Mais fatos supranormais parecidos — *SRA. BIRÉ47 — De Saint-Gemme de Plaine (França). Muito abalada pela morte de dois filhos. Quatro anos depois, vomita dois litros de sangue. Após cinco dias de coma por acidentes meningíticos graves, Marie Lucas, sra. Biré, de 42 anos de idade, ficou completamente cega com atrofia papilar dupla por degenerescência das fibras nervosas (além de paralítica de uma perna e de um braço). O diagnóstico, apresentado por oculistas eminentes, não deixava lugar para a mínima dúvida. Particularmente o diagnóstico do dr. Hilbert, ex-chefe de uma clínica de oftalmologia e da escola do prof. Planas. A sra. Biré, sumamente debilitada, em estado pré--agônico, foi levada a Lourdes apesar da oposição do seu médico. Várias síncopes na viagem. Várias síncopes em Lourdes.

Quando passa diante dela a procisS. com o Santíssimo, a sra. Biré, que estava deitada, senta-se e com voz débil diz que está vendo a Sma. Virgem. Ao tempo sangue escorrega dos seus lábios. E logo cai novamente desmaiada no carrinho de doente. A filha pensa que a mãe está morrendo. Mas instantes depois se incorpora de novo e afirma estar vendo lá, a alguma distância, a estátua de Nossa Sra. de Lourdes no côncavo da rocha. Descreve também sua filha, que fora pedir auxílio, vindo entre os condutores de uma padiola e entre enfermeiras que se aproximam para atendê-la. Está vendo tudo!

Aquela mesma tarde é examinada no Bureau de Constatações Médicas do Santuário. Entre os médicos presentes encontrava-se o célebre oftalmologista dr. Lainey, de Ruen. Examina conscienciosamente os olhos da sra. Biré, e com grande espanto constata que continua inalterada a dupla atrofia papilar. O espanto se estende a todos os médicos presentes, que querem observar por si mesmos aquele fato incrível: como é que a sra. Biré vê, se não pode ver?

No relatório, redigido pelo dr. A. Vallet, faz-se constar: "Pupilas brancas, nacaradas, desprovidas de qualquer coloração. As veias e as artérias, desviadas para o lado, acham-se adelgaçadas e absolutamente filiformes. A doente é vítima de uma atrofia branca do nervo ótico, de causa cerebral. Achando-se mais atrofiada a vista direita que a esquerda".

A sra. Biré sofre de atrofia branca. Esta doença é das mais graves, e reconhecida por todos os autores como sendo absolutamente incurável. E o famoso dr. Lainey insiste em que fisiologicamente ela não pode ver, mas vê; vê as pessoas e os objetos ao seu redor, lê o jornal perfeitamente, não apenas as manchetes, mas também o que está escrito com letra pequena.

Novo exame no dia seguinte. Nada mudou. Não poderia ver ("a marca"!). Mas vê normalmente. Pela mão do dr. Boissarie faz-se constar: "Foram tentadas as mais variadas experiências, ressaltando mais a peculiaridade, ou melhor, a maravilha do fenômeno". Do milagre "praeter naturam", "sem a natureza".

Simultaneamente melhorou consideravelmente o estado geral da doente. Apetite. Recuperação com incrível rapidez das forças.

*** Como no caso anterior, os racionalistas objetam: se fosse milagre, não continuaria a atrofia dupla.

— Podemos responder como no caso anterior. "Se fosse milagre", precisamente o fato de continuar a atrofia, em quem vê perfeitamente, valorizaria o milagre. Diríamos que Nossa Sra. de Lourdes alcança de Deus não só que a cega veja, senão que também, precisamente pela típica "marca", alcança tempo para maior facilidade de verificação, em benefício do sinal para a reflexão religiosa.

*** Só faltaria que alguém objetasse contra o milagre no seu conjunto, com o fato de a sra. Biré não haver recuperado instantaneamente, ao mesmo tempo que a viS., também as forças plenamente. E continuar muitíssimo magra.

— Como no caso anterior está em pauta a cura da cegueira. Não a recuperação instantânea e plena das forças e peso da sra. Biré! (ou a acuidade ótica).

Um mês mais tarde a sra. Biré é examinada em Poitiers por três especialistas: o mencionado dr. Lainey, o dr. R. Rubrech, de Bruges, e o dr. Creuzy, de Poitiers. Constataram que a sra. Biré, que antes "via, sem poder ver", agora "vê, podendo ver". É uma segunda etapa no milagre. Ou melhor: um outro milagre. A doença incurável está completamente curada. "Não encontramos mais nem sinal de atrofia do nervo ótico. A papila tinha em ambos os olhos a cor rosada; os vasos sanguíneos, o calibre normal. A papila reagia como conveniente à luz e à acomodação. Em suma: tudo está normal."

Como exigido em Lourdes pelos médicos do Bureau de Constatações, um ano mais tarde volta a sra. Biré. Nos registros, os médicos que a analisaram fazem constar: "A sra. Biré voltou em perfeito estado de saúde. Engordou 25 quilos. Vista excelente. O fundo do olho está normal. ViS. perfeita".

Pierre Gautier Um dos primeiros casos de curas de cegueira, em Lourdes, foi o de Pierre Gautier. Primeiro recuperou a viS.. Via apesar de que não poderia ver: "a marca". Milagre "praeter naturam". Só numa segunda etapa foi curado também o olho.

Henri Lebacq — Entre as primeiras curas em Lourdes recolhidas pelo dr. Boissarie48, organizador do laboratório médico daquele santuário, dois capítulos S. dedicados às curas de cegos. Entre elas uma semelhante às que agora nos interessam do ponto de vista de cegos curados "praeter naturam". Trata-se de Henri Lebacq, 29 anos. Ficou cego quando tinha 9 anos. O oftalmologista dr. Dransart acompanhou durante vinte anos a "cegueira incurável por atrofia dos nervos óticos". Em Lourdes, quando se aproxima o Smo. Sacramento, precisamente quando na procisS. se canta "Senhor, fazei que eu veja", Henri se levanta e grita: "Eu vejo".

Analisado no Bureau logo depois, indubitavelmente Henri Lebacq vê normalmente. E aqui também aparece a típica "marca": Vê apesar de que "as lesões do cristalino e do fundo de olho ainda existem (…) Restabelecida a função sem que o órgão fosse curado das lesões anatômicas". Quando Henri Lebacq voltou de Lourdes, o dr. Dransart constata desconcertado a viS. normal com a persistência das lesões oculares.

Com o Pe. Pio — Gemma Di Giorgio nascera sem pupilas. Muitos oftalmologistas foram consultados e todos declararam-na cega incurável. Já garotinha foi visitar o famoso capuchinho pe. Pio de Pietralcina. Instantaneamente, pela oração do frade, a cega de nascença recuperou a viS.. Em numerosas verificações, os oftalmologistas constatam que a freira Gemma di Giorgio enxerga normalmente. Mas constatam também, até estarrecidos, "a marca" de Lourdes: vê apesar de continuar sem pupilas! Ao menos até a idade de 30 anos, data da publicação jornalística do sensacional caso49.

Não creio necessário advertir que junto aos casos de cegos incuráveis que recuperaram a viS. sem cura fisiológica, e junto à purificação de águas sem usar instrumentos e instantânea, poderíamos citar outros muitos tipos de casos como exemplos de ambas modalidades de milagres "praeter naturam".

3º) "Contra Naturam"Segundo S. Tomás — S. Tomás explica o verdadeiro significado dessa expresS. no sentido de outra força superior que intervém de fora da natureza, permanecendo nesta intactas as leis: "O milagre se diz contra a natureza, sendo que na natureza permanece uma disposição contrária ao efeito operado por Deus; como outrora (Deus) conservou ilesos os jovens na fornalha, permanecendo puro no fogo o poder combustivo; ou como em outra oportunidade a água do Jordão se deteve (por poder de Deus), mas permanecia nela a lei da gravidade. E semelhantemente em outra oportunidade a Virgem deu à luz" por poder divino permanecendo Virgem50.

— Há muitos milagres de invulnerabilidade ao fogo, como vamos ver no fim deste mesmo capítulo. Mas nem tudo é milagre! A técnica para aparentar incombustibilidade (até o ponto em que é lícito divulgar sem violar este segredo profissional dos mágicos), assim como a pirovasia parapsicológica, extranormal, não supranormal ou milagrosa, deixamo-las para o livro "Os Fenômenos Místicos e a Parapsicologia".

— O exemplo bíblico da detenção das águas do Jordão o analisaremos no volume 3 desta mesma coleção sobre os milagres.

— O exemplo do Parto Virginal não vem ao caso plenamente, porque lhe falta em grande parte uma das características do milagre, o de ser perceptível, sendo-o unicamente para a Santíssima Virgem. Igualmente a Concepção Virginal. Foram milagres muito íntimos de Nossa Senhora para confirmar-Lhe a Revelação Divina na Anunciação, junto com os milagres da conceição de S. João Batista por Santa Isabel, e a cura da mudez de Zacarias. Tocamos o tema no livro "As Aparições. A Ciência Purifica a Fé".

[continua]
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