Gustavo, O Service Strategy é exatamente isso: direcionado para fornecedores de serviços de TI. Ele transporta toda a lógica e a teoria de estratégia de serviços para o mundo da TI.
Então o publico alvo é a alta cúpula de uma empresa fornecedora de serviços de TI (CEO e diretores). Ou a alta cúpula da área de informática de uma empresa qualquer (CIO) que esteja disposta e pronta a pensar como uma fornecedora externa. O próprio livro faz essa distinção: TI do tipo III (fornecedores de serviços de TI para o mercado externo), e dos tipos I e II (fornecedores de serviços de TI para o mercado interno, no caso a própria empresa). Na verdade, o objetivo é forçar os CIOs a pensarem e agirem como CEOs. Mas isso leva tempo, talvez uma nova geração de CIOs... Entendo seus questionamentos com relação as organizações internas de TI. É realmente difícil o entendimento e a aplicabilidade do Service Strategy no âmbito de uma área de TI interna. Mas o restante do framework não fica invalidado por isso. Se você tirar as referencias a estratégia, o que sobra é o bom e velho ITIL, que nada mais é do que um conjunto de boas praticas de gerenciamento de serviços de TI. Ou seja, mesmo que você não aplique o ciclo de vida (alias, não conheço ninguém que o aplica!), o ITIL continua sendo valido e importante. Mas precisa de pessoas com conhecimento e discernimento para tirar o máximo proveito, como você já deixou claro ser o seu caso pela brilhante analise critica. Agora, imagina o técnico de help-desk fazendo o curso de fundamentos e ouvindo falar de market space, business assets, etc... É brincadeira com o cara... Mas isso é outro assunto... abs 2009/6/23 Gustavo Tavares <[email protected]> > > > OLá Marcus, > > Com relação à localização do termo Business Assets, realmente ele não > consta na seção 7.2.1 do livro. Ele na verdade está em outras seções, mas > orientadas justamente ao direcionamento do provedor de serviços ao market > space. Eu o coloquei na mesma pergunta pois acho que faciliaria muito o meu > entendimento fazer um paralelo entre o que seriam: service assets, customer > assets e business assets. > > Olá Mansur, > > Entendi a distinção que vc fez com relação aos business assets, service > assets e customer assets. Mas ainda existem algumas pulgas atrás da minha > orelha. Você fala que business assets são relacionados aos requisitos e > processos de negócio. Ok. Mas qual o sentido de existir esta distinção? Falo > isto porque no meu entender é um conceito redundante visto que não existe > sentido em possuir service assets que não estejam atendendo aos requisitos e > processos de negócio. Podemos até dividir os service assets em ativos > primários e ativos de suporte, mas dizer que alguns ativos estão > relacionados ao negócio e outros estão relacionados ao serviço para mim é um > equívoco. Tudo deve estar relacionado ao negócio !! O que não está > relacionado ao negócio não precisa existir. Você concorda comigo? Ou ainda > falta alguma coisa no meu raciocínio? > > Com relação à todas as respostas: > > Alguns aspectos colocados nas respostas parecem reforçar uma impressão que > estou tendo durante a leitura do livro Service Strategy. Ele está se > direcionando mais e mais a organizações especializadas em prover serviços de > TI para o mercado. Ele até referencia organizações internas de TI mas sua > ênfase é claramente identificada em organizações fornecedoras de serviços de > TI. Mercadologicamente é como se ele estivesse se posicionando como um > concorrente da metodologia eSCM-SP. É como se ele estivesse atuando para > atender a um "market space" específico. > > Agora uma opinião para ser criticada: > > Se é isto mesmo me parece que a evolução do ITIL vai acabar afastando-o do > mercado original e no qual ele se consolidou (ao menos no Brasil). Tá certo > que existe a recomendação de que: a biblioteca deve ser avaliada > criticamente e adequada à cada realidade. Mas a integração das diversas > fases do ciclo de vida (strategy, design, transition, operation e CSI) acaba > por limitar esta adequação. Hoje por exemplo as iniciativas de melhoria > contínua estão totalmente relacionadas às definições de estratégia de > serviços. Até é possível aplicar algumas das técnicas de CSI sem se > relacionar à estratégia definida. Mas estas técnicas não são originárias do > ITIL. Foram apenas compiladas de outras iniciativas (TQM, Lean, Six-Sigma, > etc). Ou seja, de novo mesmo o ITIL v3 trouxe apenas a integração de tudo > isto em um ciclo de vida comum. > > Um outro aspecto que o distancia das organizações internas de TI é a > abordagem para criação da estratégia. Ele direciona, como bem pontuou o > Marcus, para a criação de estratégias para atender às necessidades gerais do > mercado (market space). Entretanto isto só seria válido em uma organização > onde a TI fosse o driver exclusivo da geração da estratégia organizacional. > Ou seja, os conceitos do service strategy parecem somente ser aplicáveis se > a organização é criada um função das suas capacidades técnológicas (service > assets). Teoricamente isto é possível, mas pergunto a vocês: Em qual > organização Brasileira ou Mundial a definição do posicionamento estratégico > se dá a partir da avaliação dos service assets? Em outras palavras: Em qual > organização do Brasil ou do Mundo o CIO/Diretor de TI é o executivo > principal no processo de criação da estratégia? > > Até existe um artigo famoso de *Hendersen e Venkatraman* (*Strategic > Alignment: Leveraging Information Technology For Transforming Organizations > *) publicado no volume 32 do IBM Systems Journal no ano de 1993, que fala > sobre a estratégia de TI direcionando a estratégia da organização. Mas nos > termos do artigo isto só acontece quando a organização não possui uma > estratégia claramente definida. Só acontece em organizações imaturas onde a > TI acaba criando restrições e impondo comportamentos desejados às outras > áreas da organização. É a criação de uma estratégia organizacional > emergente, baseada nos direcionamentos da estratégia de TI. Totalmente > diferente da visão de estratégia deliberada, criada a partir de decisões > racionais que envolvem avaliação do mercado e negociação com as áreas > internas pregada pelo ITIL v3. > > O que acham? Esta á uma opinião minha que ainda não está fechada. São uma > série de sentimentos a respeito do ITIL v3 que precisam ser questionados e > colocados a prova. Gostaria da ajuda de vocês para rebater estes meus > argumentos ou até mesmo concordar com eles. > > Abraços, > > Gustavo Tavares > Lkdin: www.linkedin.com/in/gustavares > Via6: www.via6.com/gustavares > > >
