Oi Gustavo,O caso do autor desaparecido existe sim, é aquele que morreu, mudou de Email, etc. E tem um universo cheio deles: MS-DOS !!! tem lá um monte de programas e documentos que não podem mais ser distribuidos simplesmente porque o autor nunca achou que alquém ainda se interessaria pelo que escreveu depois de tanto tempo.
Nos últimos anos tem havido um número crescente de empresas e autores que quando descontinuam um produto antigo porque já não vende mais, se preocupam em liberar uma última versão livre. Uma postura muito simpática.
EU ESTOU SENDO MAL INTERPRETADO: não me preocupo com empresas que querem evitar abuso com material que custou caro. Eu quero é evitar que _contribuições_feitas_dentro_do_mais_puro_espírito_do_software_livre_ fiquem presas a uma licença restritiva porque o site:
A) não informa a diferença claramente B) induz ao uso da licença mais restritiva.Deveria ser o inverso, e as empresas que têm profissinais que compreendema diferença, usariam a licença mais adequada.
Alain Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:
Prezado Alain, Citando "Alain M." <[EMAIL PROTECTED]>:Prezado Gustavo, 1) Será que você nunca viu o caso de autor desaparecido?Minha constatação é simples, Alain: no BrOffice.org, o autor só não é encontrado se não quiser. Se for assim, o projeto respeitará sua decisão, mas continuará atualizando a documentação para uso não comercial. Por isso, não considero o argumento de um autor desaparecido suficiente para justificar a modificação na licença de uso sugerida. De fato, isso não aconteceu ainda no projeto. Aconteceram outras coisas, como o uso não autorizado e divergente dos objetivos do projeto, como comentei no meu primeiro e-mail, além de casos de omissão de autoria. Com a licença Creative Commons BY-NC-SA, os autores (e me incluo nesse grupo) podem participar do uso comercial do trabalho que foi desenvolvido e coibir usos indiscriminados do material, como no exemplo real que citei da empresa que intencionava utilizar apenas parte do material de Inclusão Digital (a que falava sobre o BrOffice.org) sobre um conteúdo de informática básica utilizando Windows, o que fugia completamente do escopo original do projeto. Ou do exemplo do consultor que fez o material mas somente o liberou para o projeto em formato ODT por entender que, ao disponibilizar a documentação sob a licença CC BY-NC-SA estava abrindo possibilidades de negócios vindas justamente das empresas que desejam utilizar o seu material para treinamentos e consultoria. Eu acho que você tem ótimas intenções, no entanto, não entendo porque você se preocupa com os interesses de empresas de treinamento que nem ao menos integram os esforços do projeto em detrimento do autor que, ao escolher a Creative Commons BY-NC-SA tem a possibilidade de participar de um bom projeto ou, ao menos, interferir na defesa do objetivo da sua documentação em projetos comerciais fora do escopo original.2)Se o seu treinamento não tem fins comerciais, como num projeto de inclusão digital, não há problema nenhumRe-explicando: a empresa que faz o trabalho pode ter sido CONTRATADA. Isto transforma a ação em uso comercial.Pois é, não necessariamente. Isso é óbvio que pode acontecer, mas a questão é caso a caso. Remuneração intermediária não quer dizer fins comerciais para o projeto, principalmente os de Inclusão Digital.3) A única coisa que eu gostaria é que a licença DEFAULT fôsse FDL (GPL) com as devidas para autores que tenham restrições.4) Lembra que a conversa recomeçou porque um dos autores fez questão de esclarecer que usou a licença do site mas fez questão de esclarecer que PODE usar para fins comerciais?A licença utilizada pelo prof. Júnior Madrigal *não é a licença Creative Commons BY-NC-SA do projeto BrOffice.org*. Basta fazer o download e ver o material. O prof. Júnior escolheu a licença Creative Commons BY-SA: Atribuição-Compartilhamento nos termos da mesma licença 2.5 Brasil O projeto BrOffice.org recomenda a Creative Commons BY-NC-SA: Atribuição-UsoNãoComercial-Compartilhamento nos termos da mesma licença 2.5 Brasil. O prof. Júnior escolheu uma licença que permite usos comerciais da sua documentação sem autorização prévia, bastando que seja atribuída a autoria e que os conteúdos modificados obedeçam a mesma licença. A diferença em relação à licença sugerida pelo BrOffice.org é que, no BrOffice.org, o uso comercial deve ser autorizado pelo autor. Logo, acredito que o prof. Júnior não tenha feito confusão alguma e licenciou dessa forma por acreditar que essa era a melhor maneira dedivulgar o seu trabalho. Ele mesmo poderá detalhar se essa interpretação é correta ou não se desejar.Agora, está correto licenciar uma documentação qualquer pela Creative Commons BY-SA e não pela FDL? Eu acredito que sim, não há problema algum. Pela mesma argumentaçãoque usei anteriormente. A licença FDL (http://www.gnu.org/licenses/fdl.txt) não possui tradução oficial para o português e não é uma licença clara para o usuário final.A licença Creative Commons BY-SA, pelo contrário, apresenta uma versão da licença para leigos de fácil entendimento tanto para o autor quanto para o usuário final: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/br/Particularmente, eu recomendaria que o material do prof. Júnior continuasse usando a Creative Commons BY-SA.Mas, enfim, apesar de não concordar com você, Alain, acho que temos uma possibilidade de transformar essa discussão em algo produtivo e positivo para o projeto.A origem de todo o debate foi uma dúvida que considero plenamente procedente e que diz respeito à documentação disponível no projeto.A documentação é aberta a qualquer licença que garanta ao projeto a continuidade de atualização do material, necessariamente distribuído em algum formato aberto. No entanto, não há detalhes do porque utilizamos determinada licença ou não.Acredito que tenhamos um trabalho pela frente. É o detalhamento de cada uma das licenças aptas a essa utilização (CC BY-NC-SA, CC BY-SA, FDL, ODL, etc...) tanto para o autor que contribui e tenha interesse em deixar claro o uso que deseja do material quanto para o leitor, que deve saber com clareza até onde o uso do material é possível.Isso pode ser feito com facilidade se tivermos páginas específicas para isso, do tipo "Como licenciar seu material" e outra do tipo "Como utilizar o material disponibilizado no projeto".Na página "Como licenciar o seu material", poderemos ter um link para cada licença e uma argumentação sobre a razão pela qual o autor. Com isso, podemos inclusive abrir mão de uma licença padrão, já que o autor poderá ter uma orientação conveniente do que escolher, disponibilizada na própria página da documentação.Obviamente, se você desejar, está convidado para escrever sobre as peculiaridades do uso da FDL numa documentação.Você, e qualquer outra pessoa que se sinta apta a isso, pode entrar em contato diretamente comigo através do meu e-mail.Sds, Gustavo Pacheco.Alain Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:Prezado Alain, Citando "Alain M." <[EMAIL PROTECTED]>:Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:É isso que o projeto BrOffice.org deseja?Sim, é isso. Desejamos que os autores tenham gerência ao uso comercial do material que é desenvolvido. Isso não significa absolutamente que o uso comercial será negado, pelo contrário, a licença dá a possibilidade ao autor de participar dessa utilização e, inclusive, contribuir para que um projeto de treinamento ou uma publicação seja ainda melhor. Desejamos que eles autorizem ou não que o material seja usado num treinamento. Desejamos que os autores autorizem ou não que uma revista publiqueo seu material.Porque será que o própria SUN prefere uma licença "mais livre"?Você está falando de software ou documentação? A Sun não licencia documentação de forma "mais" ou "menos" livre, mas sim da forma que lhe é mais conveniente. Em geral, os documentos publicados pela Sun, mesmo sobre softwares licenciados pela GNU GPL, são restritivos. Alguns exemplos você encontrará em: http://docs.sun.com/app/docs/prod/Vamos a um exemplo prático também: Vou fazer um curso, tem material no site, em 5 partes em documentos diferentes. Ok, escrevo para cada autor... recebo só duas respostas, e agora? Resultado: não posso usar.O que acontece é que muitos autores desaparecem, mudam de email, e outras coisas próprias da internet. Imagine só isso após alguns anos...Se o seu treinamento não tem fins comerciais, como num projeto de inclusão digital, não há problema nenhum em você modificar e ampliar o material de uma licença Creative Commons BY-NC-SA. Em relação ao contato, a preocupação que temos é que o projeto tenha condições de manter o documento atualizado. A licença utilizada nos garante isso sem problema algum. Os autores, por sua vez, são contatados periodicamente para atualizações e vários deles, como o Furusho, o Noelson, o Rômulos, e outros fazem parte do projeto BrOffice.org com responsabilidades na organização de grupos de usuários, subprojetos, etc... Isso faz com que um contato qualquer seja viabilizado. Enfim, o projeto dá ao autor a possibilidade de ser contatado e o autor dá ao projeto a possibilidade de prosseguir atualizando a documentação para fins não comerciais. Além disso, a documentação do projeto é extremamente volátil. Ela envelhece e passa a ser inútil devido às mudanças funcionais e visuais nas versões.Se a licença fôsse livre de verdade, não haveria esse problema.Depende do uso da licença. Se você se refere ao licenciamento GNU FDL deve saber que existe a possibilidade de criação de Seções Invariantes dentro do documento. Se o autor usar as seções invariantes exageradamente, pode inviabilizar modificações no documento, sejam elas comerciais ou não, com ou sem o contato com o autor. Isso pode gerar um documento cuja atualização em parte ou no total pode conter seções inúteis ou obsoletas, que não interessam nem ao revisor nem ao usuário.Por isso, inclusive, alguns autores questionam a validade da GNU GPL como umalicença "livre".Espero sinceramente que alguns AUTORES estejam acompanhando esta discussão ;-)Usando os termos da licença, o material pode ser distribuído, copiado e modificado para fins não-comerciais, o que é, justamente, o fim dos projetos de Inclusão Digital que necessitam de material didático para as suas atividades.Não é bem assim. Se uma empresa terceirizada for contratada para fazer o treinamento e imprimir as apostilas, É QUEBRA DA LICENÇA !!!Não é quebra de licença. O fato de um projeto de Inclusão Digital não ter fins comerciais não significa que ele não remunere funções intermediárias, como o trabalho de instrutoria, a infra-estrutura ou a impressão dos manuais.Segundo o autor, isso seria importante para ele. Ele havia usado o material em um treinamento da sua empresa de TI e gostaria de contribuir com o >>material para o projeto, mas estava receoso de modificações no seu material ou >>do uso do mesmo por outras empresas.Será que essa empresa não se beneficiou do software e documentação livre? O que aconteceria se o comum fosse a FDL: a empresa usaria trechos de vários >documentos prontos, faria uma apostila melhor com muito menos custo. E não >ficaria nem um pouco preocupadas de divulgar!Seria ótimo, mas esse entendimento é complicado na prática. Como expliquei no e-mail anterior, no caso da empresa que desejava utilizar o material de Inclusão Digital desenvolvido por mim em uma base Windows, existem empresas e empresas. A licença Creative Commons BY-NC-SA protege o autor contra usos comerciais indiscriminados e não autorizados. Quando não há a harmonia que todos nós desejaríamos, é necessário um regramento para que liberdade não se confunda com libertinagem.Software livre também é aprender a DAR, principalmente quem já RECEBEU primeiro.Não, se o autor quiser publicar o seu documento em outro licenciamento >>como FDL ou ODL, não há problema. Isso, inclusive, foi o que coloquei no meu >>último e-mail desta lista.Parece bom, mas na minha opinião não está funcionado. Basta ver o que >aconteceu com o Autor que enviou a mensagem que reacendeu esta thread: ele >especificou bem claramente que permitia uso comercial e mesmo assim usou a CC.Não vejo problema na escolha da licença, ou qualquer relação com a documentação do projeto. Creative Commons é uma família de licenças que permite que o autor defina claramente o que ele deseja ou não. Dentro do projeto BrOffice.org, recomendamos o uso da licença BY-NC-SA, (atribuição de autoria, uso não comercial, compartilhamento pela mesma licença). Se o autor em questão, o prof. Júnior, deseja o uso comercial da sua apostila de Sistemas Operacionais, não há nenhum conflito em usar a licença Creative Commons sem o atributo "NC".NMHO, seria mais útil a todos que o site indicasse o uso da FDL, porém *explicando* bem claramente quando é mais adequado o uso do CC como segunda opção.A escolha pela Creative Commons envolveu uma discussão sobre o assunto. A licença Creative Commons BY-NC-SA escolhida e sugerida: - protege o autor contra o uso comercial indevido; - permite a continuidade da documentação pelo projeto com fins não comerciais; - está oficialmente em português; - é clara e fácil para o usuário final ler e entender; - possui regramento legal e um grupo de trabalho no Brasil que estuda o desenvolvimento do uso da licença. A licença GNU FDL: - não possui tradução oficial para o português; - não é clara e fácil para o usuário final ler e entender; - não protege o autor e o projeto contra o uso comercial indevido. Por isso escolhemos e recomendamos o uso da Creative Commons.Pense na wikipédia, será que ela existiria se a licença não fosse 100% free?Funciona como no BrOffice.org. Eles escolheram a licença que consideraram mais adequada para o projeto.AlainSds, Gustavo Pacheco.------------------------------------------------------------- Associacao Software Livre.Org - http://www.softwarelivre.org/ --------------------------------------------------------------------- To unsubscribe, e-mail: [EMAIL PROTECTED] For additional commands, e-mail: [EMAIL PROTECTED]
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