> Como pode ver muitos dos caracteres estao incompreenciveis. Seria
> posivel reescrever sem a acentuacao?
>
> Grato
>
> Joao Carlo Martins Dominguez
Pedindo desculpa por a minha mensagem ter seguido codificada em "Unicode (UTF-8)", o C�digo Internacional que permite o uso de muitas l�nguas dentro da mesma mensagem mas que alguns programas de correio ainda n�o suportam, em vez do habitual para a l�ngua portuguesa "Idiomas da Europa Ocidental".
Contudo, fui verificar o C�digo em que me chegam as mensagens do Fernando de Matos e tb elas v�m em "Unicode". Porque � que consegue ler as dele e a minha n�o? Ser� que o problema � outro?
Como �ltima hip�tese reenviarei a mensagem em "texto simples", com a desvantagem de n�o me permitir salientar nada a negrito e/ou it�lico.
 
Para os que usem o "Outlook Express 5" posso informar que, para que ele leia as mensagens em qualquer c�digo, se dever� em "Ferramentas", "Op��es", "Ler" e, ao fundo, "Defini��es internacionais" e depois desmarcar a caixa "Utilizar a codifica��o predefinida para todas as mensagens a receber". � que normalmente os computadores em Portugal t�m a codifica��o predefinida para "Idiomas da Europa Ocidental", de modo que se essa caixa estiver marcada, as mensagens que v�m com outra codifica��o s�o lidas como se fossem em "Idiomas da Europa Ocidental", originando caracteres irreconhec�veis, porque os c�digos usam n�meros diferentes para cada letra. Conforme acordado pelos especialistas, o Unicode ser� futuramente o c�digo �nico para qualquer l�ngua, j� que abrange j� todos ou quase todos os s�mbolos usados nas muitas l�nguas existentes.
 
Aqui vai novamente a mensagem:
 
 
----- Mensagem original -----
Enviado: Sexta-feira, 30 de Junho de 2000 1:22
Assunto: Re: [CLAP-PT] Milagres, a ci�ncia confirma a f� #19_b_de_b/35

Sendo padre cat�lico e procurando a verdade sobre os milagres, achei bem enviar � lista um "scan" do livro "Santos de Cada Dia", Ed. A.O. - Braga, do ano 1985, sobre a "Traslada��o da Santa Casa de Loreto", n�o coincidente com as afirma��es do P. Quevedo. Saliento a parte em que o "voo" da Santa Casa � considerado um facto n�o hist�rico. Algumas datas tb n�o coincidem com a narra��o do P. Quevedo. Fa�o notar que o mesmo livro, em geral inclinado a apresentar grande parte dos milagres como poss�veis "lendas", relata detalhadamente o milagre da Imagem da Sra de Guadalupe e considera-o um milagre cont�nuo e 100% hist�rico.
 
                      "10 DE DEZEMBRO

    Traslada��o da Santa Casa do Loreto

   Desde o s�culo XVI, a santa casa do Loreto, na J�lia, na Marca de
Ancona, � lugar ilustre de peregrina��o: a resid�ncia mesma da Virgem
Maria, trazida de Nazar� pelos anjos atrav�s do ar. Santos houve que a�
foram   rezar: Francisco Xavier, Francisco de Borja, Carlos Borromeo,
Luis Gonzaga,   Francisco de SaIes, Serafim de Montegranaro, Jos� de
Cuperrino, Lu�s  Maria Grignion de Montfort, Bento  Labre, Teresa do
Menino Jesus, testemunhas de devo��o a um santu�rio mariano no Oci
dente.
     N�o julgamos abalar as bases desta devo��o - pois ama-se Nossa
Senhora n�o por causa dos tijolos, da madeira e das  pedras dos seus
templus, mas porque ela � a M�e de Deus - notando que o facto da
traslada��o de Nazare para o Loreto n�o � defens�vel historicamente.
     Em   1470, uma bula de Paulo II celebrava no Loreto uma est�tua
da Virgem Maria trazida pelos anios para um edif�cio sem alicerces, "fun-
dado miraculosamente".
     Por 1472, um reitor da igreja do Loreto, Teramano, escreveu uma
noticia contando como a Santa Casa de Nazar� veio para perto de Fiume,
e depois para o Loreto. Nova not�cia em 1489 por um carmelita rcspon
s�vel pelo santu�rio, o beato Baptista Spagnuolo, chamado o Mantuano.
Em 1507, uma bula de J�lio II retomava estas narra��es ("piedosas creo
�as", diz ela), afirmando ter a casa vindo de Bel�m, o que � inexactn.
Erasmo, em 1525, comp�s uma missa para a Senhora do Loreto, com um
lindo intr�ito em hex�metros, mas sem alus�o ao voo da casa pelos c�us.
E em    1531, Jer�nimo Angelita dedicou a Clemente VII uma narra��o
muito circunstanciada da transfer�ncia da casa.
     Segundo estes  autores, ela chegou perto de Fiume em 1291, e a
Loreto em 1294. O sil�ncio geral, durante todo o s�culo XIV e todo o
s�culo XV, � surpreendente. Nada desta transfer�ncia numa bula de 1320
a respeito do Loreto. Mas dos milagres de  Lourdes e de F�tima bem
depressa se falou nos  respectivos pa�ses e no mundo inteiro. ï¿½ certo,
por�m, serem agora muito mais f�ceis as comunica��es do que eram na
Idade Antiga e na Idade M�dia No Oriente, nenhuma men��o duma santa
Casa em Nazar� antes do s�culo VI. Anteriormente a    1291, o que se
dizia da morada da Virgem Maria em Nazar� nada corresponde aquilo que
existe no Loreto: representava-se uma esp�cie de cripta com uma gruta.
A seguir logo a 1291, n�o se fala de voo. Para isto foi preciso esperar
pelos peregrinos ocidentais, ensinados pelo referido Angelita
     Igreja dedicada a Nossa Senhora existia no Loreto, a qual aparece
testemunhada em 1193-1194 e em 1285. � poss�vel que uma est�tua de
Nossa Senhora tenha sido trazida para l� por S�rvios cat�licos ao fugirem
� persegui��o, no fim do s�culo XIII, e que se tenha arranjado para tal
est�tua uma casa, chamada Nazar�, da mesma maneira que se construiram,
por toda a pane nos s�culos XIX e XX, grutas de Lourdes.
    Para sermos perfeitamente sinceros, acrescentamos que ouvimos serem
de igual constitui��o as pedras da chamada Santa Casa e rochas existen-
tes ainda agora em Nazar�.
    Encontramos   devo��es ou  cultos, que a Igreja reconheceu, tendo
embora   origens muito discut�veis; por exemplo,  os casos de  Santa
Filomena,  de Santa Teud�sia, de Compostela com   S. Tiago. E s� em
1669 foi a traslada��o da Santa Casa admitida no martirol�gio romano.
    Acrescentamos que, a 24 de Mar�o de 1920, o papa Bento XV cons-
tituiu Nossa Senhora do Loreto "principal Padroeira, junto de Deus, de todos os aeronautas."

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