negativo. São baderneiros. Gandhi e Walessa demonstraram que é possível um movimento popular bem-sucedido sem recorrer a qualquer tipo de violência.
On Wed, 7 Jun 2006 13:47:46 -0300 "ccarloss" <[EMAIL PROTECTED]> wrote: c> Kleber , c> c> O Reinaldo Azevedo comete os seus pecadilhos de avaliação mas no conjunto está coberto de razão. c> Só que Bruno Maranhão, Stédile, MST, MLST ou qualquer outro movimento que parta para ações como a de ontem têm uma origem e o nome dos culpados. c> A origem não vem de agora mas recrudesceu E Lula, seus asseclas do PT, a procuradoria geral da república, e os bandos organizados que se intitulam partidos, esses são o geradores da violência que só faz crescer e não há indícios que vá parar. c> É inútil prender cem, mil manifestantes se a cabeça que origina, permite, e abona a existência deles continuar existindo. É como um formigueiro em que se destrói as operárias mas deixa-se viva a rainha e as larvas. Elas ressurgirão e voltarão à atividade. c> Ou corta-se a cabeça e desfazem-se os tentáculos que dela brotam, ou não haverá solução. E o que temos visto até agora é a submissão à patifaria e às ações nocivas c> dos que comandam. c> Qualquer retrospecto histórico mostra que mudanças não são feitas sem sacrifícios, mártires e troca de flores. c> Infelizmente enveredamos por esse caminho. c> c> Carlos Antônio. c> c> c> ----- Original Message ----- c> From: <mailto:[EMAIL PROTECTED]>antonio kleber de araujo c> To: [EMAIL PROTECTED] ; [email protected] c> Sent: Wednesday, June 07, 2006 8:55 AM c> Subject: [gl-L] muito bom: Ensaio geral do segundo mandato c> c> c> c> Assunto: [Acrópolis] Ensaio geral do segundo mandato c> c> c> Por Reinaldo Azevedo c> c> Um governo determina a qualidade dos seus radicais ao c> escolher os seus c> moderados. Explico-me: os moderados, do ponto de vista c> lulo-petista, são c> as madres Teresas do MST, o movimento liderado pelo c> sr. João Pedro c> Stedile, que nem existência legal tem. Os radicais c> passam a ser, então, c> os democratas do MLST, chefiados, não por acaso, por c> um sujeito que c> pertence à direção nacional do PT: Bruno Maranhão, um c> jovem radical de c> 66 anos... c> c> Maranhão, sozinho, mereceria um tratado psicanalítico. c> Falo dele mais c> adiante. O relevante nessa história toda é que este c> senhor é o símbolo c> do compromisso de seu partido com a democracia c> representativa e com as c> instituições. Não é de hoje que promove arruaças e c> ações violentas. Ele c> comandou, por exemplo, a ocupação do Ministério da c> Fazenda ainda sob a c> gestão Palocci. Reitera-se: Maranhão não é um c> livre-atirador petista. c> Compõe a direção da legenda. É um velho conhecido de c> Lula. A sua c> pantomima de agora é um ensaio geral da revolução c> lulista que vem por c> aí. O Apedeuta só precisa de um segundo mandato. c> c> Existem os culpados pela ação desta terça e existem os c> responsáveis. Os c> culpados, claro, são os atores que comandaram o c> assalto a um dos Poderes c> constituídos da República. Os responsáveis são os c> senhores Luiz Inácio c> Lula da Silva, no papel de presidente da República - o c> Dom Giovanni da c> "elite branca" (by Cláudio Lembo)... - e seu Leporello c> com feições de c> Cyrano de Bergerac, Márcio Thomaz Bastos, que o c> coadjuva no Ministério c> da Justiça: o serviçal de luxo endossa todas as c> malas-artes, recheadas c> de imposturas constitucionais, de seu chefe encantador c> de madames e c> senhores politicamente corretos. c> c> Bastos é mesmo um poeta do direito. É o Ferrabrás das c> donas de butique, c> mas acaricia os cachos de Roxane do primeiro c> baderneiro que vê pela c> frente. É de sua lavra uma consideração escandalosa c> sobre a freqüência c> com que o MST esbulha a Constituição impunemente: c> segundo ele, é preciso c> uma "acomodação tática" da Carta. Ou seja: a lei não c> vale. c> c> Ora, por que o MLST não iria radicalizar se vê o c> tratamento que é c> dispensado a seu companheiro "moderado", o MST? c> Trata-se do movimento c> que destruiu o laboratório da Aracruz, que não esconde c> o seu intuito de c> ocupar terras produtivas, que pratica assalto c> organizado a caminhões que c> transportam alimentos, que invade pastos e mata c> animais, que destrói c> plantações que não considera adequadas à sua c> metafísica e que explicita c> seu caráter subversivo. c> c> O ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento c> Agrário, prestigiou a c> inauguração de uma tal Escola Florestan Fernandes, c> onde se ensinam as c> altas virtudes políticas e morais de humanistas como c> Mao Tsé-tung, Lênin c> e Che Guevara. Em Pernambuco, o movimento já chegou a c> jogar cocô na c> caixa d'água do Incra. Mais: em um acampamento de c> sem-terra, no Estado, c> um policial foi morto depois de barbaramente c> torturado. A imprensa c> dispensou uma floresta de celulose à morte da freira c> Dorothy Stang. c> Muito justo. A do policial não mereceu um eucalipto c> seco. Jaime Amorim, c> um dos lugares-tenentes de Stedile, já atacou até um c> navio de bandeira c> liberiana que transportava milho transgênico. É um ato c> terrorista. c> c> E o que aconteceu, até hoje, com essa turma que c> desrespeita, de forma c> organizada e sistemática, as leis? Nada! A "acomodação c> tática" de Cyrano c> faz com que não se aplique, por exemplo, a medida c> provisória antiinvasão c> de terra, que torna indisponíveis para a reforma c> agrária áreas invadidas c> e cria um cadastro de invasores contumazes. Está na c> lei votada pelo c> Congresso e referendada pelo Supremo Tribunal Federal c> - já que o próprio c> PT argüiu a sua inconstitucionalidade no Supremo, onde c> foi derrotado. Ou c> seja: Lula, Rossetto e Bastos são obrigados a cumprir c> a Constituição que c> lhes garante as prerrogativas de que gozam. Mas eles c> não a aplicam. c> c> Ao contrário: dão-lhe uma vistosa banana. Por que o c> MLST não pode, c> seguindo a lógica revolucionária, ainda que patética, c> avançar um pouco c> além do limite a que chegam seus colegas do MST? Se c> Cyrano e o Apedeuta c> podem conviver bem com um esbulho legal, por que não c> podem suportar o c> outro? c> c> Virtudes do banditismo c> Uma parcela dos políticos brasileiros está descobrindo c> as virtudes do c> banditismo. Há dias, Lula, que diz preferir escolas a c> presídios, como se c> houvesse aí uma antinomia, passou a mão na cabeça dos c> facínoras do PCC c> e, na prática, nos pediu a todos que compreendêssemos c> os motivos daquela c> brava gente. Segundo o presidente, quando esses agora c> bandidos tinham c> quatro ou cinco anos, faltou-lhes assistência. c> Entenderam? A culpa é da c> sociedade; é nossa. Os marginais estão apenas numa c> ação de reparação c> social. Alguns saem matando a esmo; outros queimam c> campos e derrubam c> cercas; outros ainda afundam crânios e matam c> policiais. E há, c> finalmente, quem decida fazer tudo isso ao mesmo c> tempo. c> c> Estamos assistindo ao ensaio geral da revolução c> lulista. Reitero: este c> tal Maranhão vive abrigado no regaço do PT. Ainda que, c> agora, seja c> entregue à lei, outros o substituirão na "nobre" c> tarefa partidária de c> emparedar as instituições. É a isso que se dedica a c> tal Secretaria c> Nacional de Movimentos Populares do partido. Estranho c> seria se a legenda c> tivesse uma Secretaria Nacional de Defesa do Estado de c> Direito. c> c> Hipocrisia c> O show de hipocrisia não tem limites. Foi divertido c> ver um comunista do c> Brasil, como Aldo Rebelo (PC do B-SP), dando voz de c> prisão à extrema c> esquerda que assaltava o Palácio de Inverno burguês. c> Entrem no site do c> PC do B, e vocês verão que Bruno Maranhão nada mais c> faz do que submeter c> a utopia do partido de Aldo a uma discreta aceleração. c> O site é bacana. c> Na última vez que vi, cantavam-se ainda as glórias da c> guerrilha do c> Araguaia, e havia documentos tratando Kruchev (sim, o c> próprio...) como c> traidor. Afinal, o PC do B continua fiel ao c> stalinismo... c> c> Os "movimentos sociais" que o PT coordena estão neste c> ponto da batalha c> com o Apedeuta disputando a reeleição e precisando, c> vejam só!, se c> esforçar para se mostrar um homem de confiança. É de c> supor como será c> depois se for reeleito, com um Congresso mais c> fragmentado do que é hoje c> - ainda que com menos partidos - e tendo, à matroca, c> de fazer ainda mais c> concessões do que faz hoje a tudo quanto é lobby, seja c> da direita c> cartorial, seja da esquerda doidivanas, eventualmente c> homicida. c> c> Este é o grande sinal emitido pelo governo Lula e que c> será a palavra de c> ordem de um eventual segundo mandato: tome, na c> porrada, o que o faz c> feliz. Vejam só. No sábado passado, escrevi em O c> Globo: "Negros, c> feministas, homossexuais, índios, sem-terra, sem-teto, c> sem eira nem c> beira... Todos anseiam que a história seja vivida como c> culpa, e a c> desculpa se traduz na concessão de algum privilégio. c> Isso que já é uma c> ética coletiva supõe que todos são vítimas de alguém c> ou de alguma coisa. c> De quem ou do quê? Ninguém sabe. "Da sociedade" c> talvez. A hipótese é c> interessante. Poderíamos zerar a história, dissolver c> os contratos e c> voltar ao estado da natureza." c> c> E, se me permitem, vou abusar do expediente de me c> citar: "Igualdade? c> Justiça? Reparação? Nada disso. Consolida-se é o c> divórcio entre os c> partidários desse igualitarismo - que, de fato, é um c> particularismo que c> corrói as bases do Estado de Direito - e os da c> universalidade. O "novo c> homem" do antigo marxismo - que era, sim, uma utopia c> liberticida e c> homicida - foi substituído pelos bárbaros, cujo mundo c> ideal é aquele c> disputado por hordas, tribos, bandos, de que entidades c> do "terceiro c> setor" são proxenetas bem remuneradas." c> c> E quem se importa com a democracia, o Estado de c> Direito? Também respondi c> a essa pergunta: "Os tais mercados não dão a menor c> bola para isso. A c> platéia que vi mais incomodada e, até certo ponto, c> indignada com a c> crítica severa que faço ao PT e a seu viés totalitário c> era composta de c> pessoas ligadas ao mercado financeiro. A democracia, c> como a defendiam os c> antigos liberais, lhes é irrelevante. Trata-se de c> dinheiro novo. c> Assistimos ao casamento entre os hunos e essa gente c> muito prática. As c> bodas bárbaras." c> c> E se eu disser aqui... c> Se eu disser aqui que nada disso surpreende o PT e os c> petistas, logo c> aparecerão algumas vozes do próprio partido e - c> pasmem! - do tucanato c> para afirmar que isso é teoria conspiratória, uma c> variante do meu c> pensamento anticomunista, conservador, reacionário c> mesmo. c> c> Aos petistas não interessa que tal leitura seja feita. c> Os tucanos, nesse c> particular, se dividem em dois grupos: os que comungam c> de certa c> metafísica utópico-esquerdista do adversário eleitoral c> (consideram o c> partido um tanto desastrado, inábil, mas não c> essencialmente errado) e os c> arrogantes: para estes, Lula e seus companheiros não c> são assim tão c> capazes. E há os que, a exemplo de FHC, se dão ou se c> deram conta dos c> riscos. Infelizmente, é a minoria. c> c> Há muitas formas de exercer a ditadura. No momento, a c> mais influente c> delas, em curso em vários países da América Latina, c> consiste em fazê-lo c> respeitando certas formalidades das instituições, mas c> buscando c> desvirtuá-las por dentro, alterando a sua natureza. O c> exemplo mais c> retumbante é Chávez, o coronel golpista, seguido de c> perto por Evo c> Morales, o índio de araque. Lula, falso operáro, é um c> pouco mais sutil. c> c> Seus homens, como a gente vê, são capazes de operar de c> forma eficaz em c> três frentes: nos mercados, adoçando a boca dos c> novos-ricos que estão c> dando uma banana para a democracia; nos ditos c> movimentos populares, que c> formam tropas de assalto e estão dando uma banana para c> a democracia, e c> no Estado paralelo, aquele dos 40 quadrilheiros c> citados pelo c> procurador-geral da República, que estão dando uma c> banana para a c> democracia. c> c> A questão sempre será saber até onde as oposições é c> que concentram o c> maior cacho de bananas da República. Vejam lá o que c> escrevi no domingo c> sobre as maiorias silenciosas. Indagava se à população c> brasileira agrada c> a leniência petista com a baderna. É claro que não. c> Mas também é claro c> que o tema não será explorado na campanha eleitoral. c> As oposições, no c> Brasil, são hoje reféns morais de arruaceiros e c> quadrilheiros. Elas têm c> medo desses vários banditismos. Nada a estranhar: c> alguns de seus c> próceres se confundem com eles: são seus parceiros de c> ideologia ou de c> negócios. c> c> Antes que me dedique um pouco a Bruno Maranhão, uma c> observação Alguns c> parlamentares da Casa, Luciana Genro (PSOL-RS) entre c> eles, diziam aos c> quatro ventos que isso só acontece na Câmara porque a c> Casa não se c> respeita. É uma forma de ser leniente com um crime sob c> o pretexto de ser c> intolerante com a imoralidade. Fosse assim, seria de c> indagar o que os c> movimentos sociais deveriam fazer nos palácios do c> Planalto ou no da c> Alvorada: dariam a seus ocupantes o fim que as massas c> destinaram a, sei c> lá, Mussolini ou Ceaucescu? c> c> Maranhão c> Há uma frase de Antero de Quental, que já citei aqui, c> que acho boa: a c> tolice num velho é tão aborrecida quanto a gravidade c> numa criança. Não c> vai entre aspas porque não é literal. Ele, poeta c> realista, respondia ao c> romântico Castilho nas querelas conhecidas como c> "Questão Coimbrã". Foi c> até injusto com o outro, mas a sacada é boa. É o que c> me vem à mente c> quando vejo este tal Bruno Maranhão. Disse que ele c> merece uma abordagem c> psicanalítica. Explico-me. c> c> Em 1963 - ele tinha, então, 23 anos -, camponeses c> foram à usina c> Estreliana, em Pernambuco, reivindicar 13º salário. O c> dono da c> propriedade recebeu os manifestantes a bala. Cinco c> morreram e três c> ficaram gravemente feridos. Quem era ele? Pai de c> Maranhão. Sei lá se o c> jovem ficou traumatizado. Com um pouco de leninismo na c> cabeça, o depois c> militante do PCBR e hoje dirigente do PT parece não c> ver mal nenhum em c> sair por aí afundando o crânio de seus inimigos. Seu c> movimento, imaginem c> vocês, é uma dissidência à esquerda do MST. Dá para c> imaginar as suas c> utopias. Um homem para quem Stedile padece dos males c> da moderação não c> veio a este mundo a passeio. c> c> Maranhão agora está preso. Eu o condeno a receber o c> senador Eduardo c> Suplicy (PT-SP), que deve cantar Blowing in the Wind c> em sua homenagem. c> Sou contra qualquer forma de tortura, mas até eu c> fraquejo às vezes... c> c> [EMAIL PROTECTED] c> Publicado em 6 de junho de 2006. c> c> c> c> c> c> c> c> --- c> c> Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. c> c> Comentários: <http://www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages>www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages c> c> Newsletter: <http://www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages>www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages c> c> Yahoo! Groups Links c> c> c> c> c> c> Allgemeinen Anschulterlaubnis Cardoso <[EMAIL PROTECTED]> - SkypeIn: (11) 3711-2466 / (41) 3941-5299 vida digital: http://www.contraditorium.com site pessoal e blog: http://www.carloscardoso.com ------------------------ Yahoo! Groups Sponsor --------------------~--> You can search right from your browser? It's easy and it's free. See how. http://us.click.yahoo.com/_7bhrC/NGxNAA/yQLSAA/IRislB/TM --------------------------------------------------------------------~-> --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! 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