Kleber, 

O PT nunca foi fortalecido. Criou-se uma inexplicável aura de santo guerreiro 
para o Lulla e ele é a força petista. Nenhum outro candidato desse partideco 
que se lançasse à presidência seria eleito. 
O Lulla, após perder três eleições e tendo como antecessor o canalha FH foi 
julgado vítima, com o seu discurso vazio de projetos mas cheio de promessas 
incumpríveis, teve, além do favorecimento da ralé eleitoral, o apoio da classe 
média também já cansada das práticas mafiosas do tucanato,  tão ou mais 
acanalhado que o PT e como de resto de todos os demais partidos brasileiros.
O segundo mandato foi comprado com o bolsa-tudo e a popularidade do calango 
cabeça-chata deveu-se à ignorância e à fome de quem mata a sede com poeira e a 
fome com os espinhos da caatinga.
Somos um povo sem ideologia e sem dirigentes que desejem fazer daqui uma nação.
Estamos cercados de ladrões aquartelados em Brasília e só vejo a retirada deles 
pela força. Seja com enfrentamento ou por golpe. Com uma ou outra situação, 
resolve-se o que fazer depois. Só não dá mais pra aturar essa corja que saiu do 
esgoto para o palácio.

Um abraço.

Carlos Antônio.

----- Original Message ----- 
From: AKA 
To: [email protected] ; [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Friday, November 16, 2007 5:53 AM
Subject: [gl-L] Fwd: [Acropolis_] Merval Pereira - O PT dividido


CC

cada vez fica mais evidente a divisão entre tres vertentes:
- o Lullismo - como todo o governo populista, 
- os antigos PTistas tradicionais, e 
- os que vieram para abrir o cofre da viuva com o pe-de-cabra e se perpetuar na 
mamata..

e lembrar que ainda existem uns trou, digo, eleitores que ainda acreditam num 
governo probo


---------- Forwarded message ----------


Merval Pereira - O PT dividido

O Globo
14/11/2007

À medida que se aproxima a eleição para a presidência do PT, as
divergências no partido vão se explicitando, deixando claro que as
marcas das crises que o partido vem vivendo desde o mensalão continuam 
se fazendo sentir. O ministro da Justiça, Tarso Genro, é um exemplo
claro dessa ferida que o tempo não cicatriza, ele que assumiu a
presidência do partido na crise do mensalão, em 2005 e tentou
refundá-lo, contra o grupo do ex-ministro José Dirceu, que até hoje 
tem o controle da máquina partidária. A insatisfação do grupo de Tarso
Genro com os caminhos do PT é tão grande que ele, esta semana,
alinhou-se a uma crítica antiga do tucano José Serra e repetiu que a
corrente hegemônica no PT nacional "desistiu da utopia". 

O atual governador de São Paulo, ao assumir a presidência do PSDB após
ser derrotado por Lula, acusou o PT de adotar um "bolchevismo sem
utopia", denunciando-o como um partido de aparelhamento do Estado com 
fins corporativos, e não ideológicos, com o objetivo do poder pelo
poder.

Pois o ministro Tarso Genro esta semana concordou com Serra, dizendo
que o objetivo central da direção tem sido manter a estrutura de 
poder, se afastando da intelectualidade e barrando a discussão sobre a
política econômica do governo federal.

A crise ética que o partido viveu, segundo Tarso, exige que, na troca
da presidência nacional, novos caminhos sejam trilhados. O candidato 
do grupo "Mensagem ao Partido" é o deputado federal José Eduardo
Cardozo, que se notabilizou na CPI do mensalão como um petista
independente.

Já o coordenador do MST, João Pedro Stédile, divulgou nota anunciando 
o apoio do movimento a Valter Pomar, o candidato da "Articulação de
Esquerda", esperando que ele leve o partido nos rumos do socialismo.

Atual secretário de relações internacionais do PT, Valter Pomar saiu 
em defesa de Hugo Chávez, atacando um dos maiores sustentáculos do
governo Lula, o senador José Sarney, que luta para impedir a entrada
da Venezuela no Mercosul sob a alegação de que o país caminha para uma
ditadura, não preenchendo a chamada "cláusula democrática" do bloco 
que ajudou a fundar quando era presidente da República.

Pomar não deixa de lembrar o apoio de Sarney às ditaduras militares e
diz que chega a ser engraçado ver gente como ele e Paulo Maluf - que é
o relator da entrada da Venezuela no Mercosul na Comissão de 
Constituição e Justiça da Câmara e já anunciou seu voto contrário -
criticando Chávez, quando foram beneficiados por atos das ditaduras
militares.

Pomar e Cardozo são dois dos sete candidatos a presidente nacional do 
PT. Os outros são: Ricardo Berzoini, o candidato do grupo do
presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu; Jilmar Tatto, do grupo
da ministra Marta Suplicy; o trotkista Marcos Sokol; o ecologista
Gilney Viana e o marxista José Carlos Miranda. 

Outro sinal de que há mudanças estruturais na militância profunda do
PT foi o VI Encontro Nacional de Fé e Política, que reuniu cerca de
quatro mil pessoas de 23 estados, no SESC de Nova Iguaçu, no fim de
semana.

Foi o sexto encontro desse tipo: os dois primeiros, em Santo André e
em Poços de Caldas, aconteceram em 2000 e em 2002, e Lula esteve
presente. Eleito presidente, Lula não compareceu mais aos encontros, 
que reúnem a chamada esquerda cristã, um dos antigos sustentáculos
mais fortes do partido.

Embora grande parte da militância das chamadas "comunidades de base"
ainda mantenha vínculos políticos com o PT, esse encontro marcou uma 
postura mais discreta e menos triunfalista frente ao governo Lula.

Dois fundadores do PT e dos encontros, membros proeminentes da
militância da esquerda católica, estiveram presentes, exemplificando a
divisão no partido: o chefe de gabinete particular da Presidência da 
República, Gilberto Carvalho, nas vezes em que se pronunciou, não
falou de governo. Já o deputado dissidente Chico Alencar sentiu-se
"totalmente à vontade" no evento e não sofreu qualquer hostilidade.

A oficina que coordenou, sobre "Espiritualidade e militância
política", foi uma das mais concorridas, e um texto de Leonardo Boff
que circulou mencionava o PSOL como "novidade necessária, pois cumpre 
tarefa imprescindível numa democracia, coisa que a maioria dos
partidos não está fazendo: manter alta a bandeira da ética e viva a
idéia do bem comum, constituindo-se como consciência crítica e
vigilante da nação, organicamente articulado com os anseios 
populares".

O governo também não foi hostilizado, mas o tom do encontro foi o que
estava escrito na convocação: "Sabemos que o voto popular que deu um
segundo mandato ao presidente Lula não coloca seu governo 
automaticamente no caminho das mudanças estruturais".

Segundo Chico Alencar, "a linha geral que pontuou falas e debates é a
da organização de base, do reforço aos movimentos populares, de um
trabalho educativo e molecular para uma nova consciência política e a 
disputa de hegemonia na sociedade".

A crítica forte à corrupção e à perda da coerência política do PT
mostrou que há uma margem de manobra nas "comunidades de base", que
deram origem ao PT, para alternativas políticas mais à esquerda. É por 
essas e outras divisões internas que o ministro da Justiça, Tarso
Genro, adverte que mesmo que o presidente Lula termine seu governo
muito popular, o PT não sairá necessariamente das eleições fortalecido
se não fizer uma revisão de procedimentos. 


 

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