Gustavo,

Muito bom seu posicionamento. Seu exemplo foi de extremo valor e, com certeza, 
será um parâmetro para a implementação de nosso processo de Gestão de Problemas.

A propósito, sua apresentação também ficou muito interessante.

Obrigado,

Jorge Guimarães
Coordenador de Suporte
http://twitter.com/jpguima
http://br.linkedin.com/in/jpguima

--- In [email protected], "Gustavo Lens Minarelli, CGEIT, CISM" 
<gminare...@...> wrote:
>
>  
> 
> Jorge,
> 
>  
> 
> Concordo com você e endosso com um exemplo prático, de um projeto que
> liderei a uns quatro anos atrás, junto com o Cesar Monteiro da IT Partners
> (Grande Cesar!).
> 
> Em uma grande corretora, que posteriormente passou por uma fusão com uma
> outra grande, gerenciei o projeto que foi case do ITSMf:
> 
> Propus a implementação de um processo que integrasse bem as equipes da
> central de serviços com as equipes de infra e sistemas. Existiam mais de 30
> sistemas espalhados e desenvolvidos por 4 diferentes equipes.
> 
> A primeira coisa que fizemos foi unificar a gestão de incidentes (boa
> prática básica que serviu bem para aquela empresa). Aproveitando a
> iniciativa concomitante do RH, de criação de um programa de gestão por
> competências, incluímos nas competências avaliadas nos desenvolvedores e nos
> especialistas de infra, e nas suas obrigações, a responsabilidade por passar
> conhecimentos técnicos para o pessoal do primeiro atendimento.
> 
> O pessoal do primeiro atendimento, por sua vez, foi instruído a passar o
> chamado para o nível especialista, mas acompanhar o seu tratamento do início
> ao fim, e o principal, anotando em seu caderninho como este chamado era
> tratado!
> 
> O pessoal do primeiro nível foi instruído para que ao final do processo
> registrasse todas as suas anotações em uma base de dados (ainda
> desestruturada). Se não era registrado imediatamente, as duas últimas horas
> da semana daquele analista deveriam ser utilizadas para registrar as suas
> anotações na base de conhecimento. O "coaching" conjunto da consultoria com
> o líder da central de serviços foi muito importante para garantir que isso
> acontecesse. 
> 
> O fato é que cada pessoa tem um jeito de escrever, um nível próprio de
> detalhar, etc...  no primeiro momento da implantação e sempre que alguém
> novo interar a equipe o líder da central de serviços deve ter olhos e
> atitude focada em ensinar os atendentes a escrever detalhes, inclusive
> técnicos, sobre o atendimento de uma forma padronizada (não só do que foi
> dito pelo cliente, mas também do que foi feito pelos especialistas de
> segundo nível)
> 
> Sim, nossa opção foi por provocar os atendentes de primeiro nível a buscar o
> conhecimento e aumentar a integração entre as duas equipes, pois
> dificilmente o especialista de segundo nível iria mudar o seu hábito de
> resolver tudo sem documentar, mesmo que incluíssemos aquilo nas obrigações e
> indicadores de performance deles. Alias, isso foi feito, posteriormente.
> 
>  
> 
> (Tempo para uma reflexão sobre a afirmação: Não é só desenhar processo e
> implementar ferramentas J)
> 
>  
> 
> A flexibilidade dada ao processo possibilitou que contornássemos o problema
> freqüentemente encontrado em todas as empresas, que não era diferente
> naquela empresa: o primeiro nivel não tinha tempo para registrar os
> incidentes imediatamente.
> 
> Assim, era obrigação dos "jovens atendentes de primeiro nível" , aspas pois
> isto é uma realidade no mercado, realizar o registro, com o mínimo de ordem
> e padrão possível, em uma base de dados.
> 
> Processo amadurecido, destacamos um membro da equipe especialista, que
> navegava bem entre as duas equipes, de infra e de sistemas, para utilizar
> todo o seu tempo garimpar nos registros passados e atuais as soluções mais
> freqüentes (definitivas ou não), o ITIL dá um nome para isso, vocês lembram?
> 
> Também incumbimos este especialista de criar um padrão de registro dos
> incidentes que melhor o ajudassem propondo alterações para o gerente da
> central de serviços (com isso criamos a parceria que queríamos)...
> 
> Como segundo passo, acrescentamos em suas responsabilidades o dever de
> analisar estes registros e as soluções mais frequentes, propondo mudanças
> para aquelas soluções de maior impacto e probablidade de ocorrer..
> 
> Bom, o exemplo que dei mostra que um fio puxa o outro, uma necessidade puxa
> a outra, e se bem orquestradas, a empresa não para de melhorar o seu sistema
> de gestão e a qualidade dos serviços de TI.. e os resultados do seu
> negócio..
> 
> Muita coisa veio depois do que descrevi acima e o resumo dos resultados
> iniciais, alcançados em apenas 2 meses, podem ser vistos na apresentação, do
> seguinte link: http://slidesha.re/aLjWpC
> 
>  
> 
> Um grande abraço
> 
> Gustavo Lens Minarelli
> 
> Gerente de Projetos Estratégicos
> 
> governança-riscos-compliance
> 
> 011 9393 3832
> 
> 021 9486 6505
> 
>  
> 
>  
> 
> From: [email protected] [mailto:[email protected]] On Behalf Of
> Roberto Cohen
> Sent: quarta-feira, 30 de junho de 2010 09:10
> To: [email protected]
> Subject: Re: [itsm_br] Re: Gerenciamento de Problemas
> 
>  
> 
>   
> 
> Jorge, 
> 
>  
> 
> Pitacos na questão da documentação.
> 
>  
> 
> É preciso ter um administrador da base de conhecimento.
> 
>  
> 
> Em tempo integral, parcial, sei lá, mas alguém tem que "tomar conta da
> garrafa",
> 
> como dizia uma antiga propaganda.
> 
>  
> 
> E, claro, ele precisa seguir um método, um processo. Que vai desde a captura
> 
> de algo novo até a divulgação. 
> 
>  
> 
> E que envolve também debate com os usuários da mesma, caso contrário ele
> fica 
> 
> feito uma maquineta publicando soluções e todo mundo na outra ponta fazendo 
> 
> malabarismos pra encontrá-las.
> 
>  
> 
> Abraços
> 
> 
> Cohen
> 
>  
> 
> 
> 
>  
> 
> 2010/6/29 jperussi78 <jperuss...@...>
> 
>   
> 
> Aldo,
> 
> Tenho uma dúvida, como a solução (de contorno ou difinitiva) volta para a
> Central de Serviços? Os grupos solucionadores tem um processo de alimentação
> contínuo da Base de Conhecimentos? Para que, em um próximo atendimento, a
> Central de Serviços tenha a solução em mãos e não precise repassar o
> chamado?
> 
> Vejo que a documentação das soluções adotadas é o grande dificultador, já
> que o chamado é encerrado e não há um registro de fácil acesso para ser
> consultado posteriormente.
> 
> Jorge Guimarães 
> 
> 
> 
> --- In [email protected] <mailto:itsm_br%40yahoogroups.com> , Aldo
> Silva <aldo.rj@> wrote:
> >
> > Também concordo vou dar um resumo o que acontece aqui no trabalho, vou me
> > basear em incidente grave.
> > 
> > Quando a Central de serviços recebe um chamado de indisponibilidade, uma
> > Home fora por exemplo (que causa impacto). A Central de Serviços informa a
> > equipe de operações abrindo um registro que chamamos de Incidente Grave ,
> A
> > equipe de operações identifica o problema e aplica a solução ou não, se
> não
> > consegue identificar aciona a equipe 2 nível, independente de resolver ou
> > não a Central de Serviços tem obrigação de abrir um outro registro que
> > chamamos de Analise de Incidente , na qual é direcionado para Gerencia de
> > Problemas nele vai ser analisado o porque a Home saiu do Ar, Se é problema
> > na aplicação , Hardware ou infra, Identificado o erro (ex: bug weblogic) ,
> é
> > direcionado para gerencia de mudança agendar uma atualização, por ai vai ,
> > Neste processo está voltado a encontrar os erros conhecidos, identificar
> > soluções alternativas para eliminar os erros conhecidos, levantar as
> > solicitações de alteração no caso de ser necessária uma alteração para a
> > solução dos problemas identificados , Verificar se após executar a solução
> > de um problema o erro desaparece.
> > 
> > O gerenciamento de problemas também é um processo pró-ativo, ou seja, os
> > problemas são identificados para serem solucionados antes de ocorrer o
> erro.
> > 
> > Esse processo variam de empresa para empresa , não significa o que é
> > implementado na minha vai funcionar na sua.
> > 
> > 
> > 
> > Abraços
> > *Aldo Silva*
> > 
> > *Globo.com** :: Tecnologia*
> > *(21) 2125-2023 - yahoo:aldorj2003*
> > *securityofficer.wordpress.com <http://securityofficer.wordpress.com/> *
> > 
> > 
> > 
> > Em 26 de junho de 2010 09:57, Roberto Cohen
> 
> > <roberto.cohen.4hd@>escreveu: 
> 
> 
> > 
> > >
> > >
> > > Pô,
> > >
> > > Mas aí é sacanagem.
> > >
> > > Por isso que formamos uma lista: para COMPARTILHAR
> > > experiências, conhecimentos etc.
> > >
> > > EL Cohen
> > >
> > >
> > >
> 
> > > 2010/6/25 DANIEL FILHO <dmsfilho@>
> > >
> > >
> > >>
> > >> Jorge,
> > >>
> > >> se vc podemos trocar informações em particular: dmsfilho@
> > >>
> > >> --- Em *qui, 24/6/10, jperussi78 <jperussi78@>* escreveu:
> > >>
> > >>
> > >> De: jperussi78 <jperussi78@> 
> 
> 
> > >> Assunto: [itsm_br] Gerenciamento de Problemas
> > >>
> > >> Para: [email protected] <mailto:itsm_br%40yahoogroups.com> 
> > >> Data: Quinta-feira, 24 de Junho de 2010, 14:53
> > >>
> > >>
> > >>
> > >> Sou coordenador de equipes de suporte a mais de 5 anos e atualmente
> > >> coordeno um Service Desk que atua para uma empresa aérea e nós, eu e
> meu
> > >> cliente, estamos procurando maiores informações sobre o processo de
> > >> gerencimento de problemas. Já que consideramos que o Gerenciamento de
> > >> Incidentes está implementado.
> > >> Vocês teriam algum "case" para servir de benchmarking para nossa
> operação?
> > >> Estou recorrendo a um grupo de discussão pois vejo que poucas empresas
> > >> possuem um gerenciamento de problemas ativo e funcional.
> > >>
> > >> Agradeço a todos pela atenção.
> > >>
> > >> obrigado,
> > >>
> > >> Jorge Guimarães
> > >>
> > >>
> > >>
> > >>
> > >>
> > >
> > > 
> > >
> >
>


Responder a