Estou vendo que vou ter que pegar em armas sozinho. Porra, ninguém se move 
nesta terra? O País está naufragando, e aí deve-se o rombo no casco ao pulha 
mor FH. O batráquio anencefálico que veio a seguir apenas manteve o leme no 
mesmo rumo, ou seja, nenhum.
Tô querendo um levante sim. E sem lenga-lenga de processo democrático onde já 
vimos que isto só funciona como conversa mole de quem não tem vontade política 
pra tirar a corja do poder e cair de porrada nessa oposição de merda que fica 
lambendo as sobras e jogando firulas pra platéia. Só há um modo de acabar com a 
bandalheira. Na marra. Na cacetada. Na bala. 
Continuem acreditando nesta farsa que aí está e quando se derem conta estarão 
com uma bela cheba na rabela.
E o país sifu.
Enlevemo-nos com as "portas cerradas" e as "vozes veladas" da Cecília Meireles 
mas partamos para a ação concreta.
A hora é da voz da metralha.

Carlos Antônio. ( absolutamente puto da vida, panfletário, revolucionário e 
pronto pra batalha).


----- Original Message ----- 
From: akleber 
To: [EMAIL PROTECTED] ; [email protected] ; [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Wednesday, April 25, 2007 1:48 PM
Subject: [gl-L] ENC: Os destruidores do futuro


enquanto isto um pouco de realidade presente neste pais do FUTURO

nunca na historia do pais um presidente prometeu tanto, fez tão pouco, alem de 
roubar muito....
este é a antitese do ADEMAR: rouba e NÃO faz



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Assunto: Os destruidores do futuro



     

      25/04/2007



      Os destruidores do futuro

      Coluna Econômica - 25/04/2007 

       

      Neste momento discute-se quais os setores que sobreviverão nesse país 
tresloucado. O câmbio continua descer ladeira abaixo. As vozes dissonantes são 
poucas. De um lado, há os beneficiários do modelo, os rentistas nadando de 
braçada em juros desproporcionais; o grande capital nacional entrando como se 
fosse capital estrangeiro, ganhando nos juros e na apreciação do real. Os 
recalcitrantes desistiram ou por falta de eco, ou por falta de vontade, ou por 
promessa de barganhas setoriais.

       

      No mercado, já se aceita a apreciação cambial como uma realidade 
definitiva. E discute-se agora quem sairá vivo, quem morrerá.

       

      ***

      A conta é simples, conforme noticiou outro dia a revista "Veja", em uma 
capa absurdamente desinformada. A Estrela conseguiu sobreviver porque se aliou 
aos chineses e tornou-se importadora. Nem se pense nos empregos perdidos, nos 
fornecedores afetados. É como se a soma dos que sobreviverem compensará o 
restante, independentemente das condições da sobrevivência.

       

      Quem sobreviverá? Setores onde o Brasil possui vantagens naturais, como 
na biomassa, papel e celulose, mineração e siderurgia. Nos demais, sobreviverá 
quem conseguir ampliar consideravelmente o conteúdo importado em seus produtos. 
Significa que parte de seus fornecedores desaparecerá.

       

      Sem condições de concorrer com os importados em produtos de maior valor 
agregado, os sobreviventes reverterão à condição de "maquiadores". Haverá perda 
de emprego de mão-de-obra mais qualificada.

       

      ***

      Haverá oportunidades no setor da biomassa. E fala-se disso como se fosse 
algo mais natural do mundo os desabrigados da indústria, empresários, 
executivos e trabalhadores, se reciclarem e mudarem de profissão.

       

      Mais: no novo setor há pouquíssimo espaço para inovação, que é ponto 
central de desenvolvimento, melhoria de salários, crescimento de empresas. Há 
uma pesquisa feita nos centros tecnológicos, grandes usinas e uma multidão de 
pequenos empreendedores plantando ou, no máximo, esmagando parte da produção e 
entregando o óleo.

       

      Nos demais setores, haverá cada vez mais dificuldades em conquistar a 
produtividade necessária para enfrentar a apreciação do câmbio. A indústria de 
software, que estava conseguindo entrar no mercado americano, começa a dar 
sinais de falta de fôlego. A indústria automobilística começa a se preparar 
para importar carros da China, justamente para competir com os importados 
avulsos da China.

       

      ***

      Na entrevista com Fernando Henrique Cardoso, que encerra meu livro "Os 
Cabeças de Planilha", o ex-presidente admite os erros absurdos do câmbio e diz 
que as "explicações" técnicas para a apreciação - a de que induziria a ganhos 
de produtividade na economia, como afirmava Gustavo Franco - não passavam de 
"teorias para racionalizar posições".

       

      Agora, volta-se ao mesmo desatino. Não vai durar para sempre essa 
loucura. Mas já começou a segunda rodada de destruição estéril de setores 
econômicos. 

       

      O futuro de milhões de pessoas está sendo decidido, neste momento, nas 
salas do Banco Central e do Palácio de Planalto. Mas, assim como FHC, Lula, no 
auge da sua popularidade, está ajudando a destruir um pouco mais a estrada para 
o futuro.

       

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      a reprodução total ou parcial por meio impresso."
     


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