Realmente não há confusão quanto à licença que usei, a minha intenção era
usar a FDL, porém não foi adaptada à jurisdição brasileira.

Eu não acrescentei o NC (Não comercial), por eu achar essa restrição
antipática por não ver vantagem nenhuma em proibir o uso, seja para o que
for, como se envolver dinheiro fosse algo necessariamente ruim. Aliás é
exatamente com a manutenção e cursos pagos que as pessoas ganham dinheiro
com Software Livre.

Lamento muitíssimo o projeto BrOffice.org aconselhar o uso desta
restrição... como eu já coloquei aqui, seria o mesmo em relação aos
Softwares Livres, de não poderem ser usados em empresas comerciais.

Até agora não vi nenhum bom argumento a favor do NC. O que ouvi é que "não
priorizamos o lucro", mas não priorizar lucro não é o mesmo que ser contra
ganhar dinheiro, por que impedir de pessoas de terem um sustento financeiro
com o trabalho intelectual que você fez? Eu ficaria muito feliz se eu
soubesse que uma obra minha, além de alimentar o intelecto de alguns, também
ajudou a alimentar o estômago de alguém.

Aconselho a todos portanto a serem verdadeiramente livres, usem a Creative
Commons BY-SA. Sem o NC.


Júnior Madrigal
www.juniormadrigal.pro.br




Em 25/07/07, Gustavo Buzzatti Pacheco <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

   Prezado Alain,


   Logo, acredito que o prof. Júnior não tenha feito confusão alguma e
licenciou dessa forma por acreditar que essa era a melhor maneira de
divulgar o seu trabalho. Ele mesmo poderá detalhar se essa
interpretação é correta ou não se desejar.

   Agora, está correto licenciar uma documentação qualquer pela
Creative Commons BY-SA e não pela FDL?

   Eu acredito que sim, não há problema algum. Pela mesma argumentação
que usei anteriormente. A licença FDL
(http://www.gnu.org/licenses/fdl.txt) não possui tradução oficial para
o português e não é uma licença clara para o usuário final.

   A licença Creative Commons BY-SA, pelo contrário, apresenta uma
versão da licença para leigos de fácil entendimento tanto para o autor
quanto para o usuário final:
http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/br/

  Particularmente, eu recomendaria que o material do prof. Júnior
continuasse usando a Creative Commons BY-SA.

  Sds,
  Gustavo Pacheco.










> Alain
>
>
> Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:
>>
>> Prezado Alain,
>>
>>
>> Citando "Alain M." <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>
>>> Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:
>>>>
>>>>    É isso que o projeto BrOffice.org deseja?
>>>>
>>>>    Sim, é isso. Desejamos que os autores tenham gerência ao uso
>>>> comercial do material que é desenvolvido. Isso não significa
>>>> absolutamente que o uso comercial será negado, pelo contrário, a
>>>>  licença dá a possibilidade ao autor de participar dessa
>>>> utilização  e, inclusive, contribuir para que um projeto de
>>>> treinamento ou uma   publicação seja ainda melhor. Desejamos que
>>>> eles autorizem ou não  que o material seja usado num treinamento.
>>>>  Desejamos que os autores  autorizem ou não que uma revista
>>>> publiqueo seu material.
>>>
>>> Porque será que o própria SUN prefere uma licença "mais livre"?
>>
>> Você está falando de software ou documentação?
>>
>> A Sun não licencia documentação de forma "mais" ou "menos" livre, mas
>> sim da forma que lhe é mais conveniente.
>>
>> Em geral, os documentos publicados pela Sun, mesmo sobre softwares
>> licenciados pela GNU GPL, são restritivos. Alguns exemplos você
>> encontrará em:
>>
>> http://docs.sun.com/app/docs/prod/
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>>
>>> Vamos a um exemplo prático também: Vou fazer um curso, tem
>>> material  no site, em 5 partes em documentos diferentes. Ok,
>>> escrevo para cada  autor... recebo só duas respostas, e agora?
>>> Resultado: não posso usar.
>>>
>>> O que acontece é que muitos autores desaparecem, mudam de email, e
>>>   outras coisas próprias da internet. Imagine só isso após alguns
>>>  anos...
>>
>> Se o seu treinamento não tem fins comerciais, como num projeto de
>> inclusão digital, não há problema nenhum em você modificar e ampliar o
>> material de uma licença Creative Commons BY-NC-SA.
>>
>> Em relação ao contato, a preocupação que temos é que o projeto tenha
>> condições de manter o documento atualizado. A licença utilizada nos
>> garante isso sem problema algum. Os autores, por sua vez, são
>> contatados periodicamente para atualizações e vários deles, como o
>> Furusho, o Noelson, o Rômulos, e outros fazem parte do projeto
>> BrOffice.org com responsabilidades na organização de grupos de
>> usuários, subprojetos, etc... Isso faz com que um contato qualquer
>> seja viabilizado.
>>
>> Enfim, o projeto dá ao autor a possibilidade de ser contatado e o
>> autor dá ao projeto a possibilidade de prosseguir atualizando a
>> documentação para fins não comerciais.
>>
>> Além disso, a documentação do projeto é extremamente volátil. Ela
>> envelhece e passa a ser inútil devido às mudanças funcionais e visuais
>> nas versões.
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>> Se a licença fôsse livre de verdade, não haveria esse problema.
>>
>> Depende do uso da licença. Se você se refere ao licenciamento GNU FDL
>> deve saber que existe a possibilidade de criação de Seções Invariantes
>> dentro do documento.
>>
>> Se o autor usar as seções invariantes exageradamente, pode
>> inviabilizar modificações no documento, sejam elas comerciais ou não,
>> com ou sem o contato com o autor. Isso pode gerar um documento cuja
>> atualização em parte ou no total pode conter seções inúteis ou
>> obsoletas, que não interessam nem ao revisor nem ao usuário.
>>
>> Por isso, inclusive, alguns autores questionam a validade da GNU
>> GPL como uma
>> licença "livre".
>>
>>
>>
>>
>>>
>>> Espero sinceramente que alguns AUTORES estejam acompanhando esta
>>> discussão ;-)
>>>
>>>>    Usando os termos da licença, o material pode ser distribuído,
copiado e
>>>> modificado para fins não-comerciais, o que é, justamente, o fim
>>>> dos projetos
>>>> de Inclusão Digital que necessitam de material didático para as
>>>> suas atividades.
>>>
>>> Não é bem assim. Se uma empresa terceirizada for contratada para
>>> fazer o treinamento e imprimir as apostilas, É QUEBRA DA LICENÇA !!!
>>
>>  Não é quebra de licença. O fato de um projeto de Inclusão Digital
>> não ter fins comerciais não significa que ele não remunere funções
>> intermediárias, como o trabalho de instrutoria, a infra-estrutura ou a
>> impressão dos manuais.
>>
>>
>>
>>
>>
>>>>   Segundo o autor, isso seria importante para ele. Ele havia
>>>> usado  o material em um treinamento da sua empresa de TI e
>>>> gostaria de  contribuir com o >>material para o projeto, mas
>>>> estava receoso de  modificações no seu material ou >>do uso do
>>>> mesmo por outras  empresas.
>>>
>>> Será que essa empresa não se beneficiou do software e documentação
>>>   livre? O que aconteceria se o comum fosse a FDL: a empresa
>>> usaria   trechos de vários >documentos prontos, faria uma apostila
>>> melhor  com  muito menos custo. E não >ficaria nem um pouco
>>> preocupadas de   divulgar!
>>
>> Seria ótimo, mas esse entendimento é complicado na prática. Como
>> expliquei no e-mail anterior, no caso da empresa que desejava utilizar
>> o material de Inclusão Digital desenvolvido por mim em uma base
>> Windows, existem empresas e empresas.
>>
>> A licença Creative Commons BY-NC-SA protege o autor contra usos
>> comerciais indiscriminados e não autorizados. Quando não há a harmonia
>> que todos nós desejaríamos, é necessário um regramento para que
>> liberdade não se confunda com libertinagem.
>>
>>
>>
>>
>>> Software livre também é aprender a DAR, principalmente quem já
>>> RECEBEU primeiro.
>>>
>>>>   Não, se o autor quiser publicar o seu documento em outro
>>>> licenciamento >>como FDL ou ODL, não há problema. Isso,
>>>> inclusive,  foi o que coloquei no meu >>último e-mail desta lista.
>>>
>>> Parece bom, mas na minha opinião não está funcionado. Basta ver o
>>>  que >aconteceu com o Autor que enviou a mensagem que reacendeu
>>> esta  thread: ele >especificou bem claramente que permitia uso
>>> comercial e  mesmo assim usou a CC.
>>
>> Não vejo problema na escolha da licença, ou qualquer relação com a
>> documentação do projeto.
>>
>> Creative Commons é uma família de licenças que permite que o autor
>> defina claramente o que ele deseja ou não. Dentro do projeto
>> BrOffice.org, recomendamos o uso da licença BY-NC-SA, (atribuição de
>> autoria, uso não comercial, compartilhamento pela mesma licença).
>>
>>  Se o autor em questão, o prof. Júnior, deseja o uso comercial da sua
>> apostila de Sistemas Operacionais, não há nenhum conflito em usar a
>> licença Creative Commons sem o atributo "NC".
>>
>>
>>
>>
>>> NMHO, seria mais útil a todos que o site indicasse o uso da FDL,
>>> porém *explicando* bem claramente quando é mais adequado o uso do
>>> CC  como segunda opção.
>>
>>  A escolha pela Creative Commons envolveu uma discussão sobre o
>> assunto. A licença Creative Commons BY-NC-SA escolhida e sugerida:
>>
>>   - protege o autor contra o uso comercial indevido;
>>   - permite a continuidade da documentação pelo projeto com fins não
>> comerciais;
>>   - está oficialmente em português;
>>   - é clara e fácil para o usuário final ler e entender;
>>   - possui regramento legal e um grupo de trabalho no Brasil que
>> estuda o desenvolvimento do uso da licença.
>>
>>  A licença GNU FDL:
>>   - não possui tradução oficial para o português;
>>   - não é clara e fácil para o usuário final ler e entender;
>>   - não protege o autor e o projeto contra o uso comercial indevido.
>>
>>  Por isso escolhemos e recomendamos o uso da Creative Commons.
>>
>>
>>>
>>> Pense na wikipédia, será que ela existiria se a licença não fosse
>>> 100% free?
>>
>>  Funciona como no BrOffice.org. Eles escolheram a licença que
>> consideraram mais adequada para o projeto.
>>
>>>
>>> Alain
>>>
>>
>>  Sds,
>>  Gustavo Pacheco.
>>


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Associacao Software Livre.Org - http://www.softwarelivre.org/

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