Concordo em gênero, número e grau com o artigo abaixo, Alkmin perdeu a chance de diferenciar sua proposta e, mesmo perdendo, abrir uma discussão fundamental para o país.
eu tb tenho um lacerdista no DNA
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
De rendição e resistência
Reinaldo
Quem não começou a me (re)ler ontem à noite ou nesta madrugada talvez devesse fazê-los pelos textos lá de baixo, não por este. Mas vá lá. Realismo nunca fez mal a ninguém. A estratégia terrorista do PT está vencendo. O candidato tucano Geraldo Alckmin se dispôs a assinar uma carta ao PDT se comprometendo a não privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e os Correios se for eleito. Tentativa de ganhar os votos de Cristovam? Sei lá eu. Sei que a vaca já foi para o brejo quando uma campanha começa a ser reativa apenas e se deixa pautar pelo inimigo. De que adianta Alckmin assinar essa carta? O PT vai continuar a dizer que a privatização, como se fosse um mal, está em sua biografia. E se ele não assinar? Admito: aí é pior. Perceberam? Já estávamos arbitrando entre o ruim e o pior.
E estamos falando de gravidades distintas e combinadas. É péssimo para a campanha ficar fazendo uma espécie de desmentido do que nunca esteve em pauta — decorrência do esfriamento a que o PSDB e o PFL se permitiram no pós-1º de outubro — e é péssima a satanização das privatizações, como se elas tivessem sido um mal para o país, quando, obviamente, a verdade é bem outra. A Veja desta semana, aliás, traz uma reportagem a respeito (clique aqui). É claro que um candidato tem de olhar para a frente, mas não pode olhar o passado com medo, especialmente quando não tem motivos para isso.
O petismo vai, assim, ditando a pauta. Como também conseguiu, com a ajuda do colunismo amigo, plantar a versão de que Lula é inatacável: qualquer um que bater nele vai perder a eleição. Resultado: a campanha na televisão — que tem alcance limitado, sei disso — voltou a se despolitizar. Geraldo Alckmin concorre, de novo, com o obreirismo de Lula. Faz-se a disputa para ver quem foi mais eficiente em criar as precondições para o paraíso terrestre. Um pobre sueco (um pobre lá para os padrões deles...) certamente iria querer morar no país presidido por Lula e no Estado governado por Alckmin. Eu mesmo estou aqui me perguntando por que não viro um pobre profissional...
Desde o começo, há grande resistência em se fazer política. Desde o começo, aceita-se, passivamente, o jogo do PT. Ainda é o partido que decide a hora da "politização" do debate — e o faz com terrorismo e desinformação. Os adversários lhe franquearam esse espaço, e ele, claro, o ocupa com a competência truculenta de sempre. Sim, acho que é preciso, de acordo com os clichês próprios a esses casos, lutar até o último homem e a última bala, mas não custa pensar, como direi?, na "Resistência".
Faltam 13 dias para a reeleição. Não dá, a esta altura do campeonato, para deixar de reconhecer que assinar a tal carta — de resto, nesse ponto da trajetória, não há alternativa — corresponde a uma espécie de rendição, de capitulação, de subserviência à agenda petista. A situação jamais poderia ter chegado a este ponto. Mas chegou Os oposicionistas não conseguem nem mesmo demonstrar que muitas estatais brasileiras se transformaram num covil. Alckmin deveria é assinar uma carta se comprometendo a desprivatizá-las — já que foram privatizadas pelo PT.
Às armas, moças e rapazes! Mas nada de ter compromisso com o erro. Ademais, eu quero privatizar, sim: a Petrobras, o Banco do Brasil, os Correios e os cineastas. Em tempo: Lula continua não podendo ser eleito; se eleito, vai tomar posse; tomando posse, devemos recorrer a todos os meios legais para impedi-lo de governar. A petralhada pode relaxar: o meu lacerdismo não é menos fajuto do que o getulismo de Lula.
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eu tb tenho um lacerdista no DNA
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
De rendição e resistência
Reinaldo
Quem não começou a me (re)ler ontem à noite ou nesta madrugada talvez devesse fazê-los pelos textos lá de baixo, não por este. Mas vá lá. Realismo nunca fez mal a ninguém. A estratégia terrorista do PT está vencendo. O candidato tucano Geraldo Alckmin se dispôs a assinar uma carta ao PDT se comprometendo a não privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e os Correios se for eleito. Tentativa de ganhar os votos de Cristovam? Sei lá eu. Sei que a vaca já foi para o brejo quando uma campanha começa a ser reativa apenas e se deixa pautar pelo inimigo. De que adianta Alckmin assinar essa carta? O PT vai continuar a dizer que a privatização, como se fosse um mal, está em sua biografia. E se ele não assinar? Admito: aí é pior. Perceberam? Já estávamos arbitrando entre o ruim e o pior.
E estamos falando de gravidades distintas e combinadas. É péssimo para a campanha ficar fazendo uma espécie de desmentido do que nunca esteve em pauta — decorrência do esfriamento a que o PSDB e o PFL se permitiram no pós-1º de outubro — e é péssima a satanização das privatizações, como se elas tivessem sido um mal para o país, quando, obviamente, a verdade é bem outra. A Veja desta semana, aliás, traz uma reportagem a respeito (clique aqui). É claro que um candidato tem de olhar para a frente, mas não pode olhar o passado com medo, especialmente quando não tem motivos para isso.
O petismo vai, assim, ditando a pauta. Como também conseguiu, com a ajuda do colunismo amigo, plantar a versão de que Lula é inatacável: qualquer um que bater nele vai perder a eleição. Resultado: a campanha na televisão — que tem alcance limitado, sei disso — voltou a se despolitizar. Geraldo Alckmin concorre, de novo, com o obreirismo de Lula. Faz-se a disputa para ver quem foi mais eficiente em criar as precondições para o paraíso terrestre. Um pobre sueco (um pobre lá para os padrões deles...) certamente iria querer morar no país presidido por Lula e no Estado governado por Alckmin. Eu mesmo estou aqui me perguntando por que não viro um pobre profissional...
Desde o começo, há grande resistência em se fazer política. Desde o começo, aceita-se, passivamente, o jogo do PT. Ainda é o partido que decide a hora da "politização" do debate — e o faz com terrorismo e desinformação. Os adversários lhe franquearam esse espaço, e ele, claro, o ocupa com a competência truculenta de sempre. Sim, acho que é preciso, de acordo com os clichês próprios a esses casos, lutar até o último homem e a última bala, mas não custa pensar, como direi?, na "Resistência".
Faltam 13 dias para a reeleição. Não dá, a esta altura do campeonato, para deixar de reconhecer que assinar a tal carta — de resto, nesse ponto da trajetória, não há alternativa — corresponde a uma espécie de rendição, de capitulação, de subserviência à agenda petista. A situação jamais poderia ter chegado a este ponto. Mas chegou Os oposicionistas não conseguem nem mesmo demonstrar que muitas estatais brasileiras se transformaram num covil. Alckmin deveria é assinar uma carta se comprometendo a desprivatizá-las — já que foram privatizadas pelo PT.
Às armas, moças e rapazes! Mas nada de ter compromisso com o erro. Ademais, eu quero privatizar, sim: a Petrobras, o Banco do Brasil, os Correios e os cineastas. Em tempo: Lula continua não podendo ser eleito; se eleito, vai tomar posse; tomando posse, devemos recorrer a todos os meios legais para impedi-lo de governar. A petralhada pode relaxar: o meu lacerdismo não é menos fajuto do que o getulismo de Lula.
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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