enquanto isto um pouco de realidade presente neste pais do FUTURO
 
nunca na historia do pais um presidente prometeu tanto, fez tão pouco, alem
de roubar muito....
este é a antitese do ADEMAR: rouba e NÃO faz

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Assunto: Os destruidores do futuro






25/04/2007
 
Os destruidores do futuro
Coluna Econômica - 25/04/2007 
 
Neste momento discute-se quais os setores que sobreviverão nesse país
tresloucado. O câmbio continua descer ladeira abaixo. As vozes dissonantes
são poucas. De um lado, há os beneficiários do modelo, os rentistas nadando
de braçada em juros desproporcionais; o grande capital nacional entrando
como se fosse capital estrangeiro, ganhando nos juros e na apreciação do
real. Os recalcitrantes desistiram ou por falta de eco, ou por falta de
vontade, ou por promessa de barganhas setoriais.
 
No mercado, já se aceita a apreciação cambial como uma realidade definitiva.
E discute-se agora quem sairá vivo, quem morrerá.
 
***
A conta é simples, conforme noticiou outro dia a revista “Veja”, em uma capa
absurdamente desinformada. A Estrela conseguiu sobreviver porque se aliou
aos chineses e tornou-se importadora. Nem se pense nos empregos perdidos,
nos fornecedores afetados. É como se a soma dos que sobreviverem compensará
o restante, independentemente das condições da sobrevivência.
 
Quem sobreviverá? Setores onde o Brasil possui vantagens naturais, como na
biomassa, papel e celulose, mineração e siderurgia. Nos demais, sobreviverá
quem conseguir ampliar consideravelmente o conteúdo importado em seus
produtos. Significa que parte de seus fornecedores desaparecerá.
 
Sem condições de concorrer com os importados em produtos de maior valor
agregado, os sobreviventes reverterão à condição de “maquiadores”. Haverá
perda de emprego de mão-de-obra mais qualificada.
 
***
Haverá oportunidades no setor da biomassa. E fala-se disso como se fosse
algo mais natural do mundo os desabrigados da indústria, empresários,
executivos e trabalhadores, se reciclarem e mudarem de profissão.
 
Mais: no novo setor há pouquíssimo espaço para inovação, que é ponto central
de desenvolvimento, melhoria de salários, crescimento de empresas. Há uma
pesquisa feita nos centros tecnológicos, grandes usinas e uma multidão de
pequenos empreendedores plantando ou, no máximo, esmagando parte da produção
e entregando o óleo.
 
Nos demais setores, haverá cada vez mais dificuldades em conquistar a
produtividade necessária para enfrentar a apreciação do câmbio. A indústria
de software, que estava conseguindo entrar no mercado americano, começa a
dar sinais de falta de fôlego. A indústria automobilística começa a se
preparar para importar carros da China, justamente para competir com os
importados avulsos da China.
 
***
Na entrevista com Fernando Henrique Cardoso, que encerra meu livro “Os
Cabeças de Planilha”, o ex-presidente admite os erros absurdos do câmbio e
diz que as “explicações” técnicas para a apreciação – a de que induziria a
ganhos de produtividade na economia, como afirmava Gustavo Franco - não
passavam de “teorias para racionalizar posições”.
 
Agora, volta-se ao mesmo desatino. Não vai durar para sempre essa loucura.
Mas já começou a segunda rodada de destruição estéril de setores econômicos.

 
O futuro de milhões de pessoas está sendo decidido, neste momento, nas salas
do Banco Central e do Palácio de Planalto. Mas, assim como FHC, Lula, no
auge da sua popularidade, está ajudando a destruir um pouco mais a estrada
para o futuro.
 
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