André, o documento do MPF/PB não refere-se ao formato do arquivo empregado, mas sim ao que fazem os softwares, refere-se ao fato de existirem programas tão eficientes quanto os pagos (MSOffice no caso), enfim, que executam as mesmas funções de forma tão eficiente quanto o outro.
Definitivamente não refere-se ao fato de "quem abre melhor arquivos .doc ou .docx", mas de que pode-se editar um texto ou criar planilhas de cálculo tanto quanto é possível fazê-lo com um programa pago. O legado por muitas vezes pode ser uma razão forte para justificar a aquisição, mas em muitos casos, este pode ser convertido para outros formatos melhor suportados e também pode-se manter um número reduzido de licenças MSOffice para garantias de acesso. Quanto ao material reecebido de fontes externas, também pode-se fazer o mesmo, ou melhor, assim como faz o SERPRO, o órgão poderia definir formatos para intercâmbio de documentos além dos formatos de uso interno ao órgão. É óbvio que o MSOffice abre melhor seus formatos nativos, mas abrí-los através de outros programas não é uma impossibilidade e se o custo disso for a perda de formatação no texto, sinceramente, não há porque pagar para fazer isso. De mais a mais, eficiência não traduz-se somente no fato de "abrir melhor" arquivos em seu formato nativo. A eficiência está em executar bem a função a que presta-se o programa, no caso, editar textos, criar planilhas ou elaborar apresentações, não simplesmente abrir arquivos. Quanto as funcionalidades e recursos avançados do MSOffice, certamente 90% ou mais dos usuários não os utilizam. Não há como justificar a despesa só porque meia dúzia dos mil funcionários utiliza os recursos mais avançados do MSOffice e que, definitivamente, não são essenciais para a atividade fim. Mais, se ambos dessem suporte total aos formados microsoft e opendocument, então, qual a justificativa de pagar por uma licença de uso ? Estás correto quando afirmas que deveríamos discutir o formato, e o melhor seria a adoção de padrões abertos, reconhecidos internacionalmente. Além de facilitar o intercâmbio, também garante acesso futuro ao legado. Mas, de fato, os padrões já estão definidos no ePING, documento que detremina padrões de interoperabilidade de governo eletrônico, e são de uso obrigatório para órgãos do poder executivo. Infelizmente, muitos dos órgãos públicos não respeitam as determinações contidas no documento e como tu dissestes, a recomendação do MPF/PB é conversa pra boi dormir. Até também, porque como disse, aquisições não são detreminações das sedes regionais desses órgãos, essas decisões vem da "matriz" em Brasília. e-PING http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade Download do e-PING: http://www.governoeletronico.gov.br/anexos/e-ping-versao-3.9 > PS.: Essa de dizer que o BrOffice abre .doc é besteira: > vale a estatística: > se ele abrir sem erro 50% é pouco. Se abrir 90% é razoável, daria para > se pensar, mas se ele não abre justamente aquele que tem os dados > consolidados do ultimo ano, esquece. Abre sim, e sem perdas. Uso em casa desde os tempos do StarOffice, antes da Sun adquirí-lo da StarDivision e acompanho seu uso onde trabalho há mais de quatro anos e não conheço relato de falhas ou perda de dados. No máximo, eventuais perdas de formatação no texto. Eventuais mesmo. Carlos B. Schwab Pelotas, RS Email: [EMAIL PROTECTED] Linux user #178140, since oct 1996. "Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo!!" - Raul Seixas "Quem come de tudo está sempre mastigando." - XSandro Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados http://br.maisbuscados.yahoo.com --------------------------------------------------------------------- To unsubscribe, e-mail: [EMAIL PROTECTED] For additional commands, e-mail: [EMAIL PROTECTED]
