A classe média sustentou a burrice do neoliberalismo, da globalização estúpida, 
do bolsa família populista, do roubo descarado dos políticos, o lucro dos 
larápios banqueiros e afundada em dívidas marcha para a extinção.
Era a morte profetizada há tempos quando assistíamos passivamente o desenrolar 
dos acontecimentos.
Quem quiser sobreviver terá que decidir e partir para a luta. E aí já não 
importam os meios.
Quebrem o congresso sim. Usem as peixeiras, foices, enxadas mas tirem a canalha 
do poder. Não apenas os que estão agora. Os que vindos de governos passados 
vivem à custa dos cofres públicos.
Urgem medidas que não podemos adiar mais.
Acabar com a CPMF. Na marra se for preciso.
Acabar com as indecentes aposentadorias políticas.
Acabar com as taxas e tarifas bancárias.
Derrubar os juros. 
Se não sairmos da pasmaceira já, o amanhã pode ser tarde. 
Permaneçam acomodados e verão a condição de miserabilidade chegar quando 
resolverem acordar.
Só há um caminho e quem não o seguir estará condenado.
O preço a pagar poderá ser alto, mas impedirá que embarquemos no trem da morte 
à caminho do matadouro como gado.
Chega de protestos e de clamores não atendidos.
AÇÃO.

Carlos Antônio.



----- Original Message ----- 
From: Antonio Kleber de Araujo 
To: [email protected] ; [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Thursday, December 21, 2006 9:39 AM
Subject: [gl-L] [Fwd: Vc é Classe média e ainda votou no apedeuta? Rá!]


conforme prometido
eu não falo mais de politica, somente economia


-------- Original Message --------
EM BUSCA DE ANTÍDOTOS
20.12, 13h38
por Christina Fontenelle, jornalista
A revista Veja desse domingo fala sobre o "sufoco" da classe média. Eu 
já falo sobre isso há pelo menos três anos e acho inclusive que "sufoco" 
é elogio. Digo mais: a classe média ainda não sucumbiu porque se 
endividou até o último fio de cabelo. Como não haverá reabilitação 
econômica nenhuma, é uma questão de tempo para que sucumba de vez. 
Minto. Haverá a sobrevivência de um ciclo vicioso que manterá os que 
ganham entre 3 e 10 mil reais por mês trabalhando ininterruptamente e 
cada vez mais por menos, para sustentar, com 90% do que ganham, a 
"benevolência" do governo e da nomenklatura para com os "pobres 
necessitados" - bolsões de voto garantido que, por sua vez, jamais 
sairão da condição em que estão. Está montado o crime perfeito – o 
comunismo que se entranha, em silêncio perfeito.
Danuza Leão disse em sua coluna deste domingo (17/12) que não sujará 
suas mãos cumprimentando mais nenhum deputado ou senador que não 
protestar contra o vergonhoso aumento de 90% que os parlamentares de 
Brasília concederam a si próprios. Ela diz ainda que se arrependeu de 
não ter anulado seu voto. Sou solidária à colunista, mas ela deveria ter 
usado seu espaço jornalístico para ter denunciado a falsidade 
democrático-eleitoreira que muitos de seus colegas menos privilegiados 
em termos de espaço na mídia tentaram fazer. No futuro, quando "a casa 
cair", como alerta a colunista, entrarão para história do país, nomes 
como os de Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Olavo de Carvalho, Jorge 
Serrão, Diego Casagrande e outros menos afamados colegas que usaram seu 
espaço, seu talento e arriscaram suas cabeças para gritar aos quatro 
cantos do mundo sobre o espetáculo de ascensão e queda da nossa frágil 
democracia – e seu desaparecimento, que era vindouro. Esses homens, 
esses colegas, não tinham armas além de suas vigorosas palavras. Mesmo 
assim não foram covardes. A Danuza fala em jogar uma pedrinha que 
agüente lançar. Terá se redimido. Mas, imperdoáveis serão, para a 
História do país, os que tinham canetas, leis e canhões e covardemente 
se omitiram. Destes ninguém se esquecerá – nem da "falha" histórica nem 
de seu egoísmo covarde.
Muitos dizem que não há apoio popular para impeachment de Lula. Mentira. 
Mais de 60% da população rejeitou o atual governo nas urnas e milhões de 
famílias brasileiras estão se desfazendo nas vizinhanças de cada um de 
nós, todos os dias, por causa de crises financeiras. Milhões de 
brasileiros estão condenados ao ostracismo intelectual e econômico 
debaixo das vistas de todos. Milhares de olhos de brasileirinhos olham 
para cima em busca de futuro e percebem que estão condenados a vencer ou 
pela arte ou pelo esporte. Condenados sim, porque arte e esporte não 
constroem país nenhum – precisam sim de apoio dos que trabalharam para 
construí-los. Esportistas e artistas bem sucedidos são exceção. Não há 
quem possa acreditar em futuro se a única condição for ser um Pelé ou 
uma Bibi Ferreira.
Nesta segunda-feira (18/12), o cientista político aposentado William 
Carvalho (61) se acorrentou em uma pilastra do Senado Federal para 
protestar contra o auto-reajuste dos parlamentares. Ficou acorrentado 
por cerca de 30 minutos, até ser retirado do local por seguranças do 
Senado, que quebraram a corrente com um alicate. O aposentado vai ter 
que responder na Justiça pelos crimes de desacato e perturbação da 
ordem. A gente torce para que tenha o mesmo destino de Bruno Maranhão - 
o chefe da turma que promoveu o quebra-quebra no Congresso: glória e 
riqueza patrocinadas pelo Estado. Também na tarde desta segunda-feira, e 
também por causa do reajuste dos parlamentares, Rita de Cássia Sampaio 
de Souza (45) esfaqueou com uma peixeira e pelas costas o deputado 
federal Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) quando ele deixava seu 
escritório, em Salvador (BA), acompanhado de amigos. Aceminho passa bem 
e está em observação no Hospital da Bahia. A mulher foi presa e 
encaminhada ao presídio feminino de Salvador, onde ficará até ser 
julgada. Bem, o STF derrubou o aumento - ontem, 19/12 - e não se sabe 
até que ponto a "loucura desesperada" desses dois cidadãos influenciou 
nesta decisão.
Império da mentira, da vergonha, da roubalheira. Esse foi o futuro do 
país do futuro. Finjam e fujam o quanto quiserem as autoridades, os 
magistrados, os parlamentares, os militares, os homens de mídia – mas a 
responsabilidade os perseguirá por todos os dias do resto de suas vidas. 
A vitória da nomenklatura e a desenvoltura com que caminha pelo poder 
têm a parte que lhes deve. A experiência globalizadora e robotizadora 
também não lhes terá como agradecer. Mas isto não faria mesmo que 
devesse e ainda que pudesse. Nas suas costas largas carregarão o peso de 
culpas como as de aumentos criminosos a parlamentares e de indenizações 
indevidas – a última delas concedida à Ministra Dilma Russef, que 
planejou, em nome do comunismo, um assalto à residência que rendeu à 
causa US$ 2 milhões e 400 mil e, futuramente, medalha de Ordem do Mérito 
Militar.
Há algum tempo atrás, quem andasse de farda, de toga ou com crachá de 
congressista, de alto funcionário de poderosas empresas estatais e 
também de poderosas empresas de mídia era observado ou com admiração ou 
com desconfiança, antes de merecer olhar de desdém, de raiva ou de coisa 
parecida. Era a dúvida – será também desonesto? Será também conivente? 
Será culpado? Hoje a incógnita paira apenas sobre pequeno detalhe: 
covardia conivente ou deleite? Mas estão todos carimbados: vergonha – 
medalha que todos ostentam.
Para a turma dos que acreditam que "eu sozinho não adianta nada", um 
lembrete: cada soldado alemão que tenha pedido baixa do Exército de 
Hitler antes de sair pelo mundo massacrando judeus e populações inteiras 
terá tirado da lista de mortos pelos nazistas uma centena de pessoas. 
Valeu a pena. Todas as conquistas benéficas para a humanidade foram obra 
dos que acreditaram que "eu sozinho" poderia fazer a diferença. E fez. A 
História prova isso todos os dias. Muitos dirão que ela – a História – 
também está cheia de "heróis" mortos. É verdade. Mas, é melhor morrer 
como "inútil herói" do que assistir à "medíocre, dolorosa e lenta" morte 
de filhos e netos como "covarde vivo". A escolha não é das mais fáceis, 
também é verdade, mas é inevitável.
Natal do crediário. Comerciante comum e mediano que mergulhar nessa onda 
(mesmo que seja mais por não ter saída do que por estar achando ótimo) 
que aguarde o mês de abril – será um festival de inadimplência, de 
desapropriações judiciais e de falências. Enquanto as mega-lojas 
prosperam derrubando a concorrência, oferecendo, até para comida, 
financiamentos em até 12 vezes, comparáveis aos de países cujos juros 
anuais não ultrapassam os 4% para o cidadão comum, nossas pequenas e 
médias casas comerciais vão falindo, às pencas. Mais gente no olho da 
rua, para formar o imenso exército de desesperados por emprego, 
garantindo a conservação de um batalhão de pessoas fazendo cada vez mais 
por menos – sorrindo e dando Graças a Deus.
Nas mega-lojas onipresentes, produtos baratinhos. Coisa boa, da China. A 
indústria nacional que se dane – quem mandou cobrar caro? Pois é, mas as 
pessoas se esquecem de que mais ou menos 70% da exorbitância dos preços 
dos produtos nacionais é por causa da carga tributária e dos encargos 
com empregados. Tirem esse fardo da nossa indústria e vamos ver se 
teríamos concorrentes à altura para competir em preço e qualidade. 
Assunto batido esse de que produto chinês não poderia entrar em mercado 
capitalista sério. A China vai ficar com tudo – com a produção e com a 
tecnologia. Depois, vai vender o que quiser, para quem quiser e por 
quanto quiser. É uma límpida e clara questão de tempo.
Quem está apostando que a questão das guerras futuras será de disputa 
por recursos naturais, como vem tentando fazer acreditar a indústria 
midiática alarmista, vai quebrar a cara. Tecnologia de produção de bens 
de consumo e de insumos tecnológico-industriais essenciais às sociedades 
desenvolvidas (e mão de obra capacitada) será a arma tão poderosa quanto 
a atômica ou a nanotecnológica para estar entre os poderosos do planeta. 
Historinha tão óbvia e tão velha – espanhóis, franceses, ingleses e 
portugueses já sabiam disso desde a época das grandes colonizações.
Por essas e muitas outras razões é que o extermínio da classe média 
intelectualizada é essencial. Será substituída por outra, não tão bem 
abastada e cerebralmente lavada. Tecnologicamente especializada sim, até 
em culinária – mas filosoficamente pobre, paupérrima. Quando se chegar a 
esse ponto, em questão de décadas, não será nem mesmo mais necessária a 
existência de currais eleitorais de gente miserável. Tão cega, 
emburrecida e emcabrestada estará a nova classe média que será mais 
fácil e lucrativo controlá-la do que ter que desperdiçar dinheiro, tempo 
e recursos com gente inútil e desqualificada – controle de natalidade, 
legalização de aborto, encontros homo, tudo isso vai varrer essa 
"gentalha" do planeta na hora certa. Está tudo aí – em planos de ação 
cristalinos, para quem quiser ver.
Quanto aos bandidos urbanos, aos terroristas e aos fanáticos religiosos, 
eles sobreviverão e existirão na medida em que justifiquem a venda de 
segurança – fórmula genialmente criada que impede que os cidadãos 
pratiquem a legítima defesa de seus costumes e de suas vidas e em que 
eles próprios pagam para ser controlados e oprimidos. Um mal, 
perfeitamente controlável, manipulável, subornável e indispensável à 
indústria dos controladores mundiais que criam insegurança e vendem 
segurança, para controlar e lucrar.
A imprevisibilidade de certos "loucos" tem sim podido atrapalhar 
bastante os planos da inexorável ditadura global. Olavo de Carvalho fala 
sobre isso (sobre a neotirania) em seu último artigo para o Jornal do 
Comércio. Trabalhar em cima do senso daquilo que seria imprevisível é a 
linha de condução da intelectualidade que pretenda arquitetar planos de 
saída para o caos que se aproxima. Construir articulações sobre a 
imprevisibilidade das reações humanas – este é o caminho da 
contra-revolução emancipadora. Desconstruir a importância da economia 
financeira virtual, com mecanismos de inviabilização de certos tipos de 
troca – arma poderosa, capaz de garantir a sobrevivência de um mundo 
paralelo de resistência. Pensar nas saídas: missão para 2007. Viva a 
liberdade!

E-mail: [EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]> 
Blog/artigos: http://infomix-cf.blogspot.com


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No leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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