Eae Pessoal !!!

 

Aqui em Porto Alegre acontece um fenômeno parecido.

Existem basicamente 3 rodas de samba mais tradicionais: Projeto Resgate,
Central do Samba e Instituto Brasilidades, o qual eu faço parte.

 

Cada uma dessas rodas tem uma característica: O Resgate só toca samba de
terreiro e alguns da época do rádio e é sempre acústico, o Central é uma
roda fechada só toca quem tem a camiseta ou é convidado, e o Brasilidades é
uma roda que acontece no meio da rua, de graça, e toca sambas e autores não
divulgados na mídia ou que não é de conhecimento do grande público,
incluindo sambas de terreiro, da Bahia, partido alto, época do rádio e tudo,
além de jongos, ijexás e outras cositas mais que vão saindo. 

 

Quando resolvemos unir as rodas, nos adequamos uns aos outros. Por exemplo:
Nós do Brasilidades e o Resgate fizemos uma roda juntos onde o Resgate abriu
mão de tocar só samba de terreiro e nós abrimos mão de tocar plugados. 

 

Mas isso serve para ilustrar que cada roda tem o seu ritual. Tem a sua
característica. E isso tem que ser entendida e respeitada. Claro que quem
vai à roda quer ouvir, quer cantar junto, quer participar. Mas acredito que
uma roda de samba  transcende somente o lado do  “show”, do “espetáculo”. É
um ritual. E tem que ser entendido e respeitado. Independente do que ocorre.

 

Abs,

 

Rodrigo Fileh

Instituto Brasilidades - RS

 

 

De: [email protected]
[mailto:[email protected]] Em nome de Marcus Vinicius
Caldeira
Enviada em: quinta-feira, 26 de agosto de 2010 09:33
Para: Ricardo Brigante; haroldo ( Banda da Barra )
Cc: [email protected]
Assunto: [Bulk] [S-C] Res: Blog do Terreiro Grande

 

Ricardo,

 

olhando por este viés realmente a idéia é excelente e a roda foi boa. Mas,
só curtiu quem pode chegar cedo e pode ficar ao lado da roda (menos de 20%
dos que estavam presentes, pois estava cheio para caramba). 

 

Eu, particularmente, não consegui ouvir um samba se quer. Saí frustrado, até
por que adoro o Samba da Ouvidor e me planejei o tempo inteiro para ir,
inclusive levei umas 10 pessoas comigo, pois sempre divulgo a roda. Todos
que foram comigo, sairam chateados.

 

Acho que o músico tem que pensar sempre no seu público. Nem todo mundo é
purista, pós-doutor em samba e etc. Muita gente vai lá na certeza de que tem
excelentes músicos, sambas antológicos, ambiente bom num lugar maravilhoso.
Outros, apenas para curtir tranquilo um sabadão à tarde ouvindo um excelente
samba. Tem gente que vai inclusive, só por causa das cabrochas (faz parte).
Mas, o que une todos, de fato, é a música, que tem que ser escutada por
todos.

 

Com todo respeito, a ideia foi boa, mas erraram na mão. Como eu, muita
gente, mas muita gente mesmo, saiu frustrado. Para fazer do jeito que foi
feito, ou não divulga ou faz em lugar com acústica.

 

De qualquer maneira, parabéns pelo excelente trabalho. O samba da Ouvidor,
sem desmerecimento com as demais, é a melhor roda do Rio de Janeiro,
portanto do mundo (risos).

 

Marcus Vinicius Caldeira de Lima

8560-8068

 

 

 

  _____  

De: Ricardo Brigante <[email protected]>
Para: haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
Cc: [email protected]
Enviadas: Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 9:09:18
Assunto: Re: [S-C] Blog do Terreiro Grande

É Haroldo...depende de como você vê as coisas.

 

Sambistas de São Paulo e Rio de Janeiro reunidos, fazendo uma grande roda de
confraternização na rua, cantando sambas esquecidos no tempo, uns ainda
inéditos. Samba na rua, de graça, no alcance de todos, sem nenhum tipo de
restrição, traduzindo na forma mais clara a expressão eternizada por Candeia
de que a arte é livre e aberta. Samba sem nenhum viés comercial ou
financeiro, samba pelo samba. Samba direto, sem rodeios, misturando músicos
e amadores. Tenha certeza que isso é coisa muito rara hoje em dia. Talvez
não aconteça nem em MARTE. Acho que você não teve tanta sorte assim de não
ter ido.

 

Um abraço,

 

Ricardo Brigante (Samba da Ouvidor)

 

 

 

2010/8/25 haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>

Ufa ! Que custo pra conseguir ter a minha senha reconhecida ! Complementando
o texto anterior,acho que ligar ou não o som e uma questão de criterio.Se
vai rolar num ambiente tipo Bip Bip,não ha nececidade.Mas na Ouvidor lotada
me parece  que a razão não falou mais alto.Se,de todo,o grupo não amplifica
por ser essa uma de suas caracteristicas,estava tocando no lugar erado.O
pessoal,tal como em outras rodas que lotam,quer cantar,participar,soltar os
bichos,aplaudir.Sair de casa,pagar a cerveja cara,enfrentar a super lotaçao
e não ouvir nada,caraca isso e coisa que não acontece nem em marte !!!Sorte
minha que não pude ir.Abraços,Haroldo


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