O tostão contra o milhão:
Caseiro sofre mais investigação do que os violadores de sigilo

A Polícia Federal pediu ontem à Justiça Federal a quebra do sigilo 
telefônico e bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, que acusa 
o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de ter freqüentado a casa 
alugada por seus ex-assessores de Ribeirão Preto suspeitos de cor-
rupção. Com as informações, a PF pretende aprofundar a apuração sobre 
a origem dos R$ 25 mil que foram depositados numa conta do caseiro na 
Caixa Econômica Federal nos três primeiros meses do ano. 

A relação das ligações telefônicas deverá ser comparada com os dados 
da quebra do sigilo bancário de Francenildo, também já solicitada à 
Justiça. O caseiro, que alega ter recebido o dinheiro do pai bioló-
gico e já teve seu sigilo quebrado ilegalmente na CEF, também sofreu 
uma devassa no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), 
a pedido da Caixa. 

Por outro lado, só ontem, uma semana depois da violação a conta, a 
CEF disse ter identificado dois funcionários suspeitos de invadir a 
conta do caseiro — um dos dois teria cometido o crime. Mas a CEF não 
divulgou o nome dos dois, que devem ser ouvidos hoje pela PF. A CEF 
alegou inicialmente que precisaria de 15 dias para apontar os culpa-
dos, mas técnicos afirmaram que a instituição poderia descobrir o 
responsável em minutos. 

A decisão da PF de investigar Francenildo desagradou ao caseiro e a 
seu advogado, Wlício Chaveiro. Nildo, como o caseiro é conhecido, 
depôs ontem ao delegado Rodrigo Gomes, da PF. Chaveiro se queixou 
especialmente do Coaf, que enviou à PF relatório da Caixa apontando 
movimentação atípica na conta de Nildo. O caseiro, que recebe salário 
de R$ 700, tinha quase R$ 20 mil no último dia 16 deste mês. 

— O Coaf pediu investigação sobre as movimentações financeiras que 
evidenciam lavagem de dinheiro e prática de ato ilícito. Pode ser 
porque a mãe dele é lavadeira. Vai ver que sobrou dinheiro no bolso 
da calça dele e ela lavou — ironizou o advogado. 

Cercado de repórteres, Francenildo criticou o presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva, o ministro Antonio Palocci, a quem voltou a se referir 
como o "chefe", e sugeriu que a polícia tente descobrir também em 
quem ele votou nas últimas eleições presidenciais. Usando a terceira 
pessoa para falar de si mesmo, o caseiro disse que votou em Lula e 
que não prende repetir a opção nas eleições de outubro. 

— Queria que eles investigassem o meu sigilo eleitoral para ver em 
quem votou um simples caseiro, se foi num simples operário que está 
lá em cima — disse. 

Ele disse que, por enquanto, está satisfeito com o dinheiro que teria 
recebido do pai biológico, dono de uma empresa de ônibus em Teresina. 
Mas está na expectativa de ganhar mais. O caseiro e o advogado não 
gostaram, no entanto, de serem perguntados sobre a origem do 
dinheiro. Um repórter perguntou qual o recado que Nildo gostaria de 
mandar para o presidente Lula. Ele respondeu: 

— Agora é o tostão contra o milhão. 

Ele ironizou a decisão de Palocci de despachar no Palácio do Planalto 
nos últimos dias. Segundo Nildo, Lula está escondendo "o chefe". A PF 
quer saber se Nildo foi orientado ou recebeu dinheiro de algum polí-
tico para atacar Palocci na CPI dos Bingos. 


[O Globo]













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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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