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Fa,
Pode estar certa que te.
Beijão.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
From: Fatima Conti
Sent: Tuesday, July 18, 2006 6:21 AM
Subject: [gl-L] Re: O Enigma da Esfinge Oi Carlos E enquanto isso tudo ocorre Bush fica falando palavrões perto de um microfone ligado. È capaz de ter mais gente preocupado com a assessoria dele pra esse tipo de coisa que com a paz mundial ... -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "Passarinho que acompanha morcego, dorme de cabeça pra baixo." ---------------------------------------------------------------- ccarloss escreveu: > O mundo anda cada vez mais complicado. > Carlos Antônio. > > Fonte: Folha de São Paulo. > > *ARTIGO * > > *Estamos vendo o fim da Pax Americana? * > > *RUPERT CORNWELL* > DO "INDEPENDENT", EM WASHINGTON > > O Iraque arde em chamas, o Afeganistão ferve e a Coréia do Norte nuclear > testa seus mísseis com impunidade. Enquanto isso, o Irã, zombeteiro, > joga nos dois tabuleiros de xadrez ao mesmo tempo, recusando-se a abrir > mão de suas ambições nucleares ao mesmo tempo em que emprega seus > procuradores do Hizbollah para atrair Israel para uma nova guerra no > Oriente Médio. É difícil saber onde começar a busca pelas famosas > "últimas palavras" proferidas nos últimos seis anos pelos governantes > desta imaginária sede de império global situada às margens do rio > Potomac, onde eu vivo. > Será que começamos com George W. Bush e sua fala "às vezes uma > demonstração de força por um lado pode realmente esclarecer as coisas", > em 30 de janeiro de 2001? Essa pérola de sabedoria infalível de > estadista, após dez dias de experiência na Presidência, foi transmitida > a um alarmado secretário de Estado, Colin Powell, depois de o presidente > ter declarado que não valia a pena a América continuar a desperdiçar > tempo com o conflito israelo-palestino refratário. Bem, acabamos de ver > a demonstração de força. Que as coisas sejam esclarecidas, infelizmente, > é outra questão. > O prêmio provavelmente cabe a Dick Cheney (a quem mais poderia > pertencer?). Em agosto de 2002, apresentando seu argumento em favor da > guerra com o Iraque, o vice-presidente se deixou levar pelo entusiasmo > ao falar dos benefícios de uma invasão bem-sucedida. "Os extremistas > teriam que repensar sua estratégia da jihad, os moderados seriam > encorajados e nossa capacidade de fazer avançar o processo de paz > israelo-palestino aumentaria." > Hoje, cada uma dessas três afirmações caiu por terra. Em lugar disso, no > "arco de instabilidade" que se estende do Afeganistão e Paquistão até a > Palestina e Israel, ocorre uma confluência de acontecimentos > assustadora. Madeleine Albright, a secretária de Estado que antecedeu a > Colin Powell, descreveu as crises interligadas como "tempestade > perfeita" (ou seja, avassaladora) nos assuntos internacionais. > > *Os limites do poder * > É impossível prever qual será o desenlace dessas crises. Mas uma lição > que os historiadores certamente vão tirar de tudo isso é que, no último > ano, mais ou menos, os limites do poder americano foram expostos. E > talvez nossos historiadores concedam a este final de semana um lugar > especial na nova desordem mundial. > Quem assistiu ao noticiário da TV americana nos últimos dias terá tido > poucos indícios dessa transformação. Enquanto nas telas se viam imagens > de chamas e fumaça se elevando de tanques de combustível no aeroporto de > Beirute que acabavam de ser bombardeados por jatos israelenses, os > apresentadores dos jornais aguardavam com reverência um briefing à > imprensa convocado às pressas por Condoleezza Rice na Alemanha, a > caminho da cúpula do G8 em São Petersburgo, que começou ontem. > A principal assessora de política externa do imperador estava prestes a > falar e, éramos induzidos a acreditar, todo o mundo iria de algum modo > se submeter às diretrizes que seriam anunciadas. Na realidade, porém, o > máximo que Rice conseguiu apresentar foi um apelo por contenção de todas > as partes. Era a América falando -mas poderia ter sido Portugal ou > Argentina, pela diferença que suas palavras fizeram. > E assim passamos ao G8. Deixemos de lado por um instante a ausência, na > cúpula, das novas grandes potências mundiais China e Índia. Esses > eventos coreografados e repletos de burocracia visam pelo menos permitir > ao "comitê de direção" de líderes mundiais uma chance de refletir sobre > as questões subjacentes do momento -neste caso o aquecimento global, a > situação dos países mais pobres do mundo e como conter a chegada de > armas de destruição em massa ao Irã, Coréia do Norte e similares. > > *A Rússia * > No entanto, mais uma vez a cúpula do G8 foi tomada de assalto por uma > crise internacional. Fica difícil refletir sobre abstrações no momento > em que o aeroporto de Beirute arde em chamas. > Sob outro aspecto, esta cúpula específica do G8 simboliza os limites do > poder americano. > É a Rússia -não a Coréia do Norte, a Al Qaeda ou qualquer outro grupo > terrorista- a única potência cujos mísseis têm a capacidade de eliminar > os EUA da face do planeta. A Rússia possui reservas colossais de > petróleo e gás, cujas importações vêm ajudando a transformar os EUA no > maior país devedor da história do mundo. A concordância de Moscou é > essencial para uma solução diplomática (ou seja, a única possível) para > as ambições nucleares do Irã e da Coréia do Norte. Em suma, hoje em dia > os EUA precisam da Rússia bem mais do que a Rússia precisa dos EUA. > E a consciência dessa mudança na situação está crescendo, mesmo no âmago > do império. A capa da revista "Time" proclama "O Fim da Diplomacia > Caubói". Mas os europeus, sobretudo, devem conter a presunção diante > dessa humildade recente e, é necessário que se diga, um tanto quanto > relutante do fato de que a América não pode encarar a parada sozinha. > Os limites da Pax Americana podem ter sido postos a nu. Mas o próprio > fato de que nós assentimos com essa idéia é prova do quanto éramos > dependentes dela. Seguros por sabermos que tínhamos pouca influência > sobre os acontecimentos, podíamos condenar os EUA se eles exercessem tal > influência e também se não o fizessem. A Pax Americana pode ter sido > ressentida por muitos, como aconteceu com a Pax Britânica e a Pax > Romana, mas, sob muitos aspectos, ela tornou bem mais fácil a vida > daqueles que eram sujeitos a ela. > Quando era secretária de Estado, Madeleine Albright costumava dizer que > os EUA eram "um país indispensável". Ela tinha razão na época e tem > razão hoje. Sem o envolvimento dos EUA não será possível nenhuma solução > dos maiores problemas internacionais. Talvez não seja possível solução > alguma e, nesse caso, todos nós ingressaremos obrigatoriamente numa nova > era de blocos de poder concorrentes. > Mas, num mundo mais interligado do que jamais o foi, essa certamente > seria uma fórmula para o desastre. A única maneira de avançarmos é que > os aliados dos EUA, e em primeiro lugar a Europa, somem seu peso ao da > hiperpotência. E assim voltamos ao refrão já conhecido. O Oriente Médio > arde em chamas, o Irã ameaça -mas onde está a Europa? > > ------------------------------------------------------------------------ > Tradução de CLARA ALLAIN > --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/
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