Prezado Walter, esse site insano do negacionista da bomba atômica e do
projeto Apollo eu infelizmente já conhecia há muito tempo!

Defendo que a distinção entre analíticos e continentais deve ser vista em
termos de semelhança de família. Rigor formal, uso de lógica matemática,
delineação cuidadosa de premissas e inspiração nas ciências naturais para
defesa de teses filosóficas por exemplo são características melhor
clusterizadas na tradição anglo-austro-americana contemporânea, mas
obviamente há grandes exceções.

Eu encontro em filósofos analíticos neo-escolasticismo e ojeriza à ciência
às vezes tão hostil quanto a de pós-modernos e desconstrucionistas. Por
exemplo, esse excerto de J.P. Moreland:

"I recognize that physicists talk about a multitude of spatial dimensions.
In my view, the scientific notion of an extra dimension of space is a
mere mathematical
devise, a formal definition with no material content that can intelligibly
be ascribed to reality, and theories that employ such language should be
understood in anti-realist terms. When scientists speak of multi-
dimensionality with respect to space, they say things like the following:
there are millions of dimensions of space, there could be an infinitely
small volume, mass and space are literally interchangeable, triangles can
be identical to circles, that a one dimensional line (a string) could
literally have clockwise vibrations in ten dimensions of space and
counterclockwise vibrations in twenty-six space dimensions. I find such
language unintelligible, and while the problem may be my lack of
imagination, I suspect that others may agree with me."


Um forte abraço.

2011/12/8 Walter Carnielli <[email protected]>

> Amici miei:
>
> já que a  discussão está  beirando a psicanálise, com padres  castos
> tarados e coisas do gênero, não custa dar  uma  "opinião  definitiva": na
> verdade, não há distinção  alguma entre   analítico  e continentais.  O
> único  critério são os títulos das  obras  famosas: enquanto alguns
> versam sobre  "truth", "falsity",  "word", "worlds", "consequence", e
>  outras coisas que a gente  *poderia* saber  o que é, outros  versam sobre
>  coisas que *certamente*  não sabemos o que é.
>
>
> Exemplos:
>
> Merleau-Ponty: L’Œil et l’esprit
> Jacques Derrida : L'Archéologie du frivole
> Hegel: Fenomenologia do Espírito
> Derrida: L'animal que, donc, je suis
> Deleuze: A Lógica do Sentido
> Guattari:  Mil Platôs
>
> Os  primeiros são analíticos, e  os  segundos  continentais. Escolha  um
> bom título, e defina sua tribo!
>
> Outra dica é usar uma  bela  "keyword";  tudo com "Sein"   já foi usado:
> Dasein, Sein-zum-Tode, Mitsein...
>
> mas com  imaginação se  acha outra :-)
>
> Enquanto isso, aproveitando que os ânimos estão  seremos, talvez  alguém
> possa dizer algo sobre  essa  coisa  incrível aqui:
>
> http://www.afraudedoseculo.com.br/
>
> > Penso no (plausível) padre casto que faz sermões sobre sexo...
> > Sent from my iPhone
>
> abs,
>
> Walter
> -----------------------------------------------
> Prof. Dr. Walter Carnielli
> Director
> Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
> State University of Campinas –UNICAMP
> 13083-859 Campinas -SP, Brazil
> Phone: (+55) (19) 3521-6517
> Fax: (+55) (19) 3289-3269
> Institutional e-mail: [email protected]
> Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
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> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
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