At 14:50 21/6/2001 -0300, Roberto Teixeira wrote:
>Desculpe, mas devo discordar. Isso n�o faz com que a QT seja mais livre do
>que o GTK+ (IMHO). Ambas as licensas s�o livres. Al�m disso, se n�o me
>engano, a QT tbm � LGPL (mas n�o tenho certeza e estou com pregui�a de
>verificar :-)
Pelo conceito da Free Software Foundation, um sistema 100% GPL � mais livre
do que um sistema que use software LGPL que permita a linkagem dinamica com
software proprietario. A FSF nao recomenda o uso da LGPL exceto em casos
especiais (http://www.gnu.org/philosophy/why-not-lgpl.html). Ou seja, a Qt,
enquanto software livre (como em liberdade de expressao), eh mais livre do
que o Gtk+.
Nao creio q a Qt seja lancada como LGPL eh um futuro proximo. Eh a
principal (unica?) fonte de renda da Trolltech. Quem quiser escrever
software GPL, usa de gra�a, quem nao quiser, entao tem como obter fundos
para pagar a licenca. Para mim eh uma situacao em que todos ganham.
>Pessoalmente eu discordo disso. N�o acho que o GTK+ seja antiquado por ser
>escrito em C. O Linux � antiquado? Ele � escrito em C.
Nao, mas � �bvio que um kernel de sistema operacional � *muito* diferente
de uma biblioteca gr�fica sobre a qual se constroi um ambiente modular. Um
sistema operacional tem que lidar com hardware em baixo n�vel, e precisa de
uma linguagem de baixo nivel para isso, e na maior parte � composto apenas
de drivers enquanto o 'core' � uma base pequena e compreensivel. Jah uma
toolkit grafica, que lida com diversas rotinas repetitivas, entrada de
usu�rios e 'objetos' (a grossissimo modo, botoes, caixas de texto, icones),
� necess�rio que seja constru�da em cima de uma linguagem orientada a
objetos, com classes, m�todos, eventos, polimorfismo, heran�a, interfaces,
ad nauseum, que promova o reuso de c�digo e uma melhor compreensao da API
como um todo, e isto ajuda tanto na manutencao da propria biblioteca (ex.
uma modificacao num metodo da classe QObject que eh herdada por quase todo
o resto da biblioteca, eh muito mais pratico do que modificar todo o codigo
linha a linha atr�s de referencias a esta funcao, se este nao fosse
orientado a objeto), como nas aplicacoes construidas com ela. Tentar
construir um ambiente componentizado em cima de uma linguagem procedural
com um toolkit escrito na mesma linguagem procedural �, no minimo,
lusitanismo (pessoal da terrinha, eh soh uma piada ;))
Nao que C++ seja o melhor exemplo de linguagem OO, ou at� que ela seja
totalmente OO de fato, mas promove muito mais o reuso de c�digo do que o C,
ou qualquer outra linguagem procedural, e isso se reflete na velocidade do
desenvolvimento das aplicacoes.
--
Thiago Pimentel
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