Em dom, 03 jun 2001, Lisias Toledo escreveu:
> Kiss The Blade wrote:
> > 
> > Em entrevista a um jornal de Chicago, o presidente da Microsoft, Steve
> > Ballmer, afirma que o Linux e a sua licen�a s�o um c�ncer que se propaga
> > em tudo o q tocam:

> O que a Microsoft t� omitindo � que existem diversos tipos de licen�as Open
> Source (BSD, s� pra ficar na mais famosa): ningu�m � obrigado a usar GPL, a
> menos que tire proveito de softwares GPL... E � a� que o RMS conseguiu
> alavancar o Open Source no mundo corporativo : Quer usufruir? Contribua!

H� uma grande confus�o sobre o que � c�digo aberto, o que � software livre e o
que � GPL. S�o monstros completamente diferentes.

A Microsoft pratica c�digo aberto: basta voc� ser um programador respeitado, ou
uma empresa parceira, ou um grande cliente corporativo, assinar um contrato de
confidencialidade e, se for do interesse da MS, ela lhe mostra o c�digo.

Hoje em dia, a menos que voc� seja um programador solit�rio, voc� � obrigado a
compartilhar o c�digo de seus programas nem que seja com seu padre confessor,
porque a maioria dos desenvolvimentos � cooperativo.

Software livre �, pela defini��o de R. Stallman, todo o software que voc� possa
copiar, modificar e distribuir livremente.

A GPL � uma licen�a que impede que algu�m incorpore trechos de c�digo do
software livre em software propriet�rio.

R. Stallman cita em suas palestras o caso cl�ssico do X, o X original do MIT,
n�o o XFree. O X foi criado como software livre, mas empresas de UNIX embutiram
seu c�digo em seus programas e o tornaram propriet�rio. Assim, hoje, se voc�
n�o pagar determinada licen�a, voc� n�o tem o X rodando em certas placas de
v�deo.

Para evitar que isso acontecesse, R. Stallman criou a GPL.

A GPL se baseia nas leis de direito autoral, da mesma forma que as licen�as da
Microsoft. Ambas proibem voc� de se apoderar da propriedade intelectual sem
permiss�o do autor. A diferen�a � que a GPL libera para voc� se, ao
redistribuir o trabalho, modificado ou n�o, voc� tamb�m libere para os outros
do mesmo modo que foi liberado para voc�.

A Microsoft n�o quer que o c�digo de seus programas caia na m�o de grupos
econ�micos.

Nem R. Stallman.

A diferen�a � que R. Stallman libera para quem n�o tiver a inten��o que t�m
os grupos econ�micos: esconder o segredo do produto e cobrar pelo privil�gio.
 
> Ele simplesmente desenvolveu uma esp�cie de contrato. No mundo das leis,
> chamamos isto de contra-partida, e nunca vi ningu�m chamar este conceito de
> amoral (s� a Microsoft).

Acho que voc� queria dizer imoral. Amoral � aquilo que n�o tem moral. Imoral �
aquilo que vai contra a moral. Para os �ndios, andar nu � amoral. Para os
"brancos" � imoral.

O que a Microsoft est� tentando fazer � tirar proveito da relativa ignor�ncia
que o grande mercado vive em rela��o ao movimento de c�digo aberto, de software
livre, GPL e Linux e plantar uma s�rie de conceitos errados para que
as pessoas passem a emitir opini�es com bases equivocadas.


[]s
-- 
Edgard Lemos 
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Usu�rio Linux n� 135479


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