Bem, depende, né? Pode-se ter a mesma opiniao, seguindo a linha da coerência. Eu por exemplo, não concordo com uma linha do que o Plínio de Arruda escreve... mas admiro a coerência dele, o discurso que ele mantém. Ser coerente na linha de raciocínio então, seria uma forma engessada de pensar - mas enobrecedora. rs
Abs FG Em 25 de agosto de 2010 20:44, Paulo Sérgio Pinto <[email protected]>escreveu: > > > Não tenho orgulho disso, mas caso você não saiba, durante todos os 8 anos > do governo FHC, nunca escrevi uma única linha contra ele. Muito das grandes > irregularidades que perpetrou foram apenas manifestações de pragmatismo. > Escoladíssimo, sabia melhor do que ninguém que há uma grande distância entre > o que deve ser feito e o que pode ser feito. Tocou o bonde do jeito que pôde > e, ao final, apesar do descontrole nos últimos meses, considero que tenha > feito um governo na boa direção. Já falei aqui algumas vezes que considero o > Sarney o último presidente que tivemos com o pé no passado. Com o Collor > começou uma nova era e Itamar, FHC e Lula continuaram a levar o país no bom > caminho. > > Quanto ao discurso "estilingue x vidraça", é claro que são diferentes, de > acordo com a posição do orador. Você conhece algum caso onde ele foi mantido > quando ocorreu a alternância de estado? > > Só para você ver como minha análise é isenta, votei no Serra primeira vez > em que o Lula se elegeu. Depois, na segunda eleição, quando já tinha visto o > bom trabalho de que ele foi capaz, votei no Lula, não no "Picolé de Chuchu". > :-) :-) :-) > > Resumindo: só os fanáticos e os perfeitos idiotas nunca mudam de opinião. > Nem todos os fatos acontecem de acordo com as suas melhores ou piores > previsões. Engessar opiniões é um forte sintoma de deficiência mental. > > > Claro, PSP. Temos aqui o típico caso de uma mudança de comportamento > "estilingue x vidraça". Um discurso de qdo NÃO era governo e um discurso de > quando se É governo. > > Tenho certeza que quando FHC disse, lá pelos idos da década de 1990, > "Esqueçam o que eu escrevi", vc tambem tinha a mesma idéia de que não havia > mal algum mudar de opinião, correto? > > Abs > > FG > > >> >> 2010/8/25 Paulo Sérgio Pinto <[email protected]> >> >>> Sem entrar na essência do texto, altamente questionável, um bom filho da >>> puta apronta cagadas diariamente, não semanalmente, mensalmente ou >>> anualmente. Não sei se você percebe, mas ter que voltar a 1996 para >>> encontrar um fato desabonador na biografia de alguém é altamente abonador >>> para o pretenso vilão. Mesmo que o Merval tivesse toda a razão (ainda que >>> este não seja o caso), onde é que está escrito que um homem não pode mudar >>> de idéia em 14 anos? Give me a break! >>> >>> >>> >>> >>> Merval Pereira novamente fantástico em sua coluna de hj... desconstrói >>> Franklin Martins ao levantar uma declaração dele, de 1996, num episódio com >>> Betinho... Franklin Martins nunca me enganou... >>> >>> *Obsessão* >>> >>> Merval Pereira >>> >>> Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo >>> brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para >>> implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse >>> sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em >>> outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto >>> de um futuro governo petista. >>> >>> Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo >>> criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina >>> regozijouse porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” >>> conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de >>> comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais >>> impressos e da TV. >>> >>> Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real >>> objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista >>> Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, >>> para controlar a opinião pública. >>> >>> Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar >>> o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, >>> especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei >>> da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada >>> inconstitucional pela Justiça. >>> >>> Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais >>> países, decidiu o Foro de São Paulo. >>> >>> Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para >>> cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito >>> especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país. >>> >>> A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, >>> movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín >>> a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio. >>> >>> O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de >>> papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa >>> clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais. >>> >>> Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do >>> Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, >>> preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora >>> evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de >>> expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é >>> distorção dos fatos”. >>> >>> Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha >>> interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar. >>> >>> Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua >>> obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando >>> que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as >>> emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública. >>> >>> Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das >>> chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um >>> movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”. >>> >>> Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da >>> Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do >>> final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional >>> das Comunicações (Confecom), convocada por ele. >>> >>> Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de >>> representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade >>> de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de >>> implantar o tal “controle social da mídia”. >>> >>> Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e >>> participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como >>> financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das >>> emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e >>> justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais. >>> >>> Uma repetição de várias outras tentativas já feitas, e derrotadas pela >>> rejeição da sociedade, de controlar o noticiário e de direcionar a produção >>> cultural dentro de critérios fixados pelo próprio governo. >>> >>> Já relatei aqui na coluna, mas vale a pena repetir, as posições assumidas >>> pelo mesmo Franklin Martins quando exercia a profissão de jornalista. >>> >>> *Num debate com o sociólogo Betinho, em junho de 1996, sobre o papel das >>> ONGs, Franklin afirmava que “qualquer tentativa de contornar o Parlamento, >>> ou de achar que se definem políticas públicas sem passar por ele, não é uma >>> atitude democrática. Isso investiria contra a essência do Estado >>> democrático, que é o voto”. >>> * >>> *Não é possível, segundo ele, “a pretexto de dar voz a esses interesses >>> fragmentados, se criarem condições para que a vontade de pequenos grupos >>> seja imposta, e o voto, base da democracia, acabe relativizado e deixado de >>> lado”. >>> * >>> *Franklin achava que, “ao se apresentar como representante da sociedade >>> civil e participar de reuniões com direito a voto, as ONGs negam o sistema >>> representativo”. >>> * >>> E concluía seu pensamento: *“Não vejo a menor autoridade para que falem >>> em nome da sociedade. Quem fala em nome da sociedade é quem tem voto >>> para isso.”* >>> >>> A mesma pessoa que defendia que o Congresso fosse o ator principal das >>> decisões sobre políticas públicas agora quer que esses “interesses >>> fragmentados” tenham suas resoluções homologadas pela base parlamentar do >>> governo. >>> >>> Seria investir contra a “essência do Estado democrático”, no qual quem >>> decide em nome da sociedade é quem tem voto. >>> >>> > > > -- ---- FG
