comentários pudendos :

o lugar do PT,  entre racha e buraco...  :-))))


Em 16/11/07, AKA <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>    CC
>
> cada vez fica mais evidente a divisão entre tres vertentes:
> - o Lullismo - como todo o governo populista,
> - os antigos PTistas tradicionais, e
> - os que vieram para abrir o cofre da viuva com o pe-de-cabra e se
> perpetuar na mamata..
>
> e lembrar que ainda existem uns trou, digo, eleitores que ainda acreditam
> num governo probo
>
>
> ---------- Forwarded message ----------
>
>   Merval Pereira - O PT dividido
>
> O Globo
> 14/11/2007
>
> À medida que se aproxima a eleição para a presidência do PT, as
> divergências no partido vão se explicitando, deixando claro que as
> marcas das crises que o partido vem vivendo desde o mensalão continuam
> se fazendo sentir. O ministro da Justiça, Tarso Genro, é um exemplo
> claro dessa ferida que o tempo não cicatriza, ele que assumiu a
> presidência do partido na crise do mensalão, em 2005 e tentou
> refundá-lo, contra o grupo do ex-ministro José Dirceu, que até hoje
> tem o controle da máquina partidária. A insatisfação do grupo de Tarso
> Genro com os caminhos do PT é tão grande que ele, esta semana,
> alinhou-se a uma crítica antiga do tucano José Serra e repetiu que a
> corrente hegemônica no PT nacional "desistiu da utopia".
>
> O atual governador de São Paulo, ao assumir a presidência do PSDB após
> ser derrotado por Lula, acusou o PT de adotar um "bolchevismo sem
> utopia", denunciando-o como um partido de aparelhamento do Estado com
> fins corporativos, e não ideológicos, com o objetivo do poder pelo
> poder.
>
> Pois o ministro Tarso Genro esta semana concordou com Serra, dizendo
> que o objetivo central da direção tem sido manter a estrutura de
> poder, se afastando da intelectualidade e barrando a discussão sobre a
> política econômica do governo federal.
>
> A crise ética que o partido viveu, segundo Tarso, exige que, na troca
> da presidência nacional, novos caminhos sejam trilhados. O candidato
> do grupo "Mensagem ao Partido" é o deputado federal José Eduardo
> Cardozo, que se notabilizou na CPI do mensalão como um petista
> independente.
>
> Já o coordenador do MST, João Pedro Stédile, divulgou nota anunciando
> o apoio do movimento a Valter Pomar, o candidato da "Articulação de
> Esquerda", esperando que ele leve o partido nos rumos do socialismo.
>
> Atual secretário de relações internacionais do PT, Valter Pomar saiu
> em defesa de Hugo Chávez, atacando um dos maiores sustentáculos do
> governo Lula, o senador José Sarney, que luta para impedir a entrada
> da Venezuela no Mercosul sob a alegação de que o país caminha para uma
> ditadura, não preenchendo a chamada "cláusula democrática" do bloco
> que ajudou a fundar quando era presidente da República.
>
> Pomar não deixa de lembrar o apoio de Sarney às ditaduras militares e
> diz que chega a ser engraçado ver gente como ele e Paulo Maluf - que é
> o relator da entrada da Venezuela no Mercosul na Comissão de
> Constituição e Justiça da Câmara e já anunciou seu voto contrário -
> criticando Chávez, quando foram beneficiados por atos das ditaduras
> militares.
>
> Pomar e Cardozo são dois dos sete candidatos a presidente nacional do
> PT. Os outros são: Ricardo Berzoini, o candidato do grupo do
> presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu; Jilmar Tatto, do grupo
> da ministra Marta Suplicy; o trotkista Marcos Sokol; o ecologista
> Gilney Viana e o marxista José Carlos Miranda.
>
> Outro sinal de que há mudanças estruturais na militância profunda do
> PT foi o VI Encontro Nacional de Fé e Política, que reuniu cerca de
> quatro mil pessoas de 23 estados, no SESC de Nova Iguaçu, no fim de
> semana.
>
> Foi o sexto encontro desse tipo: os dois primeiros, em Santo André e
> em Poços de Caldas, aconteceram em 2000 e em 2002, e Lula esteve
> presente. Eleito presidente, Lula não compareceu mais aos encontros,
> que reúnem a chamada esquerda cristã, um dos antigos sustentáculos
> mais fortes do partido.
>
> Embora grande parte da militância das chamadas "comunidades de base"
> ainda mantenha vínculos políticos com o PT, esse encontro marcou uma
> postura mais discreta e menos triunfalista frente ao governo Lula.
>
> Dois fundadores do PT e dos encontros, membros proeminentes da
> militância da esquerda católica, estiveram presentes, exemplificando a
> divisão no partido: o chefe de gabinete particular da Presidência da
> República, Gilberto Carvalho, nas vezes em que se pronunciou, não
> falou de governo. Já o deputado dissidente Chico Alencar sentiu-se
> "totalmente à vontade" no evento e não sofreu qualquer hostilidade.
>
> A oficina que coordenou, sobre "Espiritualidade e militância
> política", foi uma das mais concorridas, e um texto de Leonardo Boff
> que circulou mencionava o PSOL como "novidade necessária, pois cumpre
> tarefa imprescindível numa democracia, coisa que a maioria dos
> partidos não está fazendo: manter alta a bandeira da ética e viva a
> idéia do bem comum, constituindo-se como consciência crítica e
> vigilante da nação, organicamente articulado com os anseios
> populares".
>
> O governo também não foi hostilizado, mas o tom do encontro foi o que
> estava escrito na convocação: "Sabemos que o voto popular que deu um
> segundo mandato ao presidente Lula não coloca seu governo
> automaticamente no caminho das mudanças estruturais".
>
> Segundo Chico Alencar, "a linha geral que pontuou falas e debates é a
> da organização de base, do reforço aos movimentos populares, de um
> trabalho educativo e molecular para uma nova consciência política e a
> disputa de hegemonia na sociedade".
>
> A crítica forte à corrupção e à perda da coerência política do PT
> mostrou que há uma margem de manobra nas "comunidades de base", que
> deram origem ao PT, para alternativas políticas mais à esquerda. É por
> essas e outras divisões internas que o ministro da Justiça, Tarso
> Genro, adverte que mesmo que o presidente Lula termine seu governo
> muito popular, o PT não sairá necessariamente das eleições fortalecido
> se não fizer uma revisão de procedimentos.
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Marco Antonio Figueiredo
Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal

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