> "requebrando as cadeiras".
>
>
> Leda Nagle disse que Dori é da turma do "Escutation", não do "Rebolation".
>
> Será que é isso mesmo?
>
> Dançar uma música é diminuí-la mesmo?
>
> Dori tem razão?
>
>
> Abs,
>
> Eugenio
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Pablo Mattos
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