Oi Carlos

E enquanto isso tudo ocorre Bush fica falando palavrões perto de um 
microfone ligado.

È capaz de ter mais gente preocupado com a assessoria dele pra esse tipo 
de coisa que com a paz mundial ...

-- 
Beijins
Fa
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"Passarinho que acompanha morcego, dorme de cabeça pra baixo."
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ccarloss escreveu:
> O mundo anda cada vez mais complicado.
> Carlos Antônio.
>  
> Fonte: Folha de São Paulo.
>  
> *ARTIGO *
> 
> *Estamos vendo o fim da Pax Americana? *
> 
> *RUPERT CORNWELL*
> DO "INDEPENDENT", EM WASHINGTON
> 
> O Iraque arde em chamas, o Afeganistão ferve e a Coréia do Norte nuclear 
> testa seus mísseis com impunidade. Enquanto isso, o Irã, zombeteiro, 
> joga nos dois tabuleiros de xadrez ao mesmo tempo, recusando-se a abrir 
> mão de suas ambições nucleares ao mesmo tempo em que emprega seus 
> procuradores do Hizbollah para atrair Israel para uma nova guerra no 
> Oriente Médio. É difícil saber onde começar a busca pelas famosas 
> "últimas palavras" proferidas nos últimos seis anos pelos governantes 
> desta imaginária sede de império global situada às margens do rio 
> Potomac, onde eu vivo.
> Será que começamos com George W. Bush e sua fala "às vezes uma 
> demonstração de força por um lado pode realmente esclarecer as coisas", 
> em 30 de janeiro de 2001? Essa pérola de sabedoria infalível de 
> estadista, após dez dias de experiência na Presidência, foi transmitida 
> a um alarmado secretário de Estado, Colin Powell, depois de o presidente 
> ter declarado que não valia a pena a América continuar a desperdiçar 
> tempo com o conflito israelo-palestino refratário. Bem, acabamos de ver 
> a demonstração de força. Que as coisas sejam esclarecidas, infelizmente, 
> é outra questão.
> O prêmio provavelmente cabe a Dick Cheney (a quem mais poderia 
> pertencer?). Em agosto de 2002, apresentando seu argumento em favor da 
> guerra com o Iraque, o vice-presidente se deixou levar pelo entusiasmo 
> ao falar dos benefícios de uma invasão bem-sucedida. "Os extremistas 
> teriam que repensar sua estratégia da jihad, os moderados seriam 
> encorajados e nossa capacidade de fazer avançar o processo de paz 
> israelo-palestino aumentaria."
> Hoje, cada uma dessas três afirmações caiu por terra. Em lugar disso, no 
> "arco de instabilidade" que se estende do Afeganistão e Paquistão até a 
> Palestina e Israel, ocorre uma confluência de acontecimentos 
> assustadora. Madeleine Albright, a secretária de Estado que antecedeu a 
> Colin Powell, descreveu as crises interligadas como "tempestade 
> perfeita" (ou seja, avassaladora) nos assuntos internacionais.
> 
> *Os limites do poder *
> É impossível prever qual será o desenlace dessas crises. Mas uma lição 
> que os historiadores certamente vão tirar de tudo isso é que, no último 
> ano, mais ou menos, os limites do poder americano foram expostos. E 
> talvez nossos historiadores concedam a este final de semana um lugar 
> especial na nova desordem mundial.
> Quem assistiu ao noticiário da TV americana nos últimos dias terá tido 
> poucos indícios dessa transformação. Enquanto nas telas se viam imagens 
> de chamas e fumaça se elevando de tanques de combustível no aeroporto de 
> Beirute que acabavam de ser bombardeados por jatos israelenses, os 
> apresentadores dos jornais aguardavam com reverência um briefing à 
> imprensa convocado às pressas por Condoleezza Rice na Alemanha, a 
> caminho da cúpula do G8 em São Petersburgo, que começou ontem.
> A principal assessora de política externa do imperador estava prestes a 
> falar e, éramos induzidos a acreditar, todo o mundo iria de algum modo 
> se submeter às diretrizes que seriam anunciadas. Na realidade, porém, o 
> máximo que Rice conseguiu apresentar foi um apelo por contenção de todas 
> as partes. Era a América falando -mas poderia ter sido Portugal ou 
> Argentina, pela diferença que suas palavras fizeram.
> E assim passamos ao G8. Deixemos de lado por um instante a ausência, na 
> cúpula, das novas grandes potências mundiais China e Índia. Esses 
> eventos coreografados e repletos de burocracia visam pelo menos permitir 
> ao "comitê de direção" de líderes mundiais uma chance de refletir sobre 
> as questões subjacentes do momento -neste caso o aquecimento global, a 
> situação dos países mais pobres do mundo e como conter a chegada de 
> armas de destruição em massa ao Irã, Coréia do Norte e similares.
> 
> *A Rússia *
> No entanto, mais uma vez a cúpula do G8 foi tomada de assalto por uma 
> crise internacional. Fica difícil refletir sobre abstrações no momento 
> em que o aeroporto de Beirute arde em chamas.
> Sob outro aspecto, esta cúpula específica do G8 simboliza os limites do 
> poder americano.
> É a Rússia -não a Coréia do Norte, a Al Qaeda ou qualquer outro grupo 
> terrorista- a única potência cujos mísseis têm a capacidade de eliminar 
> os EUA da face do planeta. A Rússia possui reservas colossais de 
> petróleo e gás, cujas importações vêm ajudando a transformar os EUA no 
> maior país devedor da história do mundo. A concordância de Moscou é 
> essencial para uma solução diplomática (ou seja, a única possível) para 
> as ambições nucleares do Irã e da Coréia do Norte. Em suma, hoje em dia 
> os EUA precisam da Rússia bem mais do que a Rússia precisa dos EUA.
> E a consciência dessa mudança na situação está crescendo, mesmo no âmago 
> do império. A capa da revista "Time" proclama "O Fim da Diplomacia 
> Caubói". Mas os europeus, sobretudo, devem conter a presunção diante 
> dessa humildade recente e, é necessário que se diga, um tanto quanto 
> relutante do fato de que a América não pode encarar a parada sozinha.
> Os limites da Pax Americana podem ter sido postos a nu. Mas o próprio 
> fato de que nós assentimos com essa idéia é prova do quanto éramos 
> dependentes dela. Seguros por sabermos que tínhamos pouca influência 
> sobre os acontecimentos, podíamos condenar os EUA se eles exercessem tal 
> influência e também se não o fizessem. A Pax Americana pode ter sido 
> ressentida por muitos, como aconteceu com a Pax Britânica e a Pax 
> Romana, mas, sob muitos aspectos, ela tornou bem mais fácil a vida 
> daqueles que eram sujeitos a ela.
> Quando era secretária de Estado, Madeleine Albright costumava dizer que 
> os EUA eram "um país indispensável". Ela tinha razão na época e tem 
> razão hoje. Sem o envolvimento dos EUA não será possível nenhuma solução 
> dos maiores problemas internacionais. Talvez não seja possível solução 
> alguma e, nesse caso, todos nós ingressaremos obrigatoriamente numa nova 
> era de blocos de poder concorrentes.
> Mas, num mundo mais interligado do que jamais o foi, essa certamente 
> seria uma fórmula para o desastre. A única maneira de avançarmos é que 
> os aliados dos EUA, e em primeiro lugar a Europa, somem seu peso ao da 
> hiperpotência. E assim voltamos ao refrão já conhecido. O Oriente Médio 
> arde em chamas, o Irã ameaça -mas onde está a Europa?
> 
> ------------------------------------------------------------------------
> Tradução de CLARA ALLAIN
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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