Estes percal�os (textos "codificados") acontecem devido a diferentes c�digos
para as letras usadas em diversos programas de texto.
Por isso a lista devia ter regras quanto aos c�digos utilizados. O outlook
express que vem com Internet Explorer 5 � autom�tico na descoberta da l�ngua
em que se escreve e costuma funcionar bem, mas outros programas n�o. Mas
pode estar mal configurado manualmente. Se algu�m da lista tiver problemas
deste g�nero, nomeadamente as letras acentuadas aparecerem ileg�veis, eu
posso ajudar se me explicarem bem o problema, isto por e-mail pessoal,
claro.
O futuro est� no Unicode, que resolver� todos os problemas da diversidade de
l�nguas na Internet (problemas de escrita, n�o de tradu��o, muito mais
complicados). S� que muitos programas ainda n�o o usam...
Jos� Lima
----- Mensagem original -----
De: Jacob Bettoni <[EMAIL PROTECTED]>
Para: <[EMAIL PROTECTED]>
Enviado: Domingo, 2 de Abril de 2000 20:57
Assunto: Re: [CLAP-PT] Milagres, a ci�ncia confirma a f� #5_b_de_g/35
Esta mensagem tamb�m est� vindo com caracteres estranhos. N�o consigo
l�-la. Tente reenvi�-la de outra forma.
Obrigado,
Bettoni
> Supranormal �?" Esta caracterÃstica é precisamente o que a
>parapsicologia quer frisar com o termo supranormal. Para falar-se em
>milagre, para poder-se de inÃcio admitir a possibilidade, por mais remota
>que possa parecer, de que o fenômeno se deve a força de fora do nosso
>mundo (= sobrenatural), tem de ser claramente superior ao normal,
>supranormal na terminologia da parapsicologia, que distingue entre
>extranormal, paranormal e supranormal. O termo supranormal foi introduzido
>na parapsicologia por Myers, um dos seus fundadores. "Permiti-me compor a
>palavra supranormal para aplicá-la aos fenômenos que se encontram além
>do que acontece ordinariamente (concordo), isto é, em virtude de leis
>psÃquicas que eu suponho desconhecidas" (discordo: isso é muito supor,
>é preconceito supor que todo fenômeno extraordinário necessariamente
>tem de dever-se a leis psÃquicas). "Esta palavra (supranormal) está
>formada por analogia com normal. Por fenômenos anormais designamos não
>os fenômenos contrários � s leis da natureza, senão os que nos
>apresentam estas leis sob uma forma inusitada e inexplicável." �?" Se
>fosse inexplicada, poderÃamos discutir�?�; mas se é inexplicável, como
>é que não seria supranormal no verdadeiro sentido de milagre? ***
>"Igualmente, um fenômeno supranormal não é para mim (?!) um fenômeno
>que excede � s leis da natureza (bem definido) porque em minha opinião
>até então não estudara ainda os fatos, simplesmente estava programando
>o estudo, e além disso estava num ambiente infeccionado (pelos
>racionalistas); tal fenômeno não existe (antes de estudá-lo? puro
>preconceito dos racionalistas!), senão o fenômeno pelo qual se
>manifestam leis superiores (concordo novamente), do ponto de vista
>psÃquico (sinônimo de parapsicológico), � s que regem na vida
>ordinária. E por superior �?" no sentido fisiológico ou psÃquico da
>palavra �?" entendo o que corresponde a uma fase mais avançada da
>evolução."13 �?" Com referência � s últimas palavras, novamente
>discordo: é que os chamados milagres só acontecem hoje? Hoje, quando ele
>supõe que estamos em "uma fase mais avançada da evolução humana". Como
>se vê, ao descrever o que se entende em parapsicologia por supranormal,
>Myers prejulgava e negava aprioristicamente os milagres, sem tê-los
>estudado. Até então não estudara ainda os fatos, simplesmente estava
>programando o estudo, e estava num ambiente infeccionado pelos
>racionalistas. Descartemos o preconceito, fica e guardemos o verdadeiro
>conceito de supranormal = um fenômeno que excede � s forças da natureza
>= milagre. Também os Filósofos �?" Como os teólogos modernistas,
>também muitos filósofos esquecem a caracterÃstica fundamental na
>definição de milagre. Como se percebe por exemplo na discusS. entre
>LEWIS14 e o prof. RAMSEY15. O mesmo errado conceito aparece nos
>apaixonados insultos contra o milagre lançados pelo prof. NOWELL-SMITH16
>e tantÃssimos outros exemplos que poderia citar. SUpranormal igual a
>normal! �?" Tão monstruosa contradição palpita hoje, entre outros
>erros, como concluS. modernista dos apriorismos dos antigos racionalistas:
>o milagre enquanto fenômeno seria um fato tão natural como outro
>qualquer. *** O milagre "não consiste em eliminar as causas segundas (da
>natureza) em benefÃcio da Causa Primeira (Deus). O milagre não pode estar
>em ruptura com as leis da natureza; pelo contrário, é uma expresS. mais
>perfeita das mesmas". *** E em outro lugar o mesmo conhecido teólogo
>brasileiro resume assim, sem crÃtica, o parecer hoje mais comum: "No
>milagre Deus faz agir as causas criadas (�?�), forças que operam no
>interior do plano da natureza. Em muitos milagres se pode constatar como
>as leis naturais S. colocadas (�?�) Assim os milagres de curar em geral
>não superam a possibilidade de uma cura natural"17. *** Ou na expresS.,
>também errada ou ao menos muito imprecisa, de outro conhecidÃssimo
>teólogo francês, o milagre seria no máximo uma mais intensa ação da
>natureza (dirÃamos, um fenômeno parapsicológico): "Quanto mais atua
>Deus (no suposto milagre), mais atua a criatura ela mesma com
>intensidade"18. �?" Certamente não. Do ponto de vista da parapsicologia
>(de todo esse conjunto de ramos da ciência que estuda os fenômenos �
>margem do comum), tal fenômeno, precisamente porque devido � s forças da
>natureza, pode ser extranormal e paranormal, mas não supranormal ou
>milagroso. �?" A distinção modernista, para eles meramente teórica,
>entre verdadeiro milagre �?" que segundo eles não haveria �?" e sinal ou
>prodÃgio mais ou menos admirável mas natural, rejeita-a nada menos que o
>maior dos parapsicólogos (se na sua época existisse esse nome),
>Próspero Lambertini ou Bento XIV. Para poder-se falar em milagre, o fato
>deve superar de alguma maneira o natural. Tratando-se de forças da
>natureza, poder-se-ia, no máximo, falar-se em Divina Providência
>especial (ou quarta classe de milagre): se Deus as utiliza de um modo que
>só Ele pode, como dono; mas não em milagre propriamente dito. Ou S.
>milagres ou não S.. Em si mesmas "as coisas naturais não podem ser sinais
>de ações sobrenaturais. Nem pode achar-se razão alguma de milagre
>naqueles sinais que ao menos quanto ao modo não sejam sobrenaturais. Do
>contrário seriam sinais ambÃguos (como provas de sobrenaturalidade),
>pois (�?�) poderiam surgir de (�?�) causas naturais"19. Desorientações e
>Dificuldades �?" Em nome da maioria dos teólogos de hoje, ingenuamente
>modernistas, Léon-Dufour, como concluS. das exposições pretensamente
>magisteriais dos colaboradores escolhidos no antes aludido "inquérito
>renovado", garante (atendamos no momento só ao que agora interessa, a
>caracterÃstica "efeito superior � natureza"): "Há que delimitar com
>rigor o que se entende por milagre. Se é verdade que o milagre consiste na
> transposição, num contexto religioso, de um limite aparentemente
>insuperável, não se pode esquecer que muitos prodÃgios não merecem a
>denominação de milagres no sentido próprio do termo. Não falo aqui,
>evidentemente, da extenS. das palavras aplicadas a toda sorte de
>manifestações maravilhosas. Mas inclusive as ações extraordinárias
>dos curandeiros, as performances dos iogues, tudo isso depende da técnica
>ou da parapsicologia. Em certos casos não aparece a relação a Deus
>requerida para todo milagre; em outros é o caráter surpreendente,
>inesperado, que falta; sempre falta um ou outro dos elementos da estrutura
>(do milagre)(�?�). �? no discernimento das condições necessárias que se
>encontra o reconhecimento do milagre". *** E resume: "O critério da
>excepcionalidade não é válido, o de superação do impossÃvel não é
>suficiente"20. �?" Durante séculos teologia, filosofia e ciências de
>observação coincidem em considerar no milagre, como essencial, que seja
>um fenômeno que "transponha" os extremos "limites" da natureza, que seja
>"insuperável" pela natureza, "superação do impossÃvel" para a
>natureza�?� Na realidade é reconhecido na própria "exposição
>magisterial" dos modernistas�?� �?" Mas percebe-se o impasse da teologia
>atual perante a parapsicologia. Lamentavelmente ainda S. poucos os
>teólogos que conhecem suficiente parapsicologia. Embora alguns a citem,
>como o próprio teólogo modernista Léon-Dufour, jesuÃta. Os
>pesquisadores, os teólogos modernistas não se negassem a estudar os
>fatos!; sem parapsicologia, em muitos fenômenos concretos não podem nem
>suspeitar onde estão os limites da natureza. �? possÃvel que seja
>precisamente porque estão apavorados por esse desconhecimento que se
>negam a estudar os fatos e fogem pela tangente com preconceitos teóricos.
>Irrefletidamente repetem os ataques mal-intencionados dos racionalistas.
>�?" Os fenômenos parapsicológicos humanos, "confrontados com o milagre
>cristão, têm-se mostrado muito diferentes. Mas a que se reduz finalmente
>e funcionalmente esta divergência?", os milagres superam as forças
>parapsicológicas da natureza ou do homem?, pergunta o grande
>parapsicólogo e grande especialista em milagres, o também jesuÃta pe.
>Tonquédec. A responder esta importantÃssima pergunta, fenômeno por
>fenômeno parapsicológico, deveremos dedicar uma grande parte desta
>coleção sobre os milagres. O pe. Tonquédec adianta: "Sem chegar a um
>conhecimento exaustivo, talvez seja possÃvel descobrir ao menos a que
>categoria geral de acontecimentos, a que gênero supremo pertencem" os
>diversos fenômenos naturais humanos, extranormais e paranormais em
>comparação com os milagres, análogos mas muito superiores,
>supranormais21. *** Sem conhecimentos de parapsicologia, a quase totalidade
>dos teólogos modernos �?" modernistas �?" deixou de lado o aspecto
>"superior � natureza" para cair nesse "contexto religioso", "relação a
>Deus", "condições necessárias" etc. �?" Que contexto? De qual entre as
>inumeráveis religiões? Que condições? Tudo isso é espantoso e
>ridÃculo subjetivismo. Se um fenômeno observável supera as forças da
>natureza, é sobrenatural (supranormal). Se o fato observável é causado
>por uma força sobrenatural é milagre (fato supranormal). �? apriorismo
>exigir, antes da concluS. da pesquisa, que seja relacionado com Deus
>�snico! Outros poderiam exigir que fosse relacionado com o deus budista
>(panteÃsmo), ou com algum dos inumeráveis deuses greco-romanos, ou com
>algum dos orixás e exus (suposta multidão de divindades ou potestades),
>ou com os espÃritos dos mortos, ou com os popularmente chamados
>demônios, ou com seja lá quem for! �?" Não dizem que o milagre é
>sinal? Sinal de que ou de quem? Isso só o poderemos saber após a
>verificação e análise do milagre. Só após a demonstração da
>existência e após a análise de milagres ou fatos supranormais, essas e
>quaisquer outras qualidades poderiam ser acrescentadas. A posteriori. Sem
>apriorismo. Por isso, um grande pensador católico moderno, o eminente
>biólogo Cuénot, dá uma lição aos teólogos modernistas, definindo o
>milagre implicitamente com uma cláusula suspensiva para o futuro: "O
>milagre na sua verdadeira acepção é um fenômeno exteriormente
>verificável, sempre extraordinário e inesperado, que faz por sua
>estranheza provocante um contraste tão nÃtido com a ordem habitual da
>natureza que se tende a atribuÃ-lo a uma Potência diferente do mundo,
>por exemplo o Deus dos cristãos ou dos espiritualistas (�?�), as
>religiões de todos os tempos tiveram seus milagres (�?�) como um
>argumento do sobrenatural (�?�) destinado a provocar ou confirmar a
>fé"22. Essa expresS. "se tende a atribuÃ-lo�?�" poderia traduzir--se
>como "oferece a possibilidade", "possivelmente" divino, ou espÃrita, ou de
> qualquer religião. Cabe � ciência verificar se esse fato aparentemente
> sobrenatural é na realidade sobrenatural. E num segundo passo verificar
>de que ser sobrenatural o milagre (ou fato supranormal) é realmente
>"assinatura" e, conseqüentemente, de que fé, entre tantas religiões, é
>incentivo ou confirmação. Não basta evidentemente que o fato seja
>surpreendente, extraordinário, incompreensÃvel. Há que descobrir a
>causa, a força que o realizou. Como meio a sério, meio humoristicamente
>expressa um dos aforismos do parapsicólogo Gustave Le Bon, "se
>chamássemos milagre tudo o que é incompreensÃvel, a vida de um ser
>qualquer deveria ser considerada um contÃnuo milagre"23. A mesma
>tradução ou glosa poderÃamos fazer na excelente definição que os
>membros da Societé de Philosophie, reunidos em 20 de julho de 1911,
>opuseram aos racionalistas durante a famosa polêmica: O milagre "é um
>fato surpreendente (�?�) que se produz fora da ordem habitual da natureza,
>e que é considerado como manifestação, no mundo, de uma ação
>intencional de ordem religiosa"24. Não basta que não se saiba explicar,
>que seja incompreensÃvel. Há que dar um passo a mais. Cabe � ciência
>verificar se de fato esse "é considerado" tem validez, como "ação
>intencional" sobrenatural (supranormal), de "fora�?� da natureza" agindo
>"no mundo" em benefÃcio de qual entre tantos sistemas "de ordem
>religiosa". [continua]
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