*Give me a break!*

is portuguese your second language..... (by PSP)

o proximo da fila...


2010/8/25 Paulo Sérgio Pinto <[email protected]>

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>
> Sem entrar na essência do texto, altamente questionável, um bom filho da
> puta apronta cagadas diariamente, não semanalmente, mensalmente ou
> anualmente. Não sei se você percebe, mas ter que voltar a 1996 para
> encontrar um fato desabonador na biografia de alguém é altamente abonador
> para o pretenso vilão. Mesmo que o Merval tivesse toda a razão (ainda que
> este não seja o caso), onde é que está escrito que um homem não pode mudar
> de idéia em 14 anos?  Give me a break!
>
>
>
>  Merval Pereira novamente fantástico em sua coluna de hj... desconstrói
> Franklin Martins ao levantar uma declaração dele, de 1996, num episódio com
> Betinho... Franklin Martins nunca me enganou...
>
>   *Obsessão*
>
> Merval Pereira
>
> Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo
> brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para
> implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse
> sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em
> outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto
> de um futuro governo petista.
>
> Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo
> criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina
> regozijouse porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai”
> conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de
> comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais
> impressos e da TV.
>
> Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real
> objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista
> Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes,
> para controlar a opinião pública.
>
> Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o
> controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas,
> especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei
> da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada
> inconstitucional pela Justiça.
>
> Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais
> países, decidiu o Foro de São Paulo.
>
> Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para
> cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito
> especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.
>
> A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos
> sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que
> se desfazer de concessões de TV e rádio.
>
> O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de
> papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa
> clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.
>
> Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do
> Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é,
> preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora
> evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de
> expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é
> distorção dos fatos”.
>
> Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha
> interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.
>
> Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua
> obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando
> que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as
> emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.
>
> Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das
> chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um
> movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.
>
> Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da
> Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do
> final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional
> das Comunicações (Confecom), convocada por ele.
>
> Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de
> representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade
> de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de
> implantar o tal “controle social da mídia”.
>
> Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e
> participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como
> financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das
> emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e
> justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.
>
> Uma repetição de várias outras tentativas já feitas, e derrotadas pela
> rejeição da sociedade, de controlar o noticiário e de direcionar a produção
> cultural dentro de critérios fixados pelo próprio governo.
>
> Já relatei aqui na coluna, mas vale a pena repetir, as posições assumidas
> pelo mesmo Franklin Martins quando exercia a profissão de jornalista.
>
> *Num debate com o sociólogo Betinho, em junho de 1996, sobre o papel das
> ONGs, Franklin afirmava que “qualquer tentativa de contornar o Parlamento,
> ou de achar que se definem políticas públicas sem passar por ele, não é uma
> atitude democrática. Isso investiria contra a essência do Estado
> democrático, que é o voto”.
> *
> *Não é possível, segundo ele, “a pretexto de dar voz a esses interesses
> fragmentados, se criarem condições para que a vontade de pequenos grupos
> seja imposta, e o voto, base da democracia, acabe relativizado e deixado de
> lado”.
> *
> *Franklin achava que, “ao se apresentar como representante da sociedade
> civil e participar de reuniões com direito a voto, as ONGs negam o sistema
> representativo”.
> *
> E concluía seu pensamento: *“Não vejo a menor autoridade para que falem em
> nome da sociedade. Quem fala em nome da sociedade é quem tem voto para
> isso.”*
>
> A mesma pessoa que defendia que o Congresso fosse o ator principal das
> decisões sobre políticas públicas agora quer que esses “interesses
> fragmentados” tenham suas resoluções homologadas pela base parlamentar do
> governo.
>
> Seria investir contra a “essência do Estado democrático”, no qual quem
> decide em nome da sociedade é quem tem voto.
>
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>  
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