pior é que mais dia menos dia os bolsões de miséria vão explodir geral, no
atacado,agora é só varejo, e bem na nossa cara, seja no campo , nas
favelas...o descaso dos ricos financiando estes governos corruptos e fazendo
vista grossa para o lucro compartilhado irá levar a insolvência social ,
tipo africana, rápido.

Em 02/09/07, Carlos Alberto Teixeira <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>   A FORÇA DO MST
>
> - por Rogério Mendelski <[EMAIL PROTECTED]<rogerio%40rogeriomendelski.com.br>>
> [2007-05-19]
>
> Quem acha que o MST está sob controle engana-se de maneira ingênua. O MST
> continua poderoso e desafiador do sistema legal brasileiro. Nesta semana,
> por exemplo, o líder nacional João Pedro Stedile não compareceu na audiência
> da Justiça de Barra do Ribeiro para explicar a destruição do laboratório de
> pesquisas da Aracruz.
>
> O MST tem hoje dois milhões de militantes e 1.800 escolas em seus
> assentamentos. Nelas, 160 mil sem-terrinha aprendem lições revolucionárias
> em livros de Mão Tse Tung e Che Guevara.
>
> Cursos exclusivos em 20 universidades para formação de sem-terra funcionam
> por convênio. Esses cursos, na maioria, são pagos pelo Incra. Para fazer
> parte desses cursos o aluno precisa ser assentado, filho de assentado, não
> ter formação superior e trabalhar como educador nas escolas dos
> assentamentos.
>
> Existe uma universidade própria, a Florestan Fernandes, inaugurada em
> janeiro de 2005 e já em novembro do mesmo ano formava 60 alunos em cursos de
> especialização, com a presença do ministro Luiz Dulci, secretário-geral da
> Presidência.
>
> No diploma, em destaque, estava a seguinte frase: "Contra a intolerância
> dos ricos, a intransigência dos pobres. Não se deixe cooptar. Não se deixe
> esmagar. Lutar sempre".
>
> Há também um projeto de uma escola sul-americana de agroecologia, cujo
> protocolo de intenção para sua implantação no Paraná foi assinado pelos
> governos do Brasil, Venezuela, do estado do Paraná e pela Via Campesina (?).
>
> No Pará, teremos, em breve, estudantes se diplomando como professor rural.
> O Ministério da Educação assinou convênio com cinco universidades para a
> formação desses cursos. Tais cursos, segundo o MEC, são inspirados nos
> cursos de graduação para os sem-terra.
>
> Em Minas Gerais, três cursos funcionam nos mesmos moldes na Universidade
> Federal. Na aula inaugural de 2005, o líder do MST/MG, Armando Vieira, deu a
> aula inaugural e deu também o seu recado: "As universidades são latifúndio e
> nossa presença aqui é uma ocupação".
>
> A revista Época, numa reportagem <http://tinyurl.com/364bca> que ficou
> famosa escreveu: "Há 20 anos eles eram crianças colocadas pelos pais na
> linha de frente das invasões para constranger a polícia com suas baionetas.
> Hoje eles são o comando de ocupações (invasões), marchas e saques pelo
> Brasil afora." È a primeira geração nascida nos acampamentos e formada nas
> escolas do MST, chegando ao poder.
>
> As principais máximas da nova geração de sem-terra são as seguintes:
>
> 1 - Quando boa parte do povo estiver pronta para pegar na enxada, a gente
> faz uma revolução socialista no Brasil.
>
> 2 - Meus pais só queriam um pedaço de terra. Agora queremos mudar a
> sociedade mesmo que não seja pela via institucional.
>
> 3 - A gente precisa ir para a luta, acampar e viver o desconforto para
> destruir o capitalista que existe dentro de nós.
>
> 4 - Quando 169 milhões de pessoas quiserem o socialismo, não vai ter
> jeito. Nem que seja pela força.
>
> 5 - Queremos a socialização dos meios de produção. Vamos adaptar as
> experiências cubana e soviética no Brasil.
>
> Eis a súmula da cartilha revolucionária em andamento em nosso país. Até
> quando as forças da ordem e da lei permitirão a subversão aberta, ostensiva
> e debochada dos nossos futuros bem-feitores, ninguém sabe.
>
> Mas que ninguém diga que não se falou no assunto.
>
> ---
>
> Publicado no jornal "O Sul" em 19 de maio de 2007.
>
> http://www.pampa.com.br
>
> http://www.rogeriomendelski.com.br/rogerio%201905.htm
>
> --
>
> - c.a.t.
> http://catalisando.com
>  
>
>


-- 
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Marco Antonio Figueiredo
Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal

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