Bruno Limmer escreveu:
Andre Cavalcante escreveu:
2008/5/3 Bruno Limmer <[EMAIL PROTECTED]>:

Lí algo parecido em algum lugar, e obviamente fiquei com a impressão
errada. O uso de libraries locais parece ser só para integração com o
desktop. Agradeço a correção. Chequei na Wiki do OO.o:

"OpenOffice.org 1.0 was criticized for not having the look and feel of
applications developed natively for the platforms on which it runs.
Starting with version 2.0, OpenOffice.org uses native widget toolkit,
icons, and font-rendering libraries across a variety of platforms, to
better match native applications and provide a smoother experience for
the user. There are projects underway to further improve this
integration on both GNOME[24] and KDE.[25]"

Isso quer dizer que o OO.o não usa a maioria das bibliotecas disponíveis
no SO, mas carrega as suas, o que aumentaria o tempo de carga mas
permite trabalhar em qualquer SO. É isso?

Correto em parte. Se voce pegar o OpenOffice ou BrOffice puro (baixados dos site do OpenOffice ou BrOffice) isso é verdade. Veja por exemplo o que eu esbarrei com a libstdc++ em http://www.openoffice.org/issues/show_bug.cgi?id=86389.

Acho que isso é feito por que não há como saber a priori se o sistema do usuário tem as bibliotecas nas versões necessárias (que alias é um problema que o Janelão não tem por que as bibliotecas DLL são padronizadas).

Já o OpenOffice incluidos nos release das distribuições linux usam as libs dos seus proprios sistemas e esse problema não ocorre.

Outros softwares também fazem a mesma coisa (Firefox, por exemplo). Via de regra o software que vem na distro é mais integrado ao sistema operacional da mesma (ainda bem...)


O java também pesa bastante, se quiser usar o Base e alguns
assistentes.

OOps, novamente. A máquina virtual em si não é muito, meros 32Mbytes, o que
pesa é que ela tem que fazer compilação sob demanda de bytecodes java em
bytecodes da máquina real. Aí é mais uma questão de processamento em si do
que de memória.

Aí me permito discordar, dado o contexo da questão original. O colega
mencionou 128 MB de memória. Depois de carregar o SO e o BrO, gastar
mais 32 MB com java certamente vai significar mais swap do que qualquer
um gostaria. Quando a máquina tem 512 MB, 1GB de memória, não faz
diferença, embora ainda há quem discorde (na mesma Wiki):

"Issues
OpenOffice.org has been criticized for slow start times and extensive
CPU and RAM usage in comparison to other competitive software such as
Microsoft Office. In comparison, tests between OpenOffice.org 2.2 and
Microsoft Office 2007 have found that OpenOffice.org takes approximately
2 times the processing time and memory to load an application itself
along with a blank file; and took approximately 4.7 times the processing
time and 3.9 times the memory to open an extremely large spreadsheet
file.[70] Critics have pointed to excessive code bloat and
OpenOffice.org's loading of the Java Runtime Environment as possible
reasons for the slow speeds and excessive memory usage. However, since
OpenOffice.org 2.2 the performance of OpenOffice.org has been improved
dramatically[71]."

Mas imagine o usuário de uma máquina modesta esperando 3 a 5 minutos
para o OOo abrir, fazendo swap o tempo todo, aí ele resolve criar um
documento com meia dúzia de figuras, algumas vinculadas à internet.
Tentei isso com o Vector Linux gold + OOo 2.0 num pentium 233 com 128 MB
de memória EDO e HD samsung de 1G (uma antiguidade no escritório que
funciona até hoje). O gerenciador de janelas até que é usável, mas o
openoffice fica super lento, lidar com qualquer arquivo um pouco maior é
um suplício. E o swap comendo... O gerenciador ajuda, mas o maior ganho
está em usar aplicativos leves (Abiword, talvez?).

Uma vez experimentei o fasterfox, que tem a maioria das funcionalidades
do firefox mas é MUITO mais rápido para abrir (porque não carrega várias
bibliotecas UNO, MONO ou coisa parecida). E isso numa máquina com 1GB de
memória. Depois que abriu, claro, não faz diferença.
Eu fico pensando na seguinte equação: (Horas gastas pra resolver isso + horas que deixo de faturar ao cliente) * preço de minha hora + tratamento de minhas coronárias >> valor de um novo hardware.

Mas há que faça isso por hobby, como fazem aqueles que restauram Ford Bigode, Puma Interlagos, Renault Gordini, DKW Vemagette, Aero Willys, etc... só curtição...


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